
SÍSIFO, HOJE, PODERIA SER UM GIF. UM MONÓLOGO EM QUE O MITO SE TRANSFORMA NA COMÉDIA E NA TRAGÉDIA HUMANA DO ABSURDO: SESSENTA VEZES TENTA, SESSENTA VEZES FALHA. «´A história se repete´, dizia Marx, ´a primeira vez como tragédia e a segunda como farsa´. Acrescentamos: ´a terceira vez como um gif´. Estamos todos presos dentro de algum mecanismo cíclico. A história do Brasil é a história do rompimento de barragens. A história das relações amorosas é a história de um desmoronamento. A história da humanidade é a história de um progresso cujo custo, ao que parece, será o fim da civilização.» —Gregorio Duvivier «Queríamos falar do absurdo ontológico da vida e dos absurdos intoleráveis do nosso tempo. Pensar que planeta deixaremos para as sacolas plásticas. Compreender que não há esperança para a humanidade e relembrar que o que nos faz e nos mantém humanos é ter esperança. Queríamos e queremos falar de amor e dançar na pista de dança desta grande festa da incerteza.» —Vinicius Calderoni
Authors
Vinicius Calderoni nasceu em 1985, em São Paulo, e tem desenvolvido sua carreira entre o teatro, a música e o audiovisual. Em 2010, fundou, junto com Rafael Gomes, a companhia Empório de Teatro Sortido. Escreveu e dirigiu Não nem nada (2014), pelo qual foi indicado ao Prêmio Shell de melhor autor, e Ãrrã (2015), que lhe rendeu o Prêmio Shell de melhor autor. Escreveu ainda a peça Os arqueólogos (2016), dirigida por Rafael Gomes, vencedora do prêmio APCA de melhor autor e indicada ao Prêmio Shell na mesma categoria. Calderoni integra o coletivo 5 a Seco, que lançou os álbuns Ao vivo no Auditório Ibirapuera (2012) (indicado ao Prêmio da Música Brasileira na Categoria Melhor Grupo de MPB) e Policromo (2014). Também lançou dois álbuns solo, Tranchã (2007) e Para abrir os paladares (2013), e é parceiro de importantes compositores como Lenine, Tó Brandileone e Celso Viáfora. Formado em Cinema pela FAAP, foi montador de Os sapatos de Aristeu (2008), de Luiz René Guerra, filme vencedor de mais de 50 prêmios no Brasil e no exterior. Também foi roteirista e redator final da série De perto ninguém é normal (GNT) e do quadro Massaroca, exibido dentro do programa Metrópolis (TV Cultura). Como ator, esteve nos filmes Mãe só há uma (2016), de Anna Muylaert, Um namorado para minha mulher (2016), de Júlia Rezende, e na série Louco por elas (TV GLOBO), com direção geral de João Falcão.

Gregório Byington Duvivier é um ator, humorista, escritor, roteirista e poeta brasileiro. Ficou conhecido pelo seu trabalho no cinema e no teatro e, a partir de 2012, destacou-se como um dos criadores dos esquetes da série Porta dos Fundos, veiculada pelo Youtube. É autor dos livros "A partir de amanhã eu juro que a vida vai ser agora", "Ligue os pontos - Poemas de amor e Big Bang" e "Put Some Farofa".Também assina uma coluna semanal na Folha de São Paulo.