Assim como Eliot disse de Pound ser ele o inventor da poesia chinesa para o nosso tempo, podemos afirmar, guardadas as proporções, que Antonio Risério está inventando a poesia iorubá para nós. Afinal, o que Risério nos oferece, neste Oriki Orixá, é uma belíssima coletânea de poemas, onde os achados se acumulam numa sucessão irresistível. E esse é o teste dos testes da tradução de poesia. Tradução que não parece tradução. Poesia que poesia.