
Librarian Note: Alternate Cover Edition. «Uma vez questionei a tua mãe acerca do seu sítio favorito no mundo. Havia nela uma certa inclinação para a proeza de embarcar num hangar nacional e emergir num qualquer outro pedaço de chão. Duvido que essa urgência lhe seja agora menos prazerosa. A Manuela suportou-me a mão com a sua, expôs as nervuras da palma e balizou ali dois pontos a esferográfica. Enganchou as iris nas minhas ao assinalar a marca negra mais próxima do meu pisiforme. Articulou, numa voz de alcaçuz; a linha que vai de Siena a Florença, e luxou a esfera de tinta até ao sinal junto ao metacarpal do meu anelar, edificando uma ponte, é o meu troço favorito do mundo que conheço. Nem um milímetro cúbico de oxigénio circum-navegava as minhas artérias quando ela se quedou em silêncio. De mão trémula sobre a sua rótula, desamparei qualquer tendência filoneísta. Qual Nova Iorque, qual Abu Dhabi. Era no troço fra Siena e Florença que eu aportaria com a tua mãe. Transmutaríamos esses quilómetros numa infinidade de milhas murmuradas, suadas, enlaçadas. Foi época de ossos, de hipersensibilidade dérmica, de desairar tarde adentro até à cinza crepuscular da despedida. As danações infantis, originadas por cada e todas as incompatibilidades, abriam estrada ao ardor dum desejo dissimulado, já indisfarçado, prenhe de rasgos fatalistas.»