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Lésbia
Edição revista e atualizada
1890
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Na sociedade patriarcal brasileira do ocaso do século 19, as funções em geral reservadas às mulheres resumiam-se praticamente às de gestora do lar e mãe. A poucas era possível cumprir algum papel de destaque. Nascida no Rio Grande do Sul e criada no Rio de Janeiro durante a belle époque, Maria Benedita Bormann foi uma dessas exceções. Em Lésbia, ela narra as venturas e desventuras de Arabela, jovem de educação requintada e grande sensibilidade que supera a experiência de um casamento marcado pela repressão e humilhação para se destacar como escritora, execrando a ideia de um novo matrimônio. Embora extremamente bonita e talentosa, ela precisa enfrentar o menosprezo e a cobiça masculina para se impor. O coração, porém, a trai no momento em que julga ter alcançado a maturidade emocional que supostamente a imunizaria de mais decepção e tragédia. Servindo-se da personagem como alter ego, Bormann—que, tal como sua criação, usava um pseudônimo, "Délia" — faz provocações ousadas para sua época neste romance, publicado sob o selo 106 Clássicos em edição revisada e atualizada para proporcionar uma experiência de leitura ainda mais fluente e prazerosa ao público contemporâneo. A obra conta ainda com a preciosa contribuição da professora Maria do Rosário A. Pereira, referência em pesquisas sobre a literatura brasileira, que assina a apresentação.
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Author

Maria Benedita Bormann (Délia)
Maria Benedita Bormann (Délia)
Author · 3 books

Conhecida pelo pseudônimo Délia, foi uma cronista, romancista, contista e jornalista brasileira. Nascida numa família de prestígio social e político, morou num sobrado que existe até os dias de hoje na Rua do Rezende, 48. Aprendeu francês e inglês e foi estudiosa da literatura de sua época. Também pintava, tocava piano e cantava com bela voz de mezzo-soprano. Casou-se em 1872 com José Bernardino Bormann, herói da Guerra do Paraguai, que se tornou ministro da Guerra em 1909, e que também foi escritor e ensaísta. Extremamente talentosa, alegre e irônica, publicou crônicas, folhetins e pequenos contos nos principais veículos informativos do Rio de Janeiro, entre 1880 e 1895. Colaborou na mesma coluna do jornal O País, alternando com escritores de renome como Coelho Netto, Valentim Magalhães e outros. Foi contemporânea de redação de Aluísio Azevedo, Joaquim Nabuco, Carlos de Laet e da poetisa portuguesa Maria Amália Vaz de Carvalho.

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