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Claudia Vera Feliz Natal
2026
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Novo romance de uma das mais celebradas escritoras brasileiras de hoje. Um jovem magistrado, em resposta a uma representação por excesso de prazo, precisa prestar contas de sua lentidão em um caso sensível que o acompanha há meses. Aos seus superiores, dirige uma espécie de defesa-autobiografia em que revisita os anos de carreira nas pequenas comarcas de Cláudia, Vera e Feliz Natal, no interior do Mato Grosso. Entre audiências, despachos e tentativas de conciliação, acumulam-se histórias extravagantes que expõem a afetação—e o ridículo—de todo um sistema que se quer solene, revelando as fissuras do universo de servidores que orbitam os fóruns, figuras tragicômicas como o próprio juiz, unidas pela contingência do cargo—e quase nada mais. E enquanto sela o destino dos outros, o jovem juiz vê o seu lhe escapar. Transferido de cidade em cidade, cercado de relações provisórias e com dificuldade de construir laços duradouros—amigos, companheira, uma família possível —, enfrenta a experiência de ter autoridade sobre tudo, exceto a própria solidão. Em Cláudia Vera Feliz Natal, Mariana Salomão Carrara confirma a singularidade de um projeto literário que se reinventa a cada obra. Com arquitetura narrativa ousada e domínio cada vez mais surpreendente da linguagem, a autora transforma o universo jurídico em matéria de ficção de alta voltagem e escancara o desconcerto cômico de quem acredita que a lei pode dar forma ao mundo—apenas para descobrir que o mundo insiste em escapar.

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Mariana Salomão Carrara
Mariana Salomão Carrara
Author · 9 books
Mariana Salomão Carrara é paulistana, escritora e Defensora Pública, nascida em 1986. Tem publicados um livro de contos (Delicada uma de nós – Off-Flip, 2015), e os romances Idílico (EI, 2007), Fadas e copos no canto da casa (Quintal Edições, 2017), Se deus me chamar não vou (Editora nós, 2019, entre os 10 indicados ao Prêmio Jabuti 2020, em Romance Literário), “É sempre a hora da nossa morte amém” (Editora Nós, 2021, finalista do Prêmio São Paulo 2022 e entre os 10 indicados ao Jabuti 2022),”Não fossem as sílabas do sábado” (Todavia, junho/2022, Vencedor do Prêmio São Paulo 2023, Melhor Romance do Ano) e A árvore mais sozinha do mundo (Todavia, agosto/2024). Por contos e poemas avulsos, recebeu na juventude prêmios nacionais como Off-flip (2012), SESC-DF, Felippe D’Oliveira (2015 e 2016), Sinecol, Josué Guimarães e Ignácio de Loyola Brandão. Recebeu o segundo lugar no Prêmio Guiões (Portugal, 2019) pelo roteiro de longa-metragem É lá que eu quero morar.
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