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Afonso Henriques de Lima Barreto nasceu em 1881 na cidade do Rio de Janeiro. Enfrentou o preconceito por ser mestiço durante a vida. Ficou órfão aos sete anos de idade de mãe e, algum tempo depois, seu pai foi trabalhar como almoxarife em um asilo de loucos chamado Colônia de Alienados da Ilha do Governador. Concluiu o curso secundário na Escola Politécnica, contudo, teve que abandonar a faculdade de Engenharia, pois seu pai havia sido internado, vítima de loucura, e o autor foi obrigado a arcar com as despesas de casa. Como leu bastante após a conclusão do segundo grau, sua produção textual era de excelente qualidade, foi então que iniciou sua atividade como jornalista, sendo colaborador da imprensa. Contribuiu para as principais revistas de sua época: Brás Cubas, Fon-Fon, Careta, etc. No entanto, o que o sustentava era o emprego como escrevente na Secretaria de Guerra, onde aposentaria em 1918. Não foi reconhecido na literatura de sua época, apenas após sua morte. Viveu uma vida boêmia, solitária e entregue à bebida. Quando tornou-se alcoólatra, foi internado duas vezes na Colônia de Alienados na Praia Vermelha, em razão das alucinações que sofria durante seus estados de embriaguez. Lima Barreto fez de suas experiências pessoais canais de temáticas para seus livros. Em seus livros denunciou a desigualdade social, como em Clara dos Anjos; o racismo sofrido pelos negros e mestiços e também as decisões políticas quanto à Primeira República. Além disso, revelou seus sentimentos quanto ao que sofreu durante suas internações no Hospício Nacional em seu livro O cemitério dos vivos. Sua principal obra foi Triste fim de Policarpo Quaresma, no qual relata a vida de um funcionário público, nacionalista fanático, representado pela figura de Policarpo Quaresma. Dentre os desejos absurdos desta personagem está o de resolver os problemas do país e o de oficializar o tupi como língua brasileira.

Passou toda a infância e juventude em Luanda, onde fez o ensino secundário. Exerceu diversas profissões até ser preso em 1959, sendo depois libertado. Posteriormente, em 1961, foi de novo preso e condenado a 14 anos de prisão e medidas de segurança. Transferido, em 1964, para o campo de concentração do Tarrafal, onde passou oito anos, foi libertado em 1972, em regime de residência vigiada em Lisboa. Iniciou então a publicação da sua obra, escrita, na grande maioria, nas diversas prisões por onde passou. Depois da independência angolana, foi nomeado para diversos cargos: organizou e dirigiu a Televisão Popular de Angola de 1975 a 1978; dirigiu o Departamento de Orientação Revolucionária do MPLA até 1979; organizou e dirigiu o Instituto Angolano de Cinema de 1979 a 1984. No domínio da literatura, foi um dos fundadores da União de Escritores Angolanos, em 1975, sendo seu secretário-geral desde então até finais de 1980. Foi também secretário-geral adjunto da Associação dos Escritores Afro-asiáticos, de 1979 a 1984, tornando-se depois secretário-geral da mesma até Dezembro de 1989. Pertenceu à geração angolana da "Cultura" entre 1957 e 1963. A sua escrita é original, usa o falar crioulo e subversivo da linguagem para dar um retrato mais realista às suas personagens, enriquecendo-as e conferindo-lhes a expressão viva e colorida das gentes o dos lugares pobres que retrata. Do seu trabalho destacam-se as seguintes obras: A Cidade e a Infância (1960); A Vida Verdadeira de Domingos Xavier (traduzido para várias línguas, constituindo também a base do filme Sambizanga, realizado por Sarah Maldoror); Luuanda (traduzido também para várias línguas, recebeu o Prémio Literário angolano Mota Veiga em 1964 e o Grande Prémio de Novelística da Sociedade Portuguesa de Escritores em 1965, o que causou violenta reacção da parte do Estado Novo); Vidas Novas (narrativas escritas em 1962 no Pavilhão Prisional da PIDE em Luanda, e apresentadas ao concurso literário da Casa dos Estudantes do Império, em Lisboa, tendo sido distinguidas com o Prémio João Dias, em 1962); Velhas Estórias e João Vêncio: Os Seus Amores.

Joaquim Maria Machado de Assis, often known as Machado de Assis, Machado, or Bruxo do Cosme Velho, (June 21, 1839, Rio de Janeiro—September 29, 1908, Rio de Janeiro) was a Brazilian novelist, poet, playwright and short story writer. He is widely regarded as the most important writer of Brazilian literature. However, he did not gain widespread popularity outside Brazil in his own lifetime. Machado's works had a great influence on Brazilian literary schools of the late 19th century and 20th century. José Saramago, Carlos Fuentes, Susan Sontag and Harold Bloom are among his admirers and Bloom calls him "the supreme black literary artist to date."

Conceição Evaristo was born in a slum in the south of Belo Horizonte, Minas Gerais / Brazil. She had to reconcile her studies with work as a domestic worker, until she completed her first years of study in 1971, at the age of 25. She then moved to Rio de Janeiro, where she passed a public competition for teaching and graduated in Letters at UFRJ. In the 1980s, she contacted Grupo Quilombhoje. She debuted in literature in 1990, with works published in the series Cadernos Negros, published by the organization. She holds a Master's degree in Brazilian Literature from PUC-Rio, and a PhD in Comparative Literature from Universidade Federal Fluminense (UFF). Her works, in particular the 2003 novel Ponciá Vicêncio, address themes such as racial, gender and class discrimination. The work was translated into English and published in the United States in 2007. She currently teaches at UFMG as a visiting professor.
Maria Firmina dos Reis was born on the island of São Luís, in Maranhão, in October 1825 11 was registered as daughter of João Pedro Esteves Felipe and Leonor. Black, bastard, was a first cousin of the writer maranhense Francisco Sotero dos Reis by mother. In 1830, moved with his family to the village of São José de Guimarães, on the Mainland, municipality where lived part of your life at in house of a maternal aunt better situated economically. In 1847, she ran for Chair of Primary Instruction in this location and being approved, there even pursued the profession as a teacher of first letters, from 1847 to 1881, thus, the first teacher woman tenured civil servant of your State. Black bastard, faced the barrier of prejudice and published in 1859, the novel 'Úrsula', considered the first abolitionist novel of Brazil and one of the first written by a brazilian woman. In 1887, Maria Firmina also wrote a short story on the same topic, "the slave". In 1871, she published the collection of poems Cantos. Also collaborated with literary journals. In 1880, she founded a free school and mixed, for boys and girls, which caused scandal in the village of Maçaricó, in Guimarães. After all, the school had to be closed in less than three years. Maria dies at the age of 92 years, in the city of Guimarães, in day 11 of November of 1917. In 1975, she receives a tribute to José Nascimento de Morais Filho who publishes the first biography of the writer, Maria Firmina: fragmentos de uma vida.