
Marcando o aniversário de 60 anos da HQ de faroeste que formou gerações de artistas... Mike Blueberry retorna em grande estilo, em uma miscelânia de breves aventuras imaginadas pelos novos e velhos discípulos de Charlier e Giraud! Quando se remonta a história dos quadrinhos europeus, é impossível não falar de Blueberry. Iniciada de forma serializada em 1963 na revista Pilote, a série ambientada no oeste selvagem e desenvolvida ao longo de mais de quatro décadas pelo roteirista belga Jean-Michel Charlier e o artista francês Jean Giraud (também conhecido como Moebius) se tornou um pilar de qualidade e inventividade para as HQs mundiais, inspirando inúmeros quadrinistas de diversos lugares e épocas a desenvolverem seus próprios trabalhos, sejam eles de faroeste ou não. E, no final de 2025, para comemorar os 60 anos da publicação do primeiro álbum completo da saga (Forte Navajo), a editora Dargaud resolveu oferecer a alguns desses nomes ― que cresceram acompanhando a longa jornada do irrefreável tenente rebelde ― a chance de participarem diretamente dessa história, desenvolvendo com total autonomia suas próprias narrativas curtas estreladas por Blueberry. Em meio a um vasto time de 34 artistas (entre roteiristas, desenhistas e coloristas) composto por veteranos e novatos, a coletânea traz nomes como Enrico Marini (Batman: O Príncipe Encantado das Trevas), Correntin Rouge (Rio), Fred Duval (Ninfeias Negras), Matz (O Desaparecimento de Josef Mengele), Vincent Brugeas (Republic of the Skull) e Ronan Toulhoat (Conan, o Cimério), Jérôme Félix e Paul Gastine (O Último Homem), Mathieu Mariolle (Blue Note: Os Últimos Dias da Lei Seca) e tantos outros. Trata-se de uma seleção impecável que abrange os mais variados estilos gráficos e tons narrativos, explorando desde a infância até os últimos anos de vida do anti-herói. Além das 14 releituras, Na Trilha de Blueberry ainda traz as declarações emocionadas dos autores sobre sua relação íntima com o personagem, um prefácio assinado pelos editores originais e uma galeria com ilustrações exclusivas de mestres como Milo Manara (Giuseppe Bergman, Bórgia), Blutch (Péplum) e Ralph Meyer (Undertaker). Trazida ao Brasil pouquíssimo tempo após sua publicação na França, a edição da Pipoca & Nanquim chega com 132 páginas coloridas, em capa dura e no mesmo formato dos demais títulos da série. Mais um lançamento de peso para incrementar sua coleção Blueberry!
Authors

"Matz" is the pseudonym for French writer Alexis Nolent. He has written scripts for video games, a novel, and as Matz, a number of comics including Triggerman by Walter Hill. His graphic novel, Du plombe dan la tete a.k.a. Headshot, was adapted into the 2012 film, Bullet To The Head. See http://www.dargaud.com/bd/Auteurs/Matz for a bio in French.


Vincent Brugeas est un scénariste de bande dessinée français, né le 5 juin 1985 à Eaubonne. Diplômé d'une maîtrise en histoire contemporaine de l’université de Cergy-Pontoise, agent du patrimoine en bibliothèque où il gère le catalogue des bandes dessinées, c'est avec Ronan Toulhoat, dessinateur, qu'il publie en 2010 Block 109 aux éditions Akileos. Le premier album sortie en 2010 donnant le titre de la série lance une uchronie sur la Seconde Guerre Mondiale dont l'événement divergent est l'assassinat d'Adolf Hitler par un tireur isolé lors d'une grand-messe du parti à Munich, le 22 mars 1941. Dans cette histoire parallèle, l'Allemagne nazie domine le monde et se trouve engagée en 1953 dans une guerre sans fin avec l'URSS depuis plus de huit années. La trame scénaristique mèle des personnages réels tels que Reinhard Heydrich ou encore Wilhelm Canaris avec des personnages de fiction comme Zytek. Puis, la même année est publiée la bande dessinée Étoile Rouge qui, dans l'univers uchronique de Block 109, retrace l'épopée de trois pilotes français de l'escadrille Normandie qui combattent aux côtés des troupes soviétiques contre l'armée du Troisième Reich, ici située en 1944. En 2011 sort le 3e opus, Opération Soleil de Plomb, se passant au Congo Belge en 1947 relatant l'histoire d'un personnage principal du premier album luttant contre la résistance africaine. Texte © Wikipédia





