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O Partido com Paredes de Vidro book cover
O Partido com Paredes de Vidro
1985
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Destina-se este livro tanto aos membros do Partido como àqueles que de fora o observam. Para os membros do Partido, o interesse estará em serem abordados muitos dos traços característicos e típicos da actividade partidária no terreno da ideologia, da acção política, do estilo de trabalho, do funcionamento e da vida interna. O PCP possui ricas experiências, institucionalizadas entretanto apenas pela força da prática, por tratamento político e ideológico disperso e pelo empenhamento criativo dos militantes. Considerou-se útil que tais experiências de validade já demonstrada não corram o risco de lhes ser atribuído apenas valor conjuntural, antes se traduzam em princípios que possam informar a orientação e a prática futuras. Para aqueles que de fora observam o PCP e queiram com seriedade formar uma opinião sobre ele, decerto interessa saber como os comunistas concebem, constroem, explicam e desejam o seu próprio Partido. Propomo-nos dizer com verdade como somos, como pensamos, como actuamos, como lutamos, como vivemos, nós, os comunistas portugueses. Tudo será dito, tornando transparentes as paredes do nosso Partido, de forma a que quem está de fora possa observar o Partido como que através de paredes de vidro. De dentro para nós, comunistas, de fora para quem nos observa, o PCP é uma sólida realidade na sociedade portuguesa. Partido que confia no povo e no qual grande parte do povo confia. Partido que olha o seu futuro com confiança, porque com confiança olha o futuro do povo português e de Portugal. - da Introdução

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Author

Álvaro Cunhal
Álvaro Cunhal
Author · 7 books
ÁLVARO BARREIRINHAS CUNHAL nasceu em Coimbra, a 10 de Novembro de 1913. Estudante da Faculdade de Direito de Lisboa, filiou-se no Partido Comunista Português (1931) e foi eleito secretário-geral das Juventudes Comunistas. Em 1936 passou à clandestinidade e em 1937 entrou para ao comité central do partido. Após várias prisões temporárias, foi preso no Forte de Peniche, de onde se conseguiu evadir em 1960. Foi Secretário-Geral do partido de 1961 até 1992. Regressado a Portugal em 1974, fez parte, como Ministro sem pasta, dos I, II, III e IV Governos Provisórios (1974-1975). Deputado entre 1974 e 1992, raramente ocupou o lugar na Assembleia da República. Foi ainda membro do Conselho de Estado de 1982 a 1992. Publicou vários livros, sob o pseudónimo de Manuel Tiago: Até Amanhã, Camaradas (1974), Cinco Dias, Cinco Noites (1975), A Estrela de Seis Pontas (1994), A Casa de Eulália (1997), Fronteiras (1998), Um Risco na Areia (2000), Sala 3 e Outros Contos (2001) e Os Corrécios e Outros Contos (2002). Faleceu em Lisboa, a 13 de Julho de 2005.
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