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Nosotros, los de Makulusu
2008
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Un grupo de amigos, pese a sus diferencias de raza y posición ideológica, permanece unido. Su amistad se remonta a su infancia en el Makulusu, un barrio humilde de Luanda. La trama, ambientada en un momento crítico en la lucha por la independencia de Angola, demuestra cómo la violencia del colonialismo se impone a su relación y cómo busca separar sus caminos. El destino de los tres se torna de la manera más brutal e inesperada cuando, mientras unos optan por la militancia clandestina, otros se ven obligados a tomar las armas en una lucha que les depararía la prisión. Una visión que denuncia la desigualdad, al mismo tiempo que profundiza en el valor de la cultura angoleña, y que surge como resultado de la combinación de los conocimientos tradicionales y de los adquiridos a través de la modernidad. Un libro que hay que aprender a leer al estar dotado de un lenguaje revolucionario capaz de romper el silencio impuesto por la colonización. Considerada una de las mejores novelas del siglo XX, reconocida mundialmente, esta obra imprescindible ocupa un lugar destacado en la literatura universal.

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Author

Jose Luandino Vieira
Jose Luandino Vieira
Author · 8 books

Passou toda a infância e juventude em Luanda, onde fez o ensino secundário. Exerceu diversas profissões até ser preso em 1959, sendo depois libertado. Posteriormente, em 1961, foi de novo preso e condenado a 14 anos de prisão e medidas de segurança. Transferido, em 1964, para o campo de concentração do Tarrafal, onde passou oito anos, foi libertado em 1972, em regime de residência vigiada em Lisboa. Iniciou então a publicação da sua obra, escrita, na grande maioria, nas diversas prisões por onde passou. Depois da independência angolana, foi nomeado para diversos cargos: organizou e dirigiu a Televisão Popular de Angola de 1975 a 1978; dirigiu o Departamento de Orientação Revolucionária do MPLA até 1979; organizou e dirigiu o Instituto Angolano de Cinema de 1979 a 1984. No domínio da literatura, foi um dos fundadores da União de Escritores Angolanos, em 1975, sendo seu secretário-geral desde então até finais de 1980. Foi também secretário-geral adjunto da Associação dos Escritores Afro-asiáticos, de 1979 a 1984, tornando-se depois secretário-geral da mesma até Dezembro de 1989. Pertenceu à geração angolana da "Cultura" entre 1957 e 1963. A sua escrita é original, usa o falar crioulo e subversivo da linguagem para dar um retrato mais realista às suas personagens, enriquecendo-as e conferindo-lhes a expressão viva e colorida das gentes o dos lugares pobres que retrata. Do seu trabalho destacam-se as seguintes obras: A Cidade e a Infância (1960); A Vida Verdadeira de Domingos Xavier (traduzido para várias línguas, constituindo também a base do filme Sambizanga, realizado por Sarah Maldoror); Luuanda (traduzido também para várias línguas, recebeu o Prémio Literário angolano Mota Veiga em 1964 e o Grande Prémio de Novelística da Sociedade Portuguesa de Escritores em 1965, o que causou violenta reacção da parte do Estado Novo); Vidas Novas (narrativas escritas em 1962 no Pavilhão Prisional da PIDE em Luanda, e apresentadas ao concurso literário da Casa dos Estudantes do Império, em Lisboa, tendo sido distinguidas com o Prémio João Dias, em 1962); Velhas Estórias e João Vêncio: Os Seus Amores.

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