
No consulado de Marcelo Caetano, coincidente com o alargamento da então chamada CEE à Inglaterra e outros países do norte da Europa, Portugal vê-se forçado a estabelecer com esta um acordo comercial Qualquer destas aproximações tangenciais a Europa não significaram qualquer opção europeista por parte da generalidade das elites portuguesas. A Europa de que se fala no marcelismo continua reduzida a um mero espaço comercial e define-se exclusivamente como um mercado, na óptica do import-export A identidade europeia não faz parto da cultura política do marcelismo, como, de resto, fora banida da cultura política do salazarismo.