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2021
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For the first time ever, and amidst the backdrop of Bolsonaro’s emboldened far-right regime, Brazil’s legendary and pioneering queer writers appear together in English translation. This far-reaching, bilingual assortment of fiction, poetry, nonfiction, and photography—erotic and personal, revolutionary, hopeful, joyous, and bitter—fiercely upholds the ongoing legacy of queer expression in Brazil and anticipates, even demands, its prolific, if tenuous, future. In fresh and poetic prose, Raimundo Neto brings us lesser-known narratives of queer life in rural Brazil, including the story of a boy determined to become the “harvest bride” at a the local annual harvest dance. Poet Angélica Freitas details a disturbingly familiar world in which women are divided into rigid binaries—clean or dirty, good or bad—with stark language that builds into utter absurdity. And Caio Fernando Abreu sits in a hospital dying of AIDS, meeting with angels and writing letters in which he repeats “all I can do is write” like a mantra. Spanning four decades, and featuring a total of thirteen writers, Cuíer: Queer Brazil reminds us again, as Natalia Affonso says in her translation of Tatiana Nascimento’s poem: …what we make lying down is also revolution.

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Authors

Cidinha da Silva
Cidinha da Silva
Author · 3 books

Cidinha da Silva - nasceu em Belo Horizonte, em 1967, onde se graduou em História, pela Universidade Federal de Minas Gerais. Transferiu-se em seguida para São Paulo, com brilhante atuação no GELEDÉS - Instituto da Mulher Negra, organização não-governamental que chegou a presidir. A escritora possui forte engajamento com a causa negra e com questões ligadas às relações de gênero. Suas publicações encontram-se, assim, alinhadas a tais temáticas, no intuito de promover maior espaço de reflexão sobre as identidades tidas como subalternas. Em fevereiro de 2005, fundou o Instituto Kuanza, que tem por objetivos desenvolver projetos e ações nos campos da educação, ações afirmativas, pesquisa, comunicação, juventude e articulação comunitária. Todos encontram-se vinculados à discussão sobre as assimetrias racial e de gênero e subsidiam a formulação de políticas públicas nessas áreas. Como dirigente cultural, concebeu e executou projetos inovadores como o "Geração XXI", em inéditas parcerias com empresas e organizações não-governamentais. Nessa linha, atuou também como gestora de cultura na Fundação Cultural Palmares, onde se destacou pela organização da publicação Africanidades e relações raciais: insumos para políticas públicas na área do livro, leitura, literatura e bibliotecas no Brasil (2014). Sua estreia na Literatura Afro-brasileira se dá com a coletânea em prosa Cada Tridente em seu lugar, publicado em 2006 e reeditado no ano seguinte. A obra foi pré-selecionada pela Fundação Biblioteca Nacional para integrar o projeto de expansão de bibliotecas públicas por cidades do interior do Brasil. E as narrativas “Domingas e a Cunhada”, “Pessoas trans” e “Angu à baiana”, presentes no livro, tiveram os direitos de filmagem adquiridos pela produtora Lúmen Vídeos, de Vitória, Espírito Santo. Composto em sua maioria de textos curtos, Cada Tridente em seu lugar explicita o permanente diálogo com a realidade contemporânea e, no plano formal, o contínuo entrelaçamento da crônica com o conto. Desde então, foram nada menos que onze títulos publicados entre 2006 e 2016, abarcando crônicas, poemas e narrativas infantojuvenis. Já o volume Você me deixe, viu? Eu vou bater meu tambor!, lançado em 2008, confirma sua atuação na literatura relacionada à alteridade e inclui escritos voltados para o universo da homoafetividade. No prefácio do volume Sobre-viventes (2016), a pesquisadora e poeta Lívia Natália afirma: "vi-me muitas vezes retratada em situações e personagens. Vi minha mãe, minha avó vivendo nas páginas de Cidinha da Silva como as negras ali representadas com uma dignidade belíssima. Andei com estes textos entre fatos que todos nós, brancos ou negros, vivemos em nossa travessia racial pelo mundo, já que nossa roupa, por excelência, é a nossa pele que, como texto que é, fala logo e antes de nossa boca." (NATÁLIA, 2016, P. 12). Cidinha da Silva é autora ainda das peças teatrais Engravidei, pari cavalos e aprendi a voar sem asas, encenada pelo grupo "Os Crespos" em 2013, e Os coloridos, também encenada pelo grupo em 2015. Além das obras referidas, autora tem presença constante nas redes sociais e na imprensa alternativa publicada na internet. É editora da Fanpage cidinhadasilvaescritora e colunista dos portais Forum, Geledés e Diário do Centro do Mundo.

Wilson Bueno
Wilson Bueno
Author · 2 books
Wilson Bueno (Jaguapitã, 13 de março de 1949 - Curitiba, 31 de maio de 2010) foi escritor, cronista e poeta paranaense. Nasceu em Jaguapitã e ainda criança se mudou para Curitiba, onde descobriu a sua vocação literária. Ao longo de sua vida construiu duas obras: a sua literatura - reconhecida como uma das mais interessantes e importantes entre os escritores brasileiros dos últimos 40 anos, que lhe rendeu 16 livros - e o jornalismo - como editor de O Nicolau e colaborador em vários jornais conceituados do país. Faleceu no dia 30 de maio de 2010, na cidade de Curitiba, onde vivia desde a década de 1970.
Angelica Freitas
Angelica Freitas
Author · 7 books
Nasceu em 8 de abril de 1973, em Pelotas, Rio Grande do Sul. Estudou jornalismo em Porto Alegre, na UFRGS. Trabalhou como repórter no O Estado de S. Paulo e na revista Informática Hoje, em São Paulo. Atualmente dedica-se à tradução de poesia e ao segundo livro, com pequenos poemas de viagem pela Bolívia. Publicou em diversas revistas como Inimigo Rumor, Diário de Poesía (Argentina) e aguasfurtadas (Portugal). Integra a coletânea Cuatro poetas recientes de Brasil (Buenos Aires, 2006). Rilke shake é seu primeiro livro (coleção Ás de Colete) e está na lista dos 51 títulos que foram aprovados pela comissão do Prêmio Portugal Telecom 2008. Por anos manteve o blog tome uma xícara de chá.
Ricardo Domeneck
Ricardo Domeneck
Author · 1 book
Ricardo Domeneck nasceu em Bebedouro, SP, em 1977. É coeditor da revista eletrônica Hilda, com Oliver Roberts, e coeditor da revista impressa e eletrônica Modo de Usar & Co., com Angélica Freitas, Fabiano Calixto e Marília Garcia. Seu trabalho foi publicado em antologias na Argentina, Alemanha, Espanha, Eslovênia e Estados Unidos, e nas revistas Cacto (São Paulo), Inimigo Rumor (Rio de Janeiro e São Paulo), Entretanto (Recife), Quimera (Espanha), B2 (Alemanha), Green Integer Review (Estados Unidos), e Diário de Poesía (Argentina), entre outras. Atualmente, vive em Berlim, onde colabora com artistas plásticos e organiza performances de artistas de multimídia, além de trabalhar como DJ.
Joao Gilberto Noll
Joao Gilberto Noll
Author · 12 books

João Gilberto Noll was a Brazilian writer born in Porto Alegre, in the southern Brazilian state of Rio Grande do Sul. His early years were spent studying at the Catholic Colégio São Pedro. In 1967 he began university coursework in literature at the UFRGS-Federal University of Rio Grande do Sul, but in 1969 he interrupted his studies to pursue a career as a journalist in Rio de Janeiro, working for the newspapers Folha da Manhã and Última Hora. In 1970 Noll spent a year in São Paulo working as a copyeditor at the publishing house Editora Nacional, but a year later he moved back to Rio and resumed both his work in journalism at Última Hora, writing on literature, theater and music, and his university studies in literature, first at the Faculdade Notre Dame and then at the PUC-Rio, where he received his degree in 1979. Noll published his first short story as part of a 1970 Porto Alegre anthology entitled Roda de Fogo, but his more formal literary debut came in 1980 when his first book of short stories O cego e a dançarina (English title: The blind man and the dancer) was released, for which he received three literary prizes. One of Noll's short stories from O cego e a dançarina, Alguma coisa urgentemente (Something urgent), was the basis for the film Nunca fomos tão felizes (English title: We've Never Been So Happy) in 1983, directed by Murilo Salles and starring the actor Claudio Marzo. Noll received early international attention as a participant in the Writer's Program at the University of Iowa in 1982, and when his work appeared in an anthology of new Brazilian writers published in Germany in 1983. After a short visit to the University of California, Berkeley in 1996, he was invited to teach Brazilian literature there in 1997. He was an invited scholar for a Rockefeller Foundation seminar in Bellagio, Italy, was the recipient of a Guggenheim Fellowship in 2002, and spent a two-month writing residency at the Centre for the Study of Brazilian Culture & Society at King's College London in 2004. All of these experiences were to shape the subject matter of later works. His first collection of stories was followed by the novels A fúria do corpo (1981), Bandoleiros (1985) and Rastros do Verão (1986). Two of his subsequent and perhaps best-known works, the novels Hotel Atlantico (1989) and Harmada (1993), later came out in a 1997 English edition, translated by David Treece and published by Boulevard Books in London. Another novel, entitled O quieto animal da esquina, appeared in 1991. From 1998 to 2001 Noll published a twice-weekly series of short stories in the major São Paulo daily Folha de São Paulo, and in 2004 he began to publish longer stories every two weeks in the daily Correio Braziliense published in the federal capital Brasília.

Carla Diacov
Carla Diacov
Author · 2 books

Carla Diacov é uma poeta brasileira, nascida em São Bernardo do Campo em 1975. É formada em Teatro. Estreia em livro, além da participação em algumas antologias, com Amanhã Alguém Morre no Samba, (Douda Correria, Portugal, 2015). Tem participação em diversas revistas online e impressas. Se atraca com as plásticas o tempo inteiro, movimento que a serve a construir em conjunto de matérias ou que a traz de volta às letras somando algo da extração da borracha. Gosta de abordar o sangue menstrual. Autora de Amanhã Alguém Morre no Samba (Douda Correria, 2015/Edições Macondo, 2018), A metáfora mais Gentil do Mundo Gentil, (Macondo Edições, Juiz de fora, 2016), Ninguém Vai Poder Dizer Que Eu Não Disse (Douda Correria, 2016), bater bater no yuri (livro online pela Enfermaria 6, 2017), A Menstruação de Valter Hugo Mãe (editado pelo escritor português, no projeto não comercial Casa Mãe, Portugal, 2017), A Munição Compro Depois (Cozinha Experimental, 2018).

Carol Bensimon
Carol Bensimon
Author · 9 books

Nasceu em Porto Alegre, em 1982. Seu primeiro livro, Pó de Parede (Não Editora), um tríptico de novelas, foi publicado em 2008, enquanto cursava o mestrado em Escrita Criativa na PUCRS. Depois, publicou três romances, todos pela Companhia das Letras: Sinuca Embaixo d'Água (2009), Todos Nós Adorávamos Caubóis (2013) e O Clube dos Jardineiros de Fumaça (2017). Em 2012, foi incluída na edição Os Melhores Jovens Escritores Brasileiros da revista britânica Granta. Seus livros foram publicados na Argentina e na Espanha e, em 2018, Todos Nós Adorávamos Caubóis sairá nos Estados Unidos. Já traduziu histórias em quadrinhos francesas e escreveu contos e ensaios para o Estado de S. Paulo, O Globo, Folha de S. Paulo, Superinteressante, Piauí e para a editora norte-americana McSweeney's. Algumas crônicas que escreveu para o jornal Zero Hora e para o Blog da Companhia foram reunidas no livro Uma Estranha na Cidade (Dublinense, 2016).

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