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O lugar da incerteza book cover
O lugar da incerteza
2026
First Published
236
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Depois da biografia de Maria Teresa Horta - Prémio Livro do Ano Bertrand e mais de 10 000 exemplares vendidos -, Patrícia Reis volta ao romance com uma história poderosa sobre a fé, esse lugar onde por vezes também há espaço para a incerteza. O palco é Lisboa, o cenário principal, um consultório de poltrona, sofá baixo de tom amarelo-ocre e tapete garrido cuja singular relevância para a história é a de aludir aos labirintos em que as suas personagens se veem e verão enredadas. E são algumas as personagens e muitos os labirintos através dos quais António, o psiquiatra, as irá guiar, como Ariadne com o seu fio. A segurar a outra ponta, Eduardo, um padre que já não encontra consolo nesse lugar de fé, e Simone, arquiteta a braços com uma carreira e uma família em ruínas. Deste elenco, fazem ainda parte Tomás, Alice, Camila, Isabel e Bárbara, testemunhas de que o Diabo anda sempre à espreita. Depois da biografia de Maria Teresa Horta, Patrícia Reis regressa ao romance com O lugar da incerteza, um livro que é também uma reflexão sobre a fé, os Homens e as teias em que se deixam enredar, por ser da sua natureza essa incapacidade de se manterem acima das coisas terrenas. Elogios da crí «Os livros de Patrícia Reis sempre me levam para o intrincado das relações […]. São livros que buscam entender o dia de hoje. […] O que mais me comove é o modo como alguém sempre entrega a sua vida por certa decência, uma educação qualquer que vai impedindo que se revolte por completo e mude tudo. Subitamente, algo inelutável acontece e tanto penaliza quanto liberta as personagens. Liberta-as umas das outras, desmascaradas pelo narrador de suas vidas cheias de cansaços e amores verdadeiros ou aparentes.» Valter Hugo Mãe, Jornal de Letras «Patrícia Reis movimenta as suas personagens com pinças, num trabalho de escrita rigoroso, onde nunca há emoção a mais.» Isabel Lucas, Público «Eivados de amor e morte, de quase-felicidade que esgota as personagens, incapazes de uma realização autêntica, os romances de Patrícia Reis são atravessados por uma tristeza profunda, uma tristeza lírica e nostálgica, que leva o leitor pela mão a um ninho de dolência, de mágoa, de sofrimento psicológico, mas não de amargura ou de revolta. Sente-se a tristeza a evolar-se das páginas de Patrícia Reis, passando para o coração do leitor.» Miguel Real, Jornal de Letras «A prosa cuidada de Patrícia Reis adequa-se […] a uma espécie de sfumato.» José Mário Silva «Patrícia Reis é muito hábil e delicada na forma como expõe o horror, recriando atmosferas verosímeis no coração dos despojos. […] Lá, onde quase todos tropeçam nas "ideias", sem cuidar do acerto da língua, [Patrícia Reis] tem voz própria. Não é a primeira vez que o digo, mas certas evidências ganham em ser repetidas.

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Patrícia Reis
Patrícia Reis
Author · 18 books

PATRÍCIA REIS nasceu em Lisboa, a 12 de Dezembro de 1970. Começou como jornalista n' O Independente aos dezassete anos. Passou pela revista Sábado, de que foi editora, fez um estágio em Nova Iorque na revista Time e, no regresso dos EUA, colaborou no Expresso, trabalhou nas revistas Marie Claire e Elle e nos «projectos especiais» do jornal Público. Em 1997 passou a colaborar com o atelier de Henrique Cayatte, na produção de conteúdos para a Expo' 98. Desta colaboração surgiu o Atelier 004 de que é directora e que, entre outros projectos, produz a Egoísta. Escreveu a curta biografia de Vasco Santana e o romance fotográfico Beija-me (2006), em co-autoria com João Vilhena, a novela Cruz das Almas (2004) e os romances Amor em Segunda Mão (2006), Morder-te o Coração (2007), que integrou a lista de 50 livros finalistas do Prémio Portugal Telecom de Literatura, No Silêncio de Deus (2008), Antes de Ser Feliz (2009), Por este mundo acima (2011), Contracorpo (2013) e O que nos separa dos outros por causa de um copo de whisky (2014).

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