
MAKTUB, particípio passado do verbo Ktab (escrever), é a expressão característica do fatalismo muçulmano. Maktub significa «estava escrito» ou «tinha de acontecer». Aliás, o conceito de fatalismo, no Alcorão, em nada difere da forma como se apresenta na Bíblia. Quando o árabe, nos momentos de dor ou angústia, exclama Maktub! não declara, com essa expressiva palavra, um grito de revolta contra o destino. Maktub é apenas uma fórmula clássica, perfeitamente ortodoxa, por meio da qual o crente reafirma que o seu espírito está plenamente conformado com os desígnios insondáveis da vontade de Deus. Em MAKTUB! saberá como o jovem Fauzi Nalik foi forçado a fugir depois de ter pintado o retrato do rei Mahendra, que tinha um nariz disforme. Descobrirá o segredo do sábio da Efelogia, aquele que sabia todas as palavras começadas por F. Porque é que qualquer historiador que queria relacionar os soberanos cruéis que dominaram as terras do Islão teria forçosamente de incluir o nome do sultão Ali-Hassan El-Muttalid?... E muito mais, em cerca de quarenta extraordinárias histórias, sempre surpreendentes, que revelam de um modo supreendente o mistério do mundo árabe.