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As Melhores Crônicas de Cecília Meireles book cover
As Melhores Crônicas de Cecília Meireles
2003
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Os leitores que conhecem Cecília Meireles apenas como poeta não sabem o que perdem ignorando as suas crônicas. Insinuante, persuasiva, lírica, suave, feminina, sempre e sempre poeta, de uma leveza de pena dançando no ar, por vezes indignada com o desconcerto do mundo ou as travessuras dos humanos, a cronista é um caso de amor à primeira leitura. Como em toda relação amorosa autêntica, sobretudo em sua fase inicial, a cronista está sempre surpreendendo, com uma frase feliz, uma colocação inusitada, um piscar brejeiro de olhos. No fundo desse mundo amável, porém, há um certo desencanto diante da vida, quando então se impõe "a sua tendência para o recolhimento espiritual, com leve toque de melancolia ou desencanto, para não dizer de renúncia e adeus", como observa Leodegário A. de Azevedo no prefácio. O deslumbramento diante do espetáculo do mundo, porém, predomina nessas crônicas, divididas em três partes: crônicas em geral, de viagem e de educação. Que cada um escolha a sua praia, de acordo com as suas tendências, para iniciar a viagem. Há de tudo para todos os gostos: acontecimentos, impressões – por vezes aproximando-se do conto –, lembranças da infância, reflexões sobre sentimentos, como a cólera ou a bomba atômica. As crônicas de viagem contam fatos vistos, vividos ou sentidos em várias partes do mundo (Cecília foi uma grande viajante), quando não tocam na própria alma de uma cidade ou país. Vejam-se as admiráveis “Evocação Lírica de Lisboa” e “Holanda em Flor”. Nas crônicas sobre educação Cecília dá expansão à educadora que havia dentro de si (foi professora a vida toda), consciente, sem jamais perder a ternura ou aborrecer o leitor, traçando pequenos quadros palpitantes de vida. Quadros talvez não. São mais aquarelas, de tons suaves, traços finos. Resistir quem há de?

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Cecília Meireles
Cecília Meireles
Author · 17 books

Cecília Benevides de Carvalho Meireles was a Brazilian writer and educator, known principally as a poet. She is a canonical name of Brazilian Modernism, one of the great female poets in the Portuguese language, and is widely considered the best poetess from Brazil, though she rightly combatted the word "poetess" because of gender discrimination. She traveled in the Americas in the 1940s, visiting the United States, Mexico, Argentina, Uruguay and Chile. In the summer of 1940 she gave lectures at the University of Texas, Austin. She wrote two poems about her time in the capital of Texas, and a long (800 lines) very socially-aware poem "USA 1940", which was published posthumously. As a journalist her columns (crônicas, or chronicles) focused most often on education, but also on her trips abroad in the western hemisphere, Portugal, other parts of Europe, Israel, and India (where she received an honorary doctorate). As a poet, her style was mostly neo-symbolist and her themes included ephemeral time and the contemplative life. Even though she was not concerned with local color, native vernacular, or experiments in (popular) syntax, she is considered one of the most important poets of the second phase of the Brazilian Modernism, known for nationalistic vanguardism.

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