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O agora, agora e mais agora de vários passados sucessivos talvez ajude a iluminar melhor o presente (e o futuro?) do que saturarmo‑nos de tudo aquilo que nos acontece hoje. Esta colecção de livros, que foi também um podcast, recupera seis memórias do último milénio—uma história alternativa da modernidade, e dos conceitos que confluíram na noção de dignidade e direitos humanos, através dos agoras dos nossos antepassados. Um homem é preso pela Inquisição e é forçado a recordar conversas e amizades tidas 40 anos antes. De que seria culpado? Quem o teria denunciado? Outro homem hesita. Como escrever sobre um amigo decapitado? Uma mulher escreve as suas 72 novelas e há quem pense que ela poderá reconciliar um continente desavindo. Um jovem inca atravessa o oceano, naufraga, viaja entre continentes e descobre nuns diálogos amorosos que está num jogo que pode perder. Este é um tempo em que o mundo se descobre uno, a cristandade se divide em dois e aparece uma nova ideia de Europa. O tempo da primeira geração da Utopia, do primeiro programa Erasmus, de uma revolução tecnológica e comunicacional, de uma viagem da abertura para o fechamento—mas não é o nosso tempo. Esta é a memória terceira de Agora, Agora e mais Agora: Seis memórias do último milénio. Fala de globalização.


