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2006
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Filho segundo, nascido em 1767, D. João assumiu o governo do reino em consequência da morte do irmão D. José (1788) e da demência da mãe. Governou numa época tumultuosa, marcada pela Revolução Francesa e pela guerra. Procurou manter a neutralidade, mas acabou por ceder ao ultimato francês, quando era já tarde, não evitando a invasão de Portugal (1807). Irresoluto, adiou até ao último instante a retirada para o Brasil, que elevaria a reino. Em 1820, triunfava em Portugal uma revolução liberal, que o forçou a regressar, deixando o filho D. Pedro na regência. Em Lisboa, aceitou as limitações que as Cortes lhe impunham, mas nada fez para evitar a independência do Brasil. Entretanto, a mulher e o filho mais novo, D. Miguel, puseram-se à cabeça da contrarevolução, que o restituiu às prerrogativas de rei absoluto (1823). Moderado, preferiu porém prometer uma carta constitucional. Diz-se que por isso terá sido envenenado. A sua morte, em 1826, abriu uma profunda crise sucessória.
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Jorge Pedreira
Jorge Pedreira
Author · 3 books

JORGE MIGUEL VIANA PEDREIRA nasceu em Lisboa, a 26 de Abril de 1958. Estudou em Lisboa, tendo concluído o ensino secundário no Liceu Camões (1975). É licenciado em História, pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (1981), mestre em Sociologia e Economia Históricas (1986), com a tese Indústria e atraso económico em Portugal (1800-1825) e doutorado em Sociologia Histórica (1996), com a tese Os homens de negócio da praça de Lisboa de Pombal ao vintismo (1755-1822): diferenciação, reprodução e identificação de um grupo social, pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Actualmente é professor auxiliar com agregação nos departamentos de História e Sociologia da FCSH/NOVA, sendo também investigador integrado do CESNOVA e do Instituto de História Contemporânea na mesma instituição. Além das funções docentes, exerceu diversos cargos de gestão na Faculdade (coordenador do Departamento de Sociologia, vogal do Conselho Directivo, Presidente do Conselho Pedagógico) e na Universidade (membro da Assembleia e do Senado). Foi ainda membro do conselho de redacção da revista Penélope, Fazer e Desfazer a História (1997-2004) e professor visitante da Universidade de Brown (em Providence, nos Estados Unidos) e da Universidade de São Paulo. A sua área de estudo centra-se, sobretudo, nas elites portuguesas na época moderna e contemporânea (séculos XVII - XIX). Foi fundador do Sindicato Nacional do Ensino Superior (SNESup) (1989), de que foi depois Vice-Presidente (1990-1996) e Presidente da Direcção (1996-1998). Exerceu funções governativas como Director-Geral do Ensino Superior (2001-2002), Secretário de Estado Adjunto e da Educação do XVII Governo Constitucional de Portugal (2005/2009) e perito da OCDE para aconselhamento da reforma educativa da Grécia (2011). Entre 2004 e 2005 colaborou com o suplemento Universidades do jornal Diário Económico. Na mesma altura foi consultor do Conselho Coordenador dos Institutos Politécnicos para o Processo de Bolonha e assessor para o desenvolvimento da estratégia do Instituto Politécnico de Setúbal.

Fernando Dores Costa
Fernando Dores Costa
Author · 1 book

FERNANDO DORES COSTA nasceu em Lisboa, a 25 de Julho de 1955. Licenciado em História (1988), mestre (1993) e doutorado (2007) em Sociologia e Economia Históricas pela Universidade Nova de Lisboa, investiga temas de história social portuguesa dos séculos XVII, XVIII e XIX há mais de vinte anos. Dedicou-se nos últimos dez à pesquisa sobre a história social do exército, das práticas de recrutamento, das resistências ao estilo militar e sobre o modo de governo dos homens desde 1640 até ao início do século XIX, área na qual efetuou o seu projecto de pós-doutoramento intitulado Guerra Peninsular – 1808-1814: violência, patriotismo e nacionalismo em anos de convulsão. Actualmente, é investigador do Instituto de História Contemporânea (IHC-NOVA/FCSH) e foi, entre Dezembro de 1995 e Janeiro de 1999, membro da Comissão Nacional para as Comemorações dos Descobrimentos Portugueses (CNCDP). Colaborador do 2º volume da Nova História Militar de Portugal (direcção de António M. Hespanha, Círculo de Leitores, 2004), publicou os seguintes livros e artigos A Guerra da Restauração 1641-1668 (Livros Horizonte, 2004), D. João Carlos de Bragança, 2º duque de Lafões–uma vida singular no Século das Luzes (Edições Inapa, Lisboa, 2006) e D. João VI (Círculo de Leitores, 2006; edição brasileira, São Paulo, 2008), ambos em parceria, e Insubmissão. A aversão ao serviço militar em Portugal no século XVIII (Lisboa: Imprensa de Ciências Sociais, 2010); “A invasão de Masséna em 1810 e as linhas de Torres Vedras: uma paradoxal confluência de objectivos?”, Ler História, nº 58 (2010), 115-135; “Conflictos entre Wellington y los gobernadores de Portugal durante da campaña de 1810-1811 contra Masséna”, Cuadernos de Historia Moderna. Anejo IX, 2010 – La Guerra de la Independencia. Una aportación al bicentenário. Enrique Martínez Ruíz (coord.), Universidad Complutense, Madrid, 123-145; “Beresford e D. João VI – uma inesperada confluência”, Lustosa da Costa a F. Zamut (orgs.) Brasil: 200 anos de Estado 200 anos de administração, Rio de Janeiro: Fundação Getúlio Vargas, 2010, 121-149.; “A Guerra Peninsular vista a partir da Intendência Geral da Polícia”, O «Saque de Évora, Colibri- CIDHEUS-Universidade de Évora, 2010; “Political Paradoxes in Napoleonic Europe. The Portuguese Case.”, Michael Broers, Agustín Guimerá y Peter Hicks (dirs.), El imperio napoleónico y la nueva cultura política europea, Madrid: Centro de Estudios Políticos y Constitucionales, 2011; “O Alentejo como região militar no início do século XIX”, Actas do Iº Colóquio de História do Alentejo – Montemor-o-Novo, Maio de 2009 – Colibri-CIDEUS-Universidade de Évora, 2011; «Oficiais superiores do exército nascidos em Portugal que permanecem no Brasil depois da separação política», J. Murilo de Carvalho et alii (eds.), Linguagens e Fronteiras do Poder, Rio de Janeiro: Fundação Getúlio Vargas, 2011

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