
«"Ágora" é um livro para o agora, é um livro que reflecte o tempo de ruínas em que vivemos, em que a morte nos é imposta. Refiro-me às políticas da União Europeia completamente distanciadas dos povos, à crise de valores que é transversal aos centros de decisão do Ocidente, à forma gratuita com que somos confrontados com a violência e a barbárie, desde o Daesh às mortes no Mediterrâneo. É, também, um canto à prevalência da vida sobre o horror da ilusão que nos rodeia. É um livro sobre e para o espaço público, sobre e para a Europa», diz Samuel Pimenta. Ágora é o terceiro livro de poesia publicado em Portugal do poeta vencedor do Prémio Jovens Criadores 2012. Após o sucesso de O relógio e de Geo Metria, chega Ágora uma publicação que consagra Samuel Pimenta como uma das principais figuras da poesia lusófona. Este livro é sobre o trânsito vida/morte/renascimento, da luz/sombras e dos caminhos do meio, é sobre a redenção dos homens após a desolação e destruição que criaram no mundo. Entre as ruínas devoradas por necrófagos e a poeira que se ergue dos escombros uma coluna permanece em plena praça e uma luz projecta-a sombra pelo chão. Samuel Pimenta, Ágora