Enquanto escreve a biografia de Roger Deu, Virginia Woolf lembra-se de um comentário de sua irmã, Vanessa. Ela havia dito que se Woolf não começasse a escrever suas memórias, logo estaria velha demais para isso. O ano é 1939 e a fala da irmã funciona como um gatilho para que a escritora comece a esboçar seu passado. A empreitada ocorre em meio a uma série de reflexões de Woolf sobre as maneiras de retratar suas lembranças e os significados por trás de cada uma delas. A autora começa escrevendo livremente, mas após algumas páginas agora a forma do diário, marcando as datas dos textos. Quando esta mudança ocorre, Woolf justifica-se dizendo ter descoberto a forma de seu texto. A presença da data, além de ser comum na prática diarística, teria como objetivo fazer com que o "eu" do presente reflita sobre o "eu" do passado, elemento essencial desta obra.