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O Regicida
Series · 3 books · 1874-1876

Books in series

O Regicida book cover
#1

O Regicida

1874

Em 6 de maio de 1647 estavam Domingos Leite e Roque da Cunha na Ameixoeira, uma legua distante de Lisboa, em casa de Bento Rodrigues Taveira, amigo de Diogo Soares. Haviam ambos cortado as barbas antes de entrar em Portugal. Roque trajara-se com a simplicidade de mercador, e falava uma linguagem estrangeirada com mescla de termos holandeses. Nos primeiros dias concorreu a Ameixoeira um negociante de sola, chamado Serges, de origem alema, cujo avo, em tempo de el-rei D. Manuel, se estabelecera em Lisboa com privilegio de sapateiro. Serges era espiao de Castela em Lisboa, onde, aquele tempo, amealhava grossos haveres. Ao tempo que os regicidas saiam de Madrid, era o sagaz mercador avisado por expresso a fim de se avistar com eles em casa do fugitivo partidario dos Filipes, na Ameixoeira.
A Filha do Regicida book cover
#2

A Filha do Regicida

1875

A Filha do Regicida, um romance histórico em que são bem patentes as qualidades típicas de o seu prodigioso conhecimento da língua, a imaginação fulgurante, que neste romance se catalisa no enredo de situações altamente dramáticas que mantêm presa a atenção do leitor, da primeira à última linha. Ambientado no tempo de Dom João IV, o romance narra a história de uma família que se vê destroçada no remoinho dos caprichos amorosos do monarca, das razões de Estado, da trama de traição e da vingança, deixando emergir, para além de todas as situações de extremo dramatismo, um fio de humanidade em que o amor e a dedicação, nas suas formas mais puras, não deixam de se impor, apesar de tudo e para além de tudo. Romance de paixões violentas, A Filha do Regicida dá nos também o retrato de uma determinada sociedade em que a prepotência dos reis e a sua mesquinhez, disfarçada de grandeza, andam de par com o servilismo dos cortesãos e a hipocrisia das instituições, deixando adivinhar, por detrás do brilho da fachada, um mundo de corrupção cujo o processo o próprio desenrolar das situações evocadas no romance se encarrega de fazer.
A Caveira da Mártir book cover
#3

A Caveira da Mártir

1876

This is a reproduction of a book published before 1923. This book may have occasional imperfections such as missing or blurred pages, poor pictures, errant marks, etc. that were either part of the original artifact, or were introduced by the scanning process. We believe this work is culturally important, and despite the imperfections, have elected to bring it back into print as part of our continuing commitment to the preservation of printed works worldwide. We appreciate your understanding of the imperfections in the preservation process, and hope you enjoy this valuable book.

Author

Camilo Castelo Branco
Camilo Castelo Branco
Author · 52 books

«Camilo Ferreira Botelho Castelo Branco (1825-1890) foi um dos escritores mais prolíferos e marcantes da literatura portuguesa contemporânea tendo sido romancista, cronista, crítico, dramaturgo, historiador, poeta e tradutor. Teve uma vida atribulada, que lhe serviu muitas vezes de inspiração para as suas novelas. Foi o primeiro escritor de língua portuguesa a viver exclusivamente do que escrevia. Durante quase 40 anos, entre 1851 e 1890, escreveu à pena, logo sem qualquer ajuda mecânica, mais de duzentas e sessenta obras, com a média superior a 6 por ano. Prolífico e fecundo escritor, deixou obras de referência na literatura lusitana. Apesar de toda essa fecundidade, Camilo Ferreira Botelho Castelo Branco não permitiu que a intensa produção prejudicasse a sua beleza idiomática ou mesmo a dimensão do seu vernáculo, transformando-o numa das maiores expressões artísticas e a sua figura num mestre da língua portuguesa.» Fonte; http://www.luso-livros.net/biografia/... Camilo Ferreira Botelho Castelo-Branco (1st Viscount de Correia Botelho), was born out of wedlock and orphaned in infancy. He spent his early years in a village in Trás-os-Montes. He fell in love with the poetry of Luís de Camões and Manuel Maria Barbosa de Bocage, while Fernão Mendes Pinto gave him a lust for adventure, but Camilo was a distracted student and grew up to be undisciplined and proud. He intermittently studied medicine and theology in Oporto and Coimbra and eventually chose to become a writer. After a spell of journalistic work in Oporto and Lisbon he proceeded to the episcopal seminary in Oporto in order to study for the priesthood. During this period Camilo wrote a number of religious works and translated the work of François-René de Chateaubriand. Camilo actually took minor holy orders, but his restless nature drew him away from the priesthood and he devoted himself to literature for the rest of his life. He was arrested twice, the second time due to his adulterous affair with Ana Plácido, who was married at the time. During his incarceration he wrote his most famous work "Amor de Perdição" and later it inspired his "Memórias do Cárcere" (literally "Memories of Prison"). Camilo was made a viscount (Visconde de Correia Botelho) in 1885 in recognition of his contributions to literature, and when his health deteriorated and he could no longer write, Parliament gave him a pension for life. Going blind (because of syphilis) and suffering from chronic nervous disease, Castelo Branco committed suicide in 1890.

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