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Miguel Esteves Cardoso is a Portuguese writer, translator, critic and journalist. He's a well known monarchist and conservative. Miguel was born in a middle class family in Lisbon. His father, Joaquim Carlos Esteves Cardoso, was Portuguese and his mother, Hazel Diana Smith, was English. He had a good education and the advantage of a bilingual and bicultural upbringing, helping him to develop an outsider's detachment from the culture of his birth country. In 1979, he graduated from Manchester University in political studies and four years later, in 1983, he received his doctorate in Political Philosophy. While there he made contact with some of the New Wave bands of the Factory records like Joy Division or New Order. In 1981 Cardoso became the father of twin girls. One year later he returned to Portugal, where he worked as an assisting investigator of the Social Studies Institute on the Lisbon University. He later became a supporting teacher of political sociology in ISCTE and then returned to Manchester University for a postdoctorate in Political Philosophy oriented by Derek Parfit and Joseph Raz.

Luiz José Gomes Machado Guerreiro Pacheco foi escritor, editor, polemista, epistológrafo e crítico de literatura. Nasceu em 1925, na freguesia de São Sebastião da Pedreira, numa velha casa da Rua da Estefânia, filho único, no seio de uma família da classe média, de origem alentejana, com alguns antepassados militares. O pai era funcionário público e músico amador. Na juventude, Luiz Pacheco teve alguns envolvimentos amorosos com raparigas menores como ele, que haveriam de o levar por duas vezes à prisão. Desde cedo teve a biblioteca do seu pai à sua inteira disposição e depressa manifestou enorme talento para a escrita. Estudou no Liceu Camões e chegou a frequentar o primeiro ano do curso de Filologia Românica da Faculdade de Letras de Lisboa, onde foi um óptimo aluno, mas optou por abandonar os estudos. A partir de 1946 trabalhou como agente fiscal da Inspecção Geral dos Espectáculos, acabando um dia por se demitir dessas funções, por se ter fartado do emprego. Desde então teve uma vida atribulada, sem meios de subsistência regulares e seguros para sustentar a família crescente (oito filhos de três mães adolescentes), chegando por vezes a viver na maior das misérias, à custa de esmolas e donativos, hospedando-se em quartos alugados e albergues, indo à Sopa dos Pobres. Esse período difícil da vida inspirou-lhe o conto "Comunidade", considerado por muitos a sua obra-prima. Nos anos 60 e 70, por vezes viveu fora de Lisboa, nas Caldas da Rainha e em Setúbal. Começa a publicar a partir de 1945 diversos artigos em vários jornais e revistas, como O Globo, Bloco, Afinidades, O Volante, Diário Ilustrado, Diário Popular e Seara Nova. Em 1950, funda a editora Contraponto, onde publica escritores como Raul Leal, Vergílio Ferreira, José Cardoso Pires, Mário Cesariny, António Maria Lisboa, Natália Correia, Herberto Hélder, etc., tendo sido amigo de muitos deles. Dedicou-se à crítica literária e cultural, tornando-se famoso (e temido) pelas suas críticas sarcásticas, irreverentes e polémicas. Denunciou a desonestidade intelectual e a censura imposta pelo regime salazarista. Denunciou, de igual modo, plágios, entre os quais o cometido por Fernando Namora em Domingo à Tarde e sobre o romance Aparição de Vergílio Ferreira. A sua obra literária, constituída por pequenas narrativas e relatos (nunca se dedicou ao romance ou ao conto) tem um forte pendor autobiográfico e libertino, inserindo-se naquilo a que ele próprio chamaria de corrente "neo-abjeccionista". Em "O Libertino Passeia por Braga, a Idolátrica, o Seu Esplendor" (escrito em 1961), texto emblemático dessa corrente e que muito escândalo causou na época da sua publicação (1970), narra um dia passado numa Braga fantasmática e lúbrica, e a sua libertinagem mais imaginária do que carnal, que termina de modo frustrantemente solitário. Alto, magro e escanzelado, calvo, usando óculos com lentes muito grossas devido a uma forte miopia, vestindo roupas usadas (por vezes andrajosas e abaixo do seu tamanho), hipersensível ao álcool (gostava de vinho tinto e de cerveja), hipocondríaco sempre à beira da morte (devido à asma e a um coração fraco), impenitentemente cínico e honesto, paradoxal e desconcertante, é sem dúvida, como Pícaro, personagem literário, um digno herdeiro de Luís de Camões, Bocage, Gomes Leal ou Fernando Pessoa. Debilitado fisicamente e quase cego devido às cataratas, mas ainda a dar entrevistas aos jornais, nos últimos anos passou por três lares de idosos, tendo mudado em 2006 para casa do seu filho João Miguel Pacheco, no Montijo e daí para um lar, na mesma cidade.



33 anos, criativo, guionista e escritor. Escreveu: "Melancómico - Aforismos de Pastelaria", "O Inferno do Condomínio", "Dez Regressos", "Os Dias Não Estão para Isso" e está representado na antologia do blogue "Desejo Casar" e do livro do colectivo "Urgências". Trabalha no Rádio Clube Português, onde é coordenador criativo e co-autor do programa "Quase famosos" . Colaborou com, entre outras publicações, o DNA, a revista Ler e a Grande Reportagem. Foi autor do guião do musical "Assobio da Cobra" e co-autor de "Portugal, uma Comédia Musical" e de "Stand-Up Tragedy". Foi membro fundador do grupo "Manobras de Diversão". Foi criativo do programa Zapping, editor de Serviço Público e, neste momento, é autor de vídeos para o programa "Boa Noite Alvim”. Dá regularmente aulas de escrita criativa nas Produções Fictícias. Foi também autor de alguns sketches do programa “Os Contemporâneos”.

Jornalista e escritor português, nascido em 1936, trabalhou na televisão e em jornais como A Bola, Diário de Lisboa e Diário de Notícias, em especial na área do desporto. Publicou três livros de ficção: Crónica dos Bons Malandros, em 1980, que teve grande sucesso e deu origem a uma longa-metragem de Fernando Lopes; Histórias do Fim da Rua, em 1983; e À Noite Logo se Vê, em 1986. Fonte: http://www.wook.pt/authors/detail/id/... AUTOR Nasceu em Moura, Alentejo, em Março de 1936 e iniciou a sua actividade nos jornais, ainda adolescente, no semanário satírico Os Ridículos. Como jornalista profissional, foi redactor de A Bola e de O Jornal, chefe de redacção de O Século e do Diário de Notícias, director-adjunto do Record, director do Mundo Desportivo e Tal & Qual, director-fundador do Sete. Da imprensa escrita passou para a RTP onde criou, dirigiu e apresentou programas diversos. Nos domínios da ficção, escreveu para rádio, teatro, televisão e publicações várias. Em 1980 lançou o seu primeiro livro Crónica dos Bons Malandros, também adaptado ao cinema, e desde então tem publicado inúmeras obras.

DANIEL MAIA-PINTO RODRIGUES nasceu no Porto a 7 de Julho de 1960. Desde 1983 até à actualidade escreveu um vasto conjunto de obras, entre as quais há a destacar a reedição em 2005 da obra, de 1994, O Valete do Sétimo Naipe, com prefácio de Mário Cláudio, O Diabo Tranquilo em colaboração com Isabel Rio Novo, em 2004, tal como a representação dos seus trabalhos em diversas antologias poéticas, como por exemplo Os Poemas da Minha Vida, por Marcelo Rebelo de Sousa. Em 1993 a sua obra A Próxima Cor recebeu o 1º Prémio Nacional Foz-Côa-Cultural e Menção Honrosa / Novos Valores da Cultura, atribuída pelo Ministério da Educação e Cultura, segundo parecer do Júri constituído por Fiama Hasse Pais Brandão, Vasco Graça Moura e José Fernando Tavares (em representação do Clube Português de Artes e Ideias). Daniel Maia-Pinto Rodrigues tem mantido uma colaboração assídua com diversas publicações periódicas generalistas e especializadas, onde foram publicados textos de sua autoria, como é o caso da Vértice, Sílex, A Coisa, Sempre, Aquilo, Trilateral (Porto-Barcelona-Santiago), Babel, Quebra-Noz, Brétema, Hífen, Escolma Poética (Espanha), Orfeu, Il Vento Salato (Itália), Poética (Uruguai), Cadernos do Tâmega, Sol XXI, Simbólica, Metro, Pinguim Poesia em Pó, Anima+l (Espanha), Fundição Veia Assanhada, Faces, Hei!, Revista 365, Inimigo Rumor, Tertúlia, Século XXI, Saudade, etc. Recitou os seus poemas em diferentes salas de espectáculo e cultura entre os quais são de salientar o Teatro D. Maria II e a Fundação Ciência e Desenvolvimento / Teatro do Campo Alegre, tal como em inúmeras Bibliotecas e Feiras do Livro de diversos pontos do país.


Rui Manuel Reininho Braga best known as Rui Reininho is a Portuguese singer. Since 1981, he has been the lead vocalist of Portuguese rock band GNR, which had a great success in Portugal during the 1980s and early 1990s. As a singer-songwriter of numerous lyrics and songs, he is one of the most beloved, and often controversial, icons of the Portuguese rock scene. His lyrics are mainly characterized by original wordplays and a sense of incoherentness and parody. As a writer, he wrote for some Portuguese magazines and newspapers and he is the author of the books Sífilis versus Bílitis (1983), Líricas Come On & Anas (2006) and Chá, Café e Etc. (2014). Rui reininho studied Cinema at the Lisbon Theatre and Film School (Escola Superior de Teatro e Cinema). In 1977, along with Jorge Lima Barreto, he recorded his first LP as the band Anar Band. In 1981, he recorded his first album with GNR and has remained with the band ever since. Rui Reininho has also composed music for theatre and cinema and taught Music for Film at “Universidade Moderna de Lisboa”, as well as Sound and Image at “Universidade Católica do Porto”. He was part of the jury in the TV show The Voice Portugal .

Luísa Costa Gomes nasceu em 16 de Junho de 1954. É licenciada em Filosofia pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Foi por vários anos professora do Ensino Secundário e trabalhou ainda no programa Escritores nas Escolas. Traduziu livros, traduziu e legendou filmes. Tem colaborado em vários jornais e revistas, programas de rádio e televisão. A sua obra literária começou com a publicação, em 1981, do livro "Treze Contos de Sobressalto". Desde aí já lá vai dezena e meia de títulos, entre o conto, o romance, o teatro e a crónica, com variados prémios, e traduções no estrangeiro. Várias das suas peças subiram ao palco. Escreveu o libretto de algumas óperas, entre elas o célebre "Corvo Branco", de Philip Glass, com encenação de Robert Wilson, apresentado por ocasião da Expo' 98 (e também em Madrid e em Nova Iorque). Criou a revista de contos FICÇÕES, que dirige e coordena.


Mário de Carvalho nasceu em 1944, em Lisboa. Licenciou-se em Direito pela Universidade de Lisboa em 1969. Desde jovem que se envolveu na luta antifascista, tendo estado preso ainda na década de 1960 e durante o serviço militar. A sua luta política leva-o ao exílio, primeiro para a França, depois para a Suécia, em 1973. Após o 25 de Abril regressa a Portugal. A sua estreia literária dá-se em 1981, tendo desde aí publicado regularmente numa grande diversidade de géneros: romance, drama, contos, guiões. A sua escrita é extremamente versátil e torna-se impossível incluí-lo numa escola literária. A crítica considera-o um dos mais importantes ficcionistas da actualidade e a sua obra encontra-se traduzida em vários países (Inglaterra, França, Grécia, Bulgária, Espanha, etc.). Recebeu diversos prémios, podendo-se destacar, na sua bibliografia, o romance histórico "Um Deus passeando pela brisa da tarde", que constitui o seu melhor sucesso de vendas e que mereceu a aclamação da crítica, tendo sido distinguido com o Grande Prémio da APE (romance) 1995, o Prémio Fernando Namora 1996 e Prémio Pégaso de Literatura do mesmo ano. Vencedor, em 2004, do Grande Prémio de Literatura ITF/DSTe, em 2009, do prémio Vergílio Ferreira.


Nasceu no Porto a 9 de Junho de 1900. Com quatro anos de idade mudou-se para a capital. O pai, Alexandre Ferreira, era um empresário que se fixou na actual zona do Lumiar, em Lisboa, tendo doado as suas propriedades para a construção da Casa de Repouso dos Inválidos do Comércio. José estudou nos liceus de Camões e de Gil Vicente, com Leonardo Coimbra, onde teve o primeiro contacto com a poesia. Colaborou com Fernando Pessoa, ainda muito jovem, num soneto para a revista Ressurreição. A sua consciência política começou a florescer também ela cedo, sobretudo por influência do pai (democrata republicano). Licencia-se em Direito em 1924, tendo trabalhado posteriormente como cônsul na Noruega. Paralelamente seguiu uma carreira como compositor, chegando a ter a sua obra "Suite Rústica" estreada pela orquestra de David de Sousa.

RUI CARDOSO MARTINS nasceu em Portalegre, a 25 de Março de 1967. É um escritor, jornalista e argumentista português. Foi repórter e cronista no Público, e foi um dos fundadores das Produções Fictícias, sendo um dos escritores do programa Contra Informação, da RTP 1. Para o cinema, escreveu o guião de "Zona J" e (em parceria) o da longa-metragem "Duas Mulheres". O seu primeiro livro, "E Se Eu Gostasse Muito de Morrer", de 2006, está na quarta edição em Portugal, tendo sido publicado na Espanha e Hungria. O seu segundo livro, "Deixem passar o homem invisível", foi premiado com o Grande Prémio de Romance e Novela, da Associação Portuguesa de Escritores/Direcção-Geral do Livro e das Bibliotecas.

António Victorino Goulart de Medeiros e Almeida é um compositor, maestro, pianista e escritor português. Dedica-se esporadicamente a outras actividades, como a realização de programas de televisão sobre música. É pai das actrizes Maria de Medeiros e Inês de Medeiros e da violinista e compositora Anne Vitorino de Almeida.

Nilton Rodrigues nasceu em Nova Lisboa, Província Ultramarina de Angola. Em 4 de Junho de 1976, aos quatro anos, veio para Portugal e fixou-se em Proença-a-Nova, onde passou a infância e adolescência. Nilton começou as suas atuações ao vivo em 1997, em bares e salas de espetáculo. Durante esses espetáculos foi visto por Raul Solnado e Júlio César, o que lhe valeu um convite para uma temporada de três meses no Casino Estoril. De entre os vários trabalhos que já fez destacam-se, também, Levanta-te e Ri e K7 Pirata (da SIC) e As Teorias do Nilton (da Rádio Comercial, que deu origem ao livro com o mesmo nome). Atualmente apresenta o programa 5 Para a Meia-Noite, na RTP1.

(English) Lived in Bairro Alto, in Rua do Norte, until 1963, when he got married at the age of 34. He started by attending the General Degree of Commerce, which he didn't finish. He worked for the Federation of Social Security. The son of a football coach, known as Oliveira Penalty, he was, for two decades, a sports journalist for the newspapers Record, Norte Desportivo, Diário Ilustrado and Diário de Lisboa. He later developed activities as translator, author of film and television screenplays, while also maintaining a connection to the editorial activity. For 11 years, until 1979, he was chief contributing editor for the Tintin comic magazine. In 1971-72, he was named editor and chief contributing editor for the 1st portuguese version of the Spirou weekly newspaper. He had a pseudonym by the name of Dennis McShade. (Português) Viveu no Bairro Alto, na Rua do Norte, até 1963, quando se casou aos 34 anos. Começou por frequentar o Curso Geral do Comércio, que não concluiu. Foi funcionário da Federação das Caixas de Previdência. Filho de um árbitro de futebol, conhecido por Oliveira Penalty, foi, durante duas décadas, jornalista desportivo nos jornais Record, Norte Desportivo, Diário Ilustrado e Diário de Lisboa. Desenvolveu posteriormente as actividades de tradutor, autor de guiões para cinema e séries televisivas, estando ainda ligado profissionalmente à actividade editorial. Durante 11 anos, até 1979, foi chefe de redacção da edição portuguesa da revista de banda desenhada Tintin. Em 1971-72, surgiu como editor e chefe de redacção da 1ª série da versão portuguesa do semanário Spirou. Tinha um pseudónimo com o nome de Dennis McShade.

PEDRO MEXIA nasceu em Lisboa, a 5 de Dezembro de 1972. Licenciado em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade Católica Portuguesa. Foi crítico e cronista no Diário de Notícias (1998-2007) e no Público (2007-2011). Escreve actualmente no Expresso. Assina também uma coluna mensal na revista LER. É conselheiro cultural do Presidente de República, desde 2016. Foi subdirector e director interino da Cinemateca Portuguesa (2008-2010). Tem colaborado regularmente em projectos das Produções Fictícias (É a Cultura, Estúpido, O Eixo do Mal, O Inimigo Público, Canal Q). É um dos membros do Governo Sombra (na TSF, desde 2008, e também na TVI24, desde 2012). Publicou seis livros de poemas: Duplo Império (1999), Em Memória (2000), Avalanche (2001), Eliot e Outras Observações (2003), Vida Oculta (2004), Senhor Fantasma (2007) e Menos por Menos - Poemas Escolhidos (2011) e Uma Vez Que Tudo se Perdeu (2015). Editou quatro colectâneas de crónicas, Primeira Pessoa (2006), Nada de Melancolia (2008), As Vidas dos Outros (2010) e O Mundo dos Vivos (2012). Manteve os blogues A Coluna Infame (com João Pereira Coutinho e Pedro Lomba), 2002-2003; Dicionário do Diabo, 2003-2004, Fora do Mundo (com Francisco José Viegas e Pedro Lomba), 2004-2005; Estado Civil, 2005-2009; e Lei Seca, 2009-2012. Desses blogues nasceram três volumes de diários: Fora do Mundo (2004), Prova de Vida (2007) e Estado Civil (2009). Está representado em 366 Poemas que Falam de Amor (2003), org. Vasco Graça Moura; Antologia do Humor Português (2008), org. Nuno Artur Silva e Inês Fonseca Santos; Poemas Portugueses – Antologia da Poesia Portuguesa do Séc. XIII ao Séc. XXI, org. Jorge Reis-Sá e Rui Lage (2009); Alma Minha Gentil: Antologia general de la poesía portuguesa, org. Carlos Clementson (Espanha, 2009); e Poemas com Cinema, org. Joana Matos Frias, Luís Miguel Queirós e Rosa Maria Martelo (2010). Organizou e prefaciou o volume de ensaios de Agustina Bessa-Luís Contemplação Carinhosa da Angústia. Traduziu Notas sobre o Cinematógrafo, do cineasta francês Robert Bresson. Publicou uma versão de uma peça de Tom Stoppard (Agora a Sério, 2010). Escreveu a letra de uma canção ("Lixo") do álbum Equilíbrio (2010), de Balla. Colaborou com dois projectos de peças curtas: Urgências (Teatro Maria Matos, 2004 e 2006) e Panos (Culturgest, 2012). Adaptou para teatro (com Ricardo Araújo Pereira) Como Fazer Coisas com Palavras, do filósofo inglês John Austin (Teatro São Luiz, 2008). Publicou a peça Nada de Dois (2009, encenada no Brasil em 2010 e no Canadá em 2011) e escreveu Pigmalião, a partir de Ovídio (Teatro Oficina, Guimarães, 2010). Encenou Agora a Sério, de Tom Stoppard (Teatro Aberto, 2010). Escreveu o argumento do telefilme Bloqueio (realização de Henrique Oliveira, RTP, 2012).

Licenciada em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, Clara Ferreira Alves integrou a redação de A Tarde, do Correio da Manhã e do Jornal de Letras. Foi crítica literária, editora e redatora principal do Expresso. Publicou crónicas na Única, na Máxima, no Diário Digital e colaborou na TSF. Entre 2000 e 2004 foi diretora da Casa Fernando Pessoa, onde voltou a fundar a revista Tabacaria. Na televisão apresentou Figuras de Estil com Vasco Graça Moura e foi autora de Falatório, ambos na RTP2. Apresentou O Caminho Faz-se Caminhando com Mário Soares na RTP1, e participa no programa de opinião política O Eixo do Mal na SIC Notícias. Publicou os livros Pluma Caprichosa, Passageiro Assediado em co-autoria com Fernando Calhau e Mala de Senhora e Outras Histórias. É membro do júri do Prémio Pessoa.

Manuel António Pina foi um jornalista e escritor português, galardoado em 2011 com o Prémio Camões. O autor licenciou-se em Direito em Coimbra e foi jornalista do Jornal de Notícias durante três décadas. É actualmente cronista do Jornal de Notícias e da revista Notícias Magazine. A sua obra é principalmente constituída por poesia e literatura infanto-juvenil. É ainda autor de peças de teatro e de obras de ficção e crónica. Algumas dessas obras foram adaptadas ao cinema e TV e editadas em disco. A sua obra está traduzida em França (francês e corso), Estados Unidos, Espanha (espanhol, galego e catalão), Dinamarca, Alemanha, Países Baixos, Rússia, Croácia e Bulgária.



Filho de um piloto da TAP, Artur Álvaro Neves de Almeida Pereira, e de uma assistente de bordo, Emília Rita de Araújo, foi aluno de colégios de freiras vicentinas, franciscanos e jesuítas até se licenciar em Comunicação Social e Cultural, na Universidade Católica Portuguesa. Seguiu-se o trabalho como jornalista, na redacção do Jornal de Letras, Artes e Ideias. De seguida tornou-se argumentista da agência de criadores Produções Fictícias, tendo sido co-autor de vários programas de sucesso do humor português, entre eles Herman 98 e Herman 99 (RTP, 1998 - 1999), Herman SIC (2000 - 2005), O Programa da Maria (SIC, 2001), Hermandifusão Portuguesa (RDP, 1999 - 2001), as crónicas Felizes para Sempre, no semanário Expresso e As Crónicas de José Estebes, no Diário de Notícias, entre outros. Por volta de 2003, depois das primeiras aparições na televisão, designadamente no programa de humor stand-up comedy, Levanta-te e ri, na SIC, e criando, já ao lado de Zé Diogo Quintela, Tiago Dores e Miguel Góis, várias rubricas no programa de Nuno Markl, O Perfeito Anormal, na SIC Radical, dá arranque ao projecto Gato Fedorento, cujo colectivo se tornou uma referência do humor português contemporâneo. A equipa assinou várias séries do programa Gato Fedorento, na SIC Radical (Série Fonseca, Série Meireles e Série Barbosa), e depois na RTP1 (Série Lopes da Silva). Também na RTP1 apresentou Diz Que é Uma Espécie de Magazine em 2007, para de seguida voltar à SIC, com Zé Carlos, em 2008, e Gato Fedorento: esmiúça os sufrágios, em 2009. Na internet os humoristas mantêm o blogue homónimo, onde Ricardo Araújo Pereira assina as suas entradas com as iniciais RAP. Teve ainda várias aparições no programa de humor da SIC, Levanta-te e Ri, onde mostrou por várias vezes os seus dotes no stand-up. Actualmente escreve todas as semanas no jornal A Bola e na revista Visão. Na TSF integra o painel do debate Governo Sombra, com Pedro Mexia e João Miguel Tavares. As personagens de Ricardo Araújo Pereira, que encontram eco na actualidade política, desportiva ou social, destacam-se pelos tiques que «saltam» para a rua (como acontecia com as criações de Herman José) e são absorvidos em regime multi-geracional, alimentando campanhas publicitárias de sucesso. É co-autor do livro O Futebol é Isto Mesmo (ou então é outra coisa completamente diferente) e do disco O disco do Benfiquista, naturalmente. Compilou as suas melhores crónicas da revista Visão nos livros Boca do Inferno e Novas Crónicas da Boca do Inferno. Com Pedro Mexia realizou uma adaptação da peça de teatro Como Fazer Coisas com Palavras, do filósofo inglês John Austin, que também interpretou, no Teatro São Luiz em 2008. É casado com a produtora de rádio Maria José Areias, com quem tem duas filhas, Rita e Maria Inês. Vive na Margem Sul, Quinta do Conde, e gosta de afirmar que é o sócio nº 17 411, do Sport Lisboa e Benfica, clube de que é adepto fervoroso. Foi militante do Partido Comunista Português, partido que veio mais tarde a abandonar. Continua, porém a afirmar-se como "Marxista não Leninista".

FERNANDO ASSIS PACHECO nasceu em Coimbra, a 1 de Fevereiro de 1937. Licenciado em Filologia Germânica pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, foi poeta, ficcionista, jornalista e crítico. O avô paterno foi redactor da revista Vértice, circunstância que lhe permitiu privar de perto com Joaquim Namorado e outros poetas da sua geração como Manuel Alegre e José Carlos de Vasconcelos. Publicou o primeiro livro de poesia em Coimbra, em 1963: “Cuidar dos Vivos”, poesia de intervenção política, de luta contra a guerra colonial. O seu segundo livro de poesia “Câu Kiên: Um Resumo” (título vietnamita para escapar à censura fascista), foi publicado em 1972, mas conheceria a sua versão definitiva em “Katalabanza, Kiolo e Volta”, em 1976. No mesmo ano publicou “Siquer este refúgio”, também de poesia. Em 1978 publicou o livro de novelas “Walt ou o frio e o quente” e em 1980 “Memórias do Contencioso e outros poemas” que reuniu poemas publicados entre 1972 e 1980. Em 1987, mais um livro de poesia: “Variações em Sousa”. E outro em 1991: “A Musa Irregular”, onde reuniu toda a sua produção de poeta até esta data. Estreou-se no romance com “Trabalhos e paixões de Benito Prada: galego da província de Ourense, que veio a Portugal ganhar a vida” em 1993. Morreu em Lisboa, com 58 anos, à porta da Livraria Bucholz em 1995.



Armando da Silva Carvalho (Olho Marinho, Óbidos, 1938) é um poeta e tradutor português. Licenciado em Direito, na Universidade de Lisboa, foi advogado, jornalista, professor do ensino secundário e publicitário. Colaborou na Antologia de Poesia Universitária, em 1959, juntamente com Ruy Belo, Fiama Hasse Pais Brandão, Luiza Neto Jorge, Gastão Cruz, entre outros, e também na Quadrante1 revista da Associação Académica da Faculdade de Direito de Lisboa, iniciada em 1958. Publicou Lírica Consumível em 1965, que marcou o início da sua obra poética e que lhe valeu o Prémio Revelação da Sociedade Portuguesa de Autores. A sua escrita é marcada por um timbre de mordacidade, sarcasmo e figurações da pulsão sexual. Das obras de ficção salienta Portuguex, publicada em 1977. Desde a década de 1960 colaborou em inúmeros jornais e revistas (Diário de Lisboa, Jornal de Letras, O Diário, Poemas Livres, Colóquio-Letras, Hífen, As Escadas Não Têm Degraus, Sílex, Nova, Via Latina, Loreto 13, entre outras). Foi incluido na IV Líricas Portuguesas, em 1969, antologia poética organizada por António Ramos Rosa e desde então tem estado representado na generalidade das antologias de poesia portuguesa.

Nuno Frederico Correia da Silva Lobato Markl nasceu em Lisboa, a 21 de Julho de 1971, no Hospital da Cruz Vermelha. Com apenas 4 anos já fazia as suas próprias bandas desenhadas, servindo-se de uma miríade de personagens para dar alma às suas histórias. Até que aos 10 anos de idade surgiu uma paixão ainda mais forte: a rádio! E foi precisamente com esta idade que começou as suas emissões radiofónicas embora estas não chegassem muito mais longe que o seu quarto. Utilizava um velho gravador National onde gravava a emissão, um microfone e uma telefonia a pilhas. Em tempo de férias ia a Vila do Conde que é a sua segunda terra (a primeira é Benfica onde vive desde a infância). Mas foi durante o tempo de aulas que Nuno teve a sua primeira experiência radiofónica digna desse nome. Estávamos em 1988. Eram os gloriosos tempos da rádio pirata! Nuno descobre a "Voz De Benfica". Conhece Mário Rocha, que desde logo o convida para animador! Começa nessa mesma tarde! O seu primeiro programa intitulava-se originalmente "Programa das 14" porque começava precisamente às duas da tarde. A dedicação à rádio era de tal ordem que chegou ao fim do liceu sem média para entrar para a faculdade. Ingressou então em 1990 no CENJOR. Não queria ser um jornalista a sério, mas apenas percorrer o caminho que lhe permitisse voltar a sentar-se em frente a um microfone. Depois de acabado o curto curso, começou a estagiar em 1991 na antiga Correio da Manhã Rádio. Em 1993, Rui Pego convidou-o para fazer um magazine diário nocturno de notícias. Com a loucura e subversão que lhe são características esse mesmo magazine acabou por ser pouco a pouco adulterado até se transformar num programa de entretenimento próprio chamado " Prok Der E Vier". Durante essa experiência marcante e irrepetível, Nuno aprendeu a segurar sozinho uma estação de rádio durante a madrugada, a fazer humor radiofónico, a criar punchlines e centenas de outras coisas fascinantes. Iniciava-se assim a "Saga de Abílio"! Ainda em 93 a CMR extinguiu-se e quem lá trabalhava passou para a Rádio Comercial. Nuno não foi excepção. Nesta nova rádio fez o remake dos episódios antigos da "Saga de Abílio" e criou novos episódios. O sucesso do programa chamou a atenção de Nuno Artur Silva (director das Produções Fictícias), que o convidou a juntar-se a uma equipa composta por Ricardo Pereira, Miguel Góis, José Diogo Quintela e Maria João Cruz entre outros. Nuno aceitou o convite e lá continua até hoje. Em 1997 a Comercial mudou de direcção e Nuno Markl passa das noites para as manhãs. Torna-se parte integrante do Programa da Manhã ao lado de Pedro Ribeiro, Ana Lamy e José Carlos Malato com a sua própria rubrica intitulada de: "O Homem que Mordeu o Cão e Outras Histórias" que o catapultou definitivamente para o estrelato radiofónico, tornando-se um fenómeno humorístico nacional que deu origem, mais tarde, a três livros, um programa de televisão e uma digressão nacional com o espectáculo ao vivo. Em 2001 Nuno tem a sua primeira experiência como apresentador/comentador televisivo. Junta-se a Rita Mendes e a Gaspar Borges e juntos começam o Sem Filtro na RTP1.Teve vida curta este programa. Nesse mesmo ano, abandona a RTP e começa a trabalhar na SIC Radical mais propriamente como comentador de cinema no programa "Curto Circuito". Actualmente participa no programa às segundas-feiras das 17 às 20 falando-nos das últimas novidades em DVDs, videojogos, discos e muitas outras coisas ligadas ao cinema. Em 2002, ainda no mesmo canal, inicia outro projecto paralelo com Fernando Alvim e Rui Pedro Tendinha, mais uma vez: o "CineXL", um programa sobre cinema pois claro, desde cedo uma das suas grandes paixões. Em 2003 estreou na SIC Radical, mais uma vez em parceria com Fernando Alvim, outros dois novos programas: "O Perfeito Anormal" que é somente o que de mais non-sense existe na TV portuguesa, e o curtinho "O Homem da Conspiraç


At the age of 10, he left to London, with his father, which was a portuguese ambasssador. He comes back in 1943 at the time his father was fired by Salazar. Sttau Monteiro got an advocate degree in Lisbon and only practiced his profession for a short amount of time. He leaves again to London, becaming a Formula 2 racer. He comes back to Portugal and be part on numerous publications, as Almanaque magazine or A mosca in Lisbon's Diary. In 1961 he published the play Felizmente há Luar! (engl: Finally there is Moonlight!), being distinguished with the Theater's price. The play was censured and prohibited by the fascist regime. Only in 1978, the above play was annouced in the Nacional Theater. 160 000 copies were sold. Sttau Monteiro was arrested by the fascist police (PIDE) in 1967 after the publishment of the plays A Guerra Santa (engl: The Holy War) and A Estátua (engl: The Statue), satires against the fascist regime and the colonial war. In 1971 he wrote the novel Agarra o Verão, Guida, Agarra o Verão (engl: Hold the Summer, Guida, Hold the Summer), which was adapted to tv through the soup opera Chuva de Areia (engl: Sand Rain) in 1982

Rui Barreira Zink is a professor at New University of Lisbon, where he graduated in Portuguese Studies and obtained the PhD in Portuguese Literature. Reader of Portuguese at the University of Michigan (1989/90). Author of several books, among trials and fiction, the novel stresses Hotel Lusitano (1987), Apocalypse Nau (2000), The Substitute (1999) and The Surfers (2001), and the books of account the reality now Color (1988) and Spider-Man (1994), "The Anibaleitor" (2006). Cooperating with the press and made literary translation. Rui Zink received the Award of P.E.N. Portuguese Club, the novel Davida Divine (2005), has represented the country in events like the Biennial of São Paulo, the Book Fair in Tokyo or the Edimburgh Book Festival.

