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The Cro-Magnon book cover
The Cro-Magnon
The History and Legacy of Europe's Early Modern Humans
2018
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Em março de 1868, em um abrigo rochoso no sudoeste da França, trabalhadores ferroviários se depararam com crânios humanos, ferramentas de pedra lascada e ossos de animais relativamente modernos. O geólogo francês, Louis Lartet, realizou escavações para investigar o abrigo rochoso de calcário e acabou encontrando quatro esqueletos parciais e ornamentos de concha, marfim e chifre de rena. Dada a natureza secular do que se encontrou, os espécimes foram nomeados em homenagem ao Abri de Crô-Magnon (abri = abrigo de rocha, e crô = buraco) em que foram descobertos. Alguns dos achados notáveis do abrigo rochoso Cro-Magnon 1, um crânio masculino quase completo (com exceção dos dentes) e restos de seu esqueleto; Cro-Magnon 2, vestígios incompletos de um crânio feminino e Cro-Magnon 3, restos parciais de um crânio masculino. Baseado no que foi encontrado, o local provavelmente data da Era do Pleistoceno Superior há cerca de 32-30 mil anos. Dos três crânios descobertos, o Cro-Magnon 1 foi considerado o espécime exemplar da “raça” (um conceito artificial da época) europeia Ocidental, mesmo não apresentando características mais graciosas que os outros dois crânios e não sendo assim tão semelhante a eles. Os Cro-Magnons eram Homo sapiens, e as características mais marcantes da espécie são os traços culturais que aparecerem nos registros arqueológicos. Ferramentas passaram a ser produzidas com diversos materiais. As pessoas viajavam por longas distâncias ou realizavam trocas para a aquisição de materiais específicos para as ferramentas. Materiais simbólicos tornavam-se cada vez mais comum entre eles; pinturas rupestres, estatuetas, contas de conchas, pingentes e até enterros eram mais comuns entre humanos modernos do que entre Neandertais, e este pensamento abstrato pode ter ajudado a espécie a obter maior sucesso em adaptações do que outros humanos contemporâneos. Enquanto no Século 21, os cientistas podem se referir aos Cro-Magnons como os primeiros seres humanos modernos europeus, a situação não era a mesma quando restos mortais de Cro-Magnons foram descobertos pela primeira vez. Na Europa do Século 19, houve um debate nacionalista sobre onde os “primeiros” europeus teriam surgido e, a mistura entre conceitos nacionalistas e hierarquia cultural preeminentes na Europa fez da compreensão científica do papel dos Cro-Magnons dentro da evolução humana um processo lento. É necessário, portanto, olhar para a história biológica dos Cro-Magnons e para a história cultural européia antes da análise e compreensão de como restos mortais de Cro-Magnons foram vistos e usados nos últimos séculos. A História e o Legado dos Primeiros Seres Humanos Modernos da Europa analisa como estes primeiros Homo sapiens chegaram a Europa, suas interações com os Neandertais e mais. Junto com fotos que retratam pessoas, lugares e eventos importantes, você aprenderá sobre os Cro-Magnons como nunca antes.

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Charles River Editors
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