ORLANDO DA COSTA nasceu em Lourenço Marques, a 2 de Julho de 1929. Viveu em Goa e em 1947 veio para Lisboa, onde se licenciou em Ciências Histórico-Filosóficas. Exerceu o magistério, que abandonou para se dedicar à actividade publicitária. Colaborou no Jornal de Letras e Artes e nas revistas Vértice e Mensagem. Estreou-se com o volume de poesias A Estrada e a Voz (1951). Com o seu primeiro romance O Signo da Ira (1961) obteve o Prémio Ricardo Malheiros da Academia das Ciências de Lisboa. Publicou, além disso: Podem Chamar-me Eurídice, romance (1964), Sem Flores Nem Coroas, teatro (1971), Canto Civil (1979), onde reuniu toda a sua produção poética, A Como São os Cravos Hoje?, teatro (Prémio Seiva Trupe, 1984), Os Netos de Norton, romance (1994, Prémio Eça de Queiroz), O Último Olhar de Mané Miranda, romance (2000) e Vocações/Evocações, poesia (2004). Foi condecorado, pela Presidência da República, com a Comenda da Ordem da Liberdade, em 2006. Faleceu em Lisboa, a 27 de Janeiro de 2006.