
Nascida em Lisboa. Criada em Almada, no “lado esquerdo do Tejo, no lado certo da vida”. Aluna de cadernos irrepreensíveis e um medo irracional que me passassem a bola. Adolescente cheia de certezas absolutas. Algures perdi-me. Engordei. Deixei o curso de economia por acabar. Trabalhei em (quase) tudo. Trabalhei muito. Descobri o jornalismo. Fui estagiária e escrevi legendas. Viajei e escrevi manchetes. Perdi o meu pai. Fui mãe. Fiquei desempregada. Fui mãe outra vez. Descobri que era possível ser mais feliz com menos e que, no meio de todos os mimos, rotinas e prazos, conseguia correr e treinar. Perdi 15 quilos e (re)aprendi a gostar de mim. Aquilo que mais gosto: escrever. O que? Histórias de amor. Seja qual for a forma de amar. Sou mãe, apaixonada, orgulhosa e chata, de dois rapazes. Sou casada com o homem da minha vida, encontrei-o aos 37 anos e percebi que também tinha a minha história-de-amor-para sempre por viver. Sou uma comilona-bruta-mimada cheia de saudades do meu pai. Sou a mesma miúda de Almada que ouvia músicas em repeat num quarto com vista para o Tejo.