
«Este silêncio é muito grande para mim.» Um livro que espelha a agilidade criativa de Clarice Lispector, a sua livre travessia entre géneros literários e uma obsessiva dedicação à cartografia da paisagem interior da humanidade. Um dos melhores livros do ano | Expresso Este livro reúne treze contos e mais de uma centena de crónicas, ensaios, textos híbridos. Sob o holofote da escrita inigualável de Clarice Lispector, desfilam o aborrecimento quotidiano, o estranhamento do mundo, o enigma da criação artística e uma fundacional solidão. De «Os desastres de Sofia» ou «O ovo e a galinha» a «Instantâneo de uma senhora» ou «Uma imagem de prazer», A legião estrangeira reconstrói ideias sobre erotismo, velhice, laços de amizade, preceitos sociais, valores de família, ligações perigosas. Com este volume, recuperamos a edição original de A legião estrangeira, conforme organizada pela autora em 1964, e até agora inédita em Portugal. Aqui encontramos a escrita vívida de Clarice, infundida de alguma tristeza e algum humor, que diverte e perturba, mas que sobretudo espanta. «Esta é a escrita de uma transgressora. Lispector escreve o que sente, mesmo que o sentimento não tenha nome, e legitima temas historicamente marginalizados nos discursos literários e jornalísticos. Não explica, não ilustra. Escolhe aproximar-se perigosamente.» Isabel Lucas Os elogios da crí «Lispector foi comparada a Woolf, Joyce, Proust, Sartre […]. Quanto mais singular um escritor, mais a crítica procura comparações. Mas, se a lermos o bastante, percebemos que Lispector escapou destas é e não é feminista, pós-modernista, absurdista, mística. Em vez de procurar um estilo existente […], empreendeu uma busca individual para encontrar 'o símbolo da coisa na própria coisa'.» The Guardian «Lispector escreve sobre a estranheza da vida. […] Não divide o mundo em partes digeríveis—expande-o para lá da categorização.» Los Angeles Review of Books «Clarice Lispector é enigmática, mística, contraditória e filosófica. Mesmo que comece em território familiar […], rapidamente se desvia para um reino em que os sons se tornam discordantes e a paisagem se faz indiscernível, assumindo tonalidades imprevistas.» The New York Times «As suas imagens deslumbram até quando o seu significado é mais obscuro, e quando escreve sobre aquilo que a incomoda é a encarnação da lucidez.» The Times Literary Supplement «Clarice Lispector tinha uma inteligência lapidar, um instinto visionário e um sentido de humor que ia desde o deslumbramento ingénuo até à comédia maliciosa. Um corpo literário impressionante que não tem par na literatura.» Rachel Kushner «Uma escritora verdadeiramente notável.