
Ó, as mulheres! Que sensíveis e doces, que lúdicas ladinas imaginosas e torpes! Mulheres! Fiquei amante de Clódia, a «leoa dos plátanos». Eu a chamava assim porque me parecia ser esse o seu verdadeiro nome. Os plátanos vão por conta da sonoridade da palavra. Chamava-a também de «putíssima amada», mais cabível ainda. Hilda Hilst é, juntamente com Clarice Lispector, uma das maiores escritoras brasileiras do século XX. Autora de uma obra eclética, que inclui ficção, poesia, crónicas e teatro, permanece enigmaticamente quase desconhecida em Portugal. De 1990 a 1992, Hilst decidiu «alegrar-se um pouco» escrevendo textos eróticos e satíricos, convencida de que «o erótico é uma santidade». Esta antologia reúne alguns desses textos ditos obscenos, sarcásticos e grotescos, que surgem agora acompanhados pelas ilustrações de André da Loba, colaborador assíduo do New York Times e considerado um dos 200 melhores ilustradores do mundo. COLECÇÃO CASIMIRO | Livros Ilustrados para Gente Madura & Extravagante
Author

Hilda de Almeida Prado Hilst, more widely known as Hilda Hilst (Jaú, April 21, 1930–Campinas, February 4, 2004) was a Brazilian poet, playwright and novelist, whose fiction and poetry were generally based upon delicate intimacy and often insanity and supernatural events. Particularly her late works belong to the tradition of magic realism. In 1948 she enrolled the Law Course in Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo(Largo São Francisco), finishing it in 1952. There she met her best friend, the writer Lygia Fagundes Telles. In 1966, Hilda moved to Casa do Sol (Sunhouse), a country seat next to Campinas, where she hosted a lot of writers and artists for several years. Living there, she dedicated all her time to literary creation. Hilda Hilst wrote for almost fifty years, and granted the most important Brazilian literary prizes.