
"A noite estrelada - pinceladas de um Monet que almejava mostrar-te -, insinuou-se sobre as nossas cabeças. Um a um extinguiram-se os candeeiros, lavaram-se as vitrinas e as portas arrastaram-se, para depois se dar duas voltas à chave e se fazer caso de cada passo. Do Chave de Ouro vinha a única luz e, à distância, a Laurinda despedia-se com um último aceno de mão enluvada. Voltei a perguntar-me que espécie de contento lhe encurva os lábios quando sorri." \——————————— Apesar de inspirado na vida de Maria Adelaide Coelho Cunha, este conto não tem a pretensão de ser um relato biográfico. Trata-se de pura ficção aplicada a um episódio conhecido de uma tentativa de emancipação por uma mulher de meios durante a I República. Podem ler aqui