Dizem que o coração de um homem é terra selvagem... Vale do Paraíba, 1877 Dante e Mariana cresceram livres em uma fazenda – ela, um patinho feio com alma de jaguatirica; ele, o bastardo rebelde com coração de leão. Indomáveis e arredios, descobriram cedo que o mundo costuma atrair – e repelir – bichos tão iguais. Após uma dolorosa separação, tomaram caminhos distintos e nunca mais se falaram. Treze anos depois, Mariana Monteiro Diniz – agora viúva de um importante Barão – luta para se estabelecer como jornalista numa época que reserva poucos lugares para mulheres na profissão. Seu peito, no entanto, permanece nenhum homem jamais se comparou ao traste que abandonou anos atrás. Um libertino de fama extraordinária, um bruto talhado a machadadas que se mostrou um cafajeste de proporções monumentais. Quando notícias tristes chegam de longe, ela precisa retornar à fazenda e confrontar o cretino que partiu seu coração. Enfrentá-lo, entretanto, não é a questão. O problema são os sentimentos renascidos que escapam da jaula e passam a correr pelo vale, livres e ingovernáveis… "Amo histórias ao estilo 'O Cravo brigou com a Rosa'. Os efeitos dessa briga? Incandescentes!" – Elis Finco, Clube do Farol