
“É talvez a pergunta mais ouvida quando se fala de lésbicas. Quando não há bares lésbicos, não há discotecas lésbicas, não há lugares onde as encontramos. Onde é que elas andam… se não há espaços específicos para lésbicas estarem, conviverem, encontrarem-se e amarem-se. Fufas, sáficas, sapatões, camiões, lésbicas, queer entre tantos outros rótulos, parecem ficar sempre esquecidas, num panorama social e político direcionado para o apagamento das dissidências sexuais, mas mais ainda à invisibilização de pessoas que lhes tendo sido atribuído o género feminino à nascença, deviam cumprir um determinado papel na sociedade e não cumprem. O papel da mulher num contexto heterossexista, patriarcal e machista, não pode nunca ser contra a demanda do poder que pertence principalmente aos homens, à masculinidade, muito menos no sentido de priorizar outras mulheres e de as amar. A identidade lésbica põe em causa o poder por, antes de mais, não se centrar no homem, mas sim no afeto entre mulheres, pessoas lidas como mulheres ou não binárias. Questionar, quebrar, (re)inventar a ordem, a norma, é o principal perigo de se ser lésbica. Onde é que elas andam? É um convite para pensarmos nas nossas invisibilidades, mas também para nos vermos em toda a parte.” (Alexa Santos)
Authors

Leslie Feinberg was a transgender activist, speaker, and author. Feinberg was a high ranking member of the Workers World Party and a managing editor of Workers World newspaper. Feinberg's writings on LGBT history, "Lavender & Red," frequently appeared in the Workers World newspaper. Feinberg's partner was the prominent lesbian poet-activist Minnie Bruce Pratt. Feinberg was also involved in Camp Trans and was awarded an honorary doctorate from Starr King School for the Ministry for transgender and social justice work. Feinberg's novel Stone Butch Blues, which won the Stonewall Book Award, is a novel based around Jess Goldberg, a transgendered individual growing up in an unaccepting setting. Despite popular belief, the fictional work is not autobiographical. This book is frequently taught at colleges and universities and is widely considered a groundbreaking work about gender. Leslie Feinberg was Jewish, and was born female. Feinberg preferred the gender-neutral pronouns "hir" and "ze". Feinberg wrote: "I have shaped myself surgically and hormonally twice in my life, and I reserve the right to do it again."