Lisboa, 1915-1916. Potugal vive em indefinição política; a República é demasiado recente, o passado é demasiado pesado e sobre o futuro pairam as nuvens da Grande Guerra. Álvaro e Benigno, amigos de infância, pressentem que o mundo está prestes a mudar. Um é abnegado e receoso, o outro destemido e louco. Benigno quer ir para a guerra a qualquer custo; Álvaro quer ser como Benigno, mas falta-lhe a coragem. Numa madrugada de Maio de 1915, a revolução toma conta da cidade e o Governo cai, adivinha-se que Portugal não poderá manter-se mais tempo à margem dos acontecimentos. Benigno parte na Segunda Expedição a Moçambique, Álvaro fica em Lisboa, responsável pelo negócio da família e por dar notícias do amigo a Julieta, a noiva de Benigno. As descrições da expedição são pungentes, as condições dos soldados miseráveis. E, de súbito, uma carta de Benigno, tão inesperada como chocante, deixa Álvaro à beira de uma decisão que não pode tomar.