Margins
1982
First Published
4.39
Average Rating
132
Number of Pages
Traça um panorama histórico do modelo econômico a partir de 1964, - quando os militares assumiram o poder e instauraram uma nova "ordem" – e como a população negra trabalhadora se encaixou nesse cenário. Em seguida, resgata historicamente os movimentos negros, uma vez que: “falar do Movimento Negro implica no tratamento de um tema cuja complexidade, dada a multiplicidade de suas variantes, não permite umas visão unitária. Afinal, nós negros, não constituímos um bloco monolítico, de características rígidas e imutáveis”. Dentro desta pluralidade, elenca diversas estratégias de resistência ao sistema escravocrata, como os quilombos, as irmandades de homens pretos, as religiões de matriz africana. Narra o processo de criação do Movimento Negro Unificado, do qual foi cofundadora no ano de 1978
Avg Rating
4.39
Number of Ratings
64
5 STARS
44%
4 STARS
52%
3 STARS
5%
2 STARS
0%
1 STARS
0%
goodreads

Authors

Lélia Gonzalez
Lélia Gonzalez
Author · 3 books

Lélia Gonzalez foi uma ativista e intelectual negra; denunciou o racismo e o sexismo como formas de violência que subalternizam as mulheres negras. Nascida em Belo Horizonte, no dia 1° de fevereiro de 1935, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde graduou-se em História e Geografia, fez mestrado em Comunicação e doutorado em Antropologia Política. Atuou como professora em escolas de nível médio, faculdades e universidades. Iniciou o primeiro curso de Cultura Negra na Escola de Artes Visuais do Parque Lage (EAV). Para Lélia Gonzalez, o conceito de cultura deveria ser pensado em pluralidade e servir como elemento de conscientização política. Neste sentido, por meio do curso de Cultura Negra, propunha uma análise da contribuição africana na formação histórica e cultural brasileira, tendo incorporado ao currículo aulas práticas de dança afro-brasileira, capoeira e o conhecimento das religiões de matriz africana. Foi uma das fundadoras do Movimento Negro Unificado contra Discriminação e o Racismo (MNUCDR), em 1978, atualmente Movimento Negro Unificado (MNU), principal organização na luta do povo negro no Brasil e, integrou a Assessoria Política do Instituto de Pesquisa das Culturas Negras. Lélia também ajudou a fundar o Grupo Nzinga, um coletivo de mulheres negras e integrou o conselho consultivo da Diretoria do Departamento Feminino do Granes Quilombo. Uma das primeiras obras publicadas pela ativista foi o artigo “Mulher negra: um retrato” e, na década de 80, publicou seu primeiro livro “Lugar de negro” em parceria com o sociólogo Carlos Hasenbalg. A obra trouxe um panorama histórico do modelo econômico de 1964, a inserção da população negra neste cenário e o resgate histórico dos movimentos sociais negros. Publicou em 1987 o livro “Festas Populares no Brasil”, onde registra as festas populares espalhadas pelo Brasil, traduzindo a diversidade das manifestações culturais de cunho religioso ou não. Além da festividade a obra mostra os laços indissociáveis entre Brasil e África. Lélia faleceu em 10 de julho de 1994, seu legado através de sua obra acadêmica e militância contribuíram para impulsionar não apenas a problemática racial no Brasil, mas também o papel da mulher negra na sociedade.

548 Market St PMB 65688, San Francisco California 94104-5401 USA
© 2026 Paratext Inc. All rights reserved