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Our Musseque book cover
Our Musseque
2003
First Published
3.73
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182
Number of Pages
Our Musseque is a tale of growing up in one of the vibrant shanty towns (musseques) of Luanda during the 1940s and 1950s. Weaving back and forwards through his half-remembered childhood, the narrator draws us into a close-knit world of labourers, shopkeepers, drunks, prostitutes and determined women battling to bring up their families, as Angola hurtles towards the beginning of its armed struggle against Portuguese colonial rule. Meanwhile the children laugh, play, squabble and fight, puzzle at racial taunts and move rapidly through adolescence towards sexual awakening and a greater awareness of political realities around them. Written in prison in 1961-62 but not published until over 40 years later, the novel is shot through with a sense of nostalgia for the lost innocence of childhood and a community swept away by the encroaching city, together with the exhilaration, hopes and fears for what is about to come.
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Author

Jose Luandino Vieira
Jose Luandino Vieira
Author · 8 books

Passou toda a infância e juventude em Luanda, onde fez o ensino secundário. Exerceu diversas profissões até ser preso em 1959, sendo depois libertado. Posteriormente, em 1961, foi de novo preso e condenado a 14 anos de prisão e medidas de segurança. Transferido, em 1964, para o campo de concentração do Tarrafal, onde passou oito anos, foi libertado em 1972, em regime de residência vigiada em Lisboa. Iniciou então a publicação da sua obra, escrita, na grande maioria, nas diversas prisões por onde passou. Depois da independência angolana, foi nomeado para diversos cargos: organizou e dirigiu a Televisão Popular de Angola de 1975 a 1978; dirigiu o Departamento de Orientação Revolucionária do MPLA até 1979; organizou e dirigiu o Instituto Angolano de Cinema de 1979 a 1984. No domínio da literatura, foi um dos fundadores da União de Escritores Angolanos, em 1975, sendo seu secretário-geral desde então até finais de 1980. Foi também secretário-geral adjunto da Associação dos Escritores Afro-asiáticos, de 1979 a 1984, tornando-se depois secretário-geral da mesma até Dezembro de 1989. Pertenceu à geração angolana da "Cultura" entre 1957 e 1963. A sua escrita é original, usa o falar crioulo e subversivo da linguagem para dar um retrato mais realista às suas personagens, enriquecendo-as e conferindo-lhes a expressão viva e colorida das gentes o dos lugares pobres que retrata. Do seu trabalho destacam-se as seguintes obras: A Cidade e a Infância (1960); A Vida Verdadeira de Domingos Xavier (traduzido para várias línguas, constituindo também a base do filme Sambizanga, realizado por Sarah Maldoror); Luuanda (traduzido também para várias línguas, recebeu o Prémio Literário angolano Mota Veiga em 1964 e o Grande Prémio de Novelística da Sociedade Portuguesa de Escritores em 1965, o que causou violenta reacção da parte do Estado Novo); Vidas Novas (narrativas escritas em 1962 no Pavilhão Prisional da PIDE em Luanda, e apresentadas ao concurso literário da Casa dos Estudantes do Império, em Lisboa, tendo sido distinguidas com o Prémio João Dias, em 1962); Velhas Estórias e João Vêncio: Os Seus Amores.

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