
MARGARIDA VIEIRA MENDES nasceu no Porto, a 17 de Fevereiro de 1949. Distinguiu-se como professora universitária na Faculdade de Letras de Lisboa, desde o ano da sua licenciatura em Filologia Românica (1973), a ensinar aquilo que investigava- a literatura e cultura portuguesas-, tendo dedicado particular atenção à Oratória Barroca do Padre António Vieira, que viria a constituir a sua tese de doutoramento – orientada pela Profª Maria de Lourdes Belchior – e o título da sua edição em 1989 que lhe valeu o Prémio de Ensaio do Pen Clube Português, sendo considerada a maior especialista do orador jesuíta na 2ª metade do séc. XX. Também realizou estudos sobre Gil Vicente, Soror Violante do Céu, Eça de Queirós, Cesário Verde ou Fernando Pessoa. Na Faculdade de Letras foi docente de Literatura Portuguesa e Cultura Portuguesa, assim como a principal responsável pela Formação de Professores e Didática da Literatura no Departamento de Literaturas Românicas, para além de ter integrado a equipa fundadora, em 1987, do Ramo de Formação Educacional, tendo também escrito uma multiplicidade de estudos dedicados ao ensino do Português e da Literatura Portuguesa nos ensinos básico, secundário e superior. Ficou conhecida por ser isenta da arrogância da cátedra e se fazer entender em discurso coloquial. Repartiu também o seu tempo pela preparação de edições de textos do nosso património literário, nomeadamente dirigindo a colecção «Poetas do Tempo dos Descobrimentos», o Seminário Fernão Mendes Pinto (a partir de 1992), o Colóquio Internacional «Vieira Escritor – o Estado da Questão» (1997), bem como pela colaboração em inúmeras revistas de que é exemplo profícuo a Colóquio/Letras, para além de ser membro dos Conselhos Científicos dos Estudos Gerais da Arrábida- Conferências do Convento (desde 1992) e da Comissão Nacional das Comemorações dos Descobrimentos Portugueses (a partir de 1996). Faleceu em Lisboa, 7 de Fevereiro de 1997.