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Os Canibais
1866
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— De que servem, continua ela, de que servem certos enigmas, que inventa quando me fala, como se quisesse martirizar-me? Depende de mim a sua felicidade? Venha recebê-la, que é toda sua. Não imagine então distâncias, nem dificuldades, que eu tenho coragem para me mostrar ao clarão dessas luzes, em frente de quantos aí têm lábios para o sarcasmo, ainda que o rubor haja de me queimar as faces, para dizer—aqui me tem, pertenço-lhe. — Impossível. — Impossível! — O cego adivinha as maravilhas da natureza e adora-as, mas sem poder contemplá las. Eu sou como o cego, Margarida; adoro-a, sem poder mais nada. — Quer matar-me? — Quero-lhe muito para a deixar numa vida de quimeras. — Então que quimeras são?… Fale. Não vê que estou aflita? — Resume-se tudo numa palavra, que teria a gravidade da situação, se não fosse consagrada pelo abuso ao desenlace de colisões romanescas. Essa palavra é… — Diga-a. — Mistério.

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