
Viaja-se aos desígnios da mente humana, sem propósito de as desbravar, mas antes espreitar, como quem vigia o buraco da fechadura. Daí até ao fim da classe política foi um pequeno passo. Fazem- se contas no final, entre dementes passagens carregadas de emoção, em ambientes mágicos, trágicos - talvez. Talvez seja assim, este livro. Ou talvez não. "Estou rodeado de branco. Paredes brancas, cama branca, lençóis brancos. Tudo é branco. Perfeitamente branco. Não de um branco qualquer. De branco branco." "Sinto-me vazio, seco de mim. Empresto-me memórias passadas, minhas, vividas. Relembro episódios idos de tempos mortos. Encosto-me, velho, na lateral desta cama, esquecendo o lugar, olvidando o presente. Enfio, em mim mesmo, vontades de fuga, de escape. Ternura não tenho, nem jeitos de carinho. Se os tivesse, não teria a quem os deixar."