Doze dias são os últimos da vida dum homem banal - egoísta, hedonista, mau marido e mau pai - que só a abnegação dos filhos consegue redimir. O autor, no seu relato, interpela diretamente cada um dos leitores, todos nós também mortais e cheios de defeitos, tornando-nos, assim, não apenas voyeurs, mas seus cúmplices. E será juntos e ansiosos que observamos e sofremos essa longa agonia, feita de recordações e remorsos, mas também de reencontros e da esperança trazida por uma nova vida.