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Reis de Portugal
Series · 34
books · 2005-2010

Books in series

D. Afonso Henriques book cover
#1

D. Afonso Henriques

2007

Personagem oculta por inúmeras e sucessivas camadas de interpretações ideológicas, quer eruditas quer populares, a figura verídica do nosso primeiro Rei só muito hipoteticamente se pode reconstituir nas suas dimensões históricas. O mito sobrepõe-se, teimosamente, à história. Mas pode-se tentar descobrir como nasceram as narrativas tecidas em torno da sua personalidade, examinar o sentido que tinham quando apareceram e reconstituir os sucessos de que Afonso Henriques foi protagonista principal. Se não é possível traçar-lhe o retrato preciso, pode-se, ao menos, estudar as suas orientações políticas e administrativas, conhecer os seus principais auxiliares e justificar o êxito da sua obra. Apesar de assim desaparecer o herói sobrenatural, toma inegável relevo o seu talento político e militar e, por conseguinte, o seu direito a ser de facto considerado o rei fundador de Portugal.
D. Sancho I book cover
#2

D. Sancho I

2006

Como acontece com tantos filhos de pais excepcionais, também Sancho I (1154-1211) foi “maltratado” pela historiografia, que o relegou, sem qualquer piedade, para um estatuto de rei apagado, de perfil muito menos brilhante que seu pai, o fundador da pátria. Essa visão redutora não faz justiça ao monarca que parece resvelar-se quando se estuda a sua documentação tentando libertá-lo de juízos apriorísticos. Com efeito, o segundo rei de Portugal contribuiu de forma decisiva para a consolidação do território que seu pai tanto se esforçara por alargar. A partir do momento em que se encontrou a sós no poder, começou a delinear uma redefinição dos moldes de estruturação e domínio do reino, protagonizando um reinado interventivo e belicoso, onde se destacam a importância dos serviços de chancelaria na ordenação jurídica do reino, a itinerância régia, a concessão de forais e o desempenho de funções judiciais e guerreiras pelo monarca, como elementos constitutivos de um renovado sentido de realeza, que se vê a si própria como uma entidade jurídica superior e ordenadora dos restantes corpos sociais, onde a figura do monarca é muito mais visível que anteriormente. As catástrofes naturais, as fomes e as pestes que assolaram os anos centrais do seu reinado, aliadas a uma endémica luta contra certos sectores da nobreza e do clero, não lhe facilitariam, a nível interno, a prossecução da tarefa que se propusera, e que, a nível externo, um imparável império almóada, e as eternas guerras contra Leão e Castela, também haviam de dificultar. A guerra civil que assolou o final do seu reinado, e a doença que o perturbou profundamente durante os últimos meses da sua existência, concluem com um toque acrescido de dramatismo uma vida que parece sempre ter sido pautada pelas dificuldades e contratempos, mas ainda assim vivida com muita intensidade e teimosia, de uma forma quase extremada. Atravessada por questões de soberania e momentos de lazer, pazes e campanhas bélicas, vida de corte e conflitos, sucessos e insucessos, esta foi uma característica vida de monarca peninsular da viragem do século XII. Este livro é sobre a história desse homem, e sobre a época em que viveu.
D. Afonso II book cover
#3

D. Afonso II

2005

Filho de D. Sancho I e de Dulce de Aragão, D. Afonso II nasceu no dia de São Jorge, facto que deverá ter sido interpretado como um bom augúrio para uma dinastia que tinha no desempenho guerreiro uma das bases da sua legitimidade. Contudo, Afonso II não se viria a destacar pela sua capacidade guerreira, nem mesmo pelos seus feitos no campo de batalha. Falecido com 36 anos, após um curto reinado de 12 anos, Afonso deixou, porém, atrás de si um governo inovador, marcado por um conjunto de medidas que deixam entrever um rei e um círculo de colaboradores atentos e conhecedores dos meandros do ambiente político e intelectual da Europa e dos reinos da primeira metade de Duzentos.
D. Sancho II book cover
#4

D. Sancho II

2010

Nenhum rei, na história portuguesa dos primeiros séculos, deixou de si mesmo tão escassos sinais como Sancho II. Morto em Toledo, no Inverno de 1248, sem filhos, legítimos ou bastardos, caso único na dinastia borgonhesa, é um irmão, Afonso, conde de Bolonha, que lhe sucede, facto que poderá não ser alheio à erosão da sua memória. Apertado no complicado xadrez político em que se jogam as aspirações de Afonso IX de Leão, a crescente hegemonia castelhana e os planos do papado, Sancho herda todos os problemas que o pai, D. Afonso II, deixara em aberto, mas nenhuma da sua reconhecida habilidade para, ileso, neles se movimentar. Durante anos, a relativa consistência de um reduzido grupo de personagens junto de si, em que toma relevo a brilhante figura de Mestre Vicente, irá redimi-lo de tudo, inclusive da ineficácia militar. Porém, em breve se adensam os indícios de uma anarquia que consumirá a sua autoridade e causará a sua deposição.
D. Afonso III book cover
#5

D. Afonso III

2006

Filho de D. Afonso II e de D. Urraca, D. Afonso nasceu entre 1212 e 1217. Após a morte de seu pai, este «filho segundo», ainda jovem, deixou o país, aparecendo alguns anos mais tarde em França, na corte de sua tia materna—Branca de Castela, rainha daquele reino—e de seu primo, o futuro São Luís. Aí se casou, tornando-se, por essa via, conde de Boulogne. De defensor e administrador do reino (1246-1247), transformou-se no legítimo rei de Portugal (1248-1279), logo após a morte prematura de seu irmão. O seu reinado situa-se num momento-charneira do Portugal medieval. Terminada a Reconquista, o chefe do bando guerreiro dava lugar ao gestor e organizador do território. Deixando a sua marca na conquista definitiva do Algarve, essa conquista custou-lhe, sobretudo, uma larga batalha política e diplomática com o rei de Castela, D. Afonso X, que soube levar a bom termo. Procurou recompor o desgovernado reino do irmão repovoando-o, fundando novas povoações e estimulando as suas bases económicas.
D. Dinis book cover
#6

D. Dinis

2005

Filho de D. Afonso III e de D. Beatriz de Castela, D. Dinis foi o sexto monarca português. Nasceu em Lisboa, a 9 de Outubro de 1261, e iniciou em 1279 um longo reinado de quase 46 anos, vindo a falecer em Santarém, a 7 de Janeiro de 1325. Os primeiros anos do reinado ficaram marcados pela vontade do jovem monarca em se afirmar, quer no plano externo, onde se destaca a aliança com o reino de Aragão, selada em 1281 com o casamento de D. Dinis com D. Isabel de Aragão, a Rainha Santa, quer no plano interno, recusando a interferência da sua mãe na governação, reprimindo as exaltações e desmandos do seu irmão D. Afonso, e dando os primeiros passos na orientação política que norteou todo o seu reinado: a afirmação do poder régio. Na verdade, a maior parte dos seus actos governativos foi dirigida para reforçar o poder do rei face aos poderes privados, pela reorganização do exército e da marinha de guerra, pela libertação das ordens militares de tutelas exteriores ao reino, pela adopção da língua portuguesa nos documentos oficiais e pela fundação da universidade. Vencedor em Alcañices, onde se definiu a fronteira política mais antiga e estável da Europa, e prestigiado internacionalmente, os últimos anos de reinado ficaram ensombrados pela guerra civil que opôs o monarca ao seu filho e herdeiro, mas parece que as cedências então obtidas pelo futuro D. Afonso IV não chegaram para empalidecer o impacto das medidas políticas levadas a cabo por D. Dinis, um dos monarcas que mais influenciou toda a história de Portugal.
D. Afonso IV book cover
#7

D. Afonso IV

2005

Filho dos reis D. Dinis e D. Isabel, Afonso IV (1291-1357) subiu ao trono em 1325, dando início a um longo reinado de trinta e dois anos. Apesar disso, D. Afonso IV é, talvez, um dos monarcas menos conhecidos da primeira dinastia portuguesa. A vida de D. Afonso foi muito preenchida e agitada, com uma juventude e um início de idade adulta de grande irrequietude e rebeldia. Das guerras com Castela ao confronto com o Islão na batalha do Salado (1340), das expedições às Canárias à reivindicação da soberania sobre as ilhas, dos efeitos da crise social e económica agravados pela Peste Negra de 1348 à guerra civil provocada pela execução de Inês de Castro, a vida de Afonso IV confunde-se, inevitavelmente, com a história do próprio reino.Ver e agir no reino com determinação, mas ver e agir também para além dele - olhando sobretudo para Castela, mas olhando igualmente para o mar oceano - a nada se furtou Afonso IV.
D. Pedro I book cover
#8

D. Pedro I

2005

Rei de Portugal em 28 de Maio de 1357. D. Pedro I reinará durante dez anos, ao longo dos quais imprimiu um cunho de neutralidade relativamente às solicitações da política externa e conduziu internamente um acentuado labor no âmbito da justiça, sem descurar, ainda, intervenções firmes no combate à crise que se fazia sentir. Fez-se conhecido de norte a sul do reino e parece ter cativado a estima dos súbditos.
D. Fernando book cover
#9

D. Fernando

2005

Este livro procura narrar a vida de D. Fernando, rei de Portugal entre 1367 e 1383, explorando as ligações entre vários tempos históricos. Não se considera, apenas, o tempo curto das vivências pessoais de D. Fernando, desde o seu nascimento em 1345. Mas também se descreve como este tempo individual estava ligado aos tempos colectivos da pequena comunidade humana, envolvendo várias gerações, constituída pela sua entourage mais próxima e pela corte que o rodeou. A figura do rei D. Fernando foi longamente obscurecida pela presença preponderante, na crónica e na lenda, de sua esposa Leonor Teles de Meneses. Este livro contribui para um novo olhar crítico sobre esse obscurecimento através da pesquisa histórica, apresentando ao leitor uma figura do rei iluminada pelos conhecimentos mais actuais sobre o homem e a sua época.
D. João I book cover
#10

D. João I

2005

Conhecido por Mestre de Avis, filho ilegítimo de D. Pedro I, apoiado por D. Nuno Álvares Pereira, D. João I sobre ao trono em 1385, reinando por 48 anos. «Já como monarca, D. João veio a colher em vida e a re-colher, para além da morte, uma “boa memória” de rei justo, vitorioso, devoto e culto, que pela voz dos povos foi proclamado pai dos portugueses.»
D. Duarte book cover
#11

D. Duarte

2005

Nascido em Viseu, em 1391, e falecido em Tomar, em 1438, passou sobretudo à História como co-responsável pelo desastrede Tânger e pelo cativeiro e morte do seu irmão D.Fernando. Caçado, lutador, soldado quando foi preciso, escreveu duas obras e aplicou-se para além das suas suas forças no governo do reino. Do seu casamento com D.Leonor dita "de Aragão" nasceram, em dez anos, nove filhos. Morreu de peste, aos 47 anos, atormentado com o dilema entre a devolução de Ceuta aos muçulmanos e a libertação de D.Fernando, preso em Fez.
D. Afonso V book cover
#12

D. Afonso V

2006

D. Afonso V nasceu na vila de Sintra, em 1432, tornando-se, aos 6 anos de idade, o décimo segundo rei de Portugal. Será recordado pelo cognome Africano, nele se memorizando o empenho que o conduziu à conquista de Alcácer Ceguer (1458) e, depois, de Arzila e de Tânger (1471). O seu reinado foi inaugurado pela dissensão política que culminará, depois de alguns anos de regência por D. Pedro na calamitosa Batalha de Alfarrobeira (1449), vindo a esfumar-se nos campos de Toro (1476). Foi no seu reinado que se deu um avanço maior nos Descobrimentos portugueses ao ultrapassar-se, cerca de 1472, o meridiano equatorial, assim se cruzando a fronteira definitiva dos velhos saberes para uma nova concepção do mundo com a qual, definitivamente, se inaugura o Portugal moderno.
D. João II book cover
#13

D. João II

2005

«Embora tenha governado relativamente pouco tempo (entre 1481 e 1495), D. João II ocupa um lugar fundamental na história portuguesa da transição dos tempos medievais para os modernos.»
D. Manuel I book cover
#14

D. Manuel I

2005

D. Manuel I (1469-1521) viu os seus navegadores rasgarem horizontes e tornou-se, assim, senhor de um império marítimo que abarcava dois oceanos e quatro continentes. As riquezas vindas do ultramar permitiram-lhe desenvolver um intenso programa de renovação urbanística, de construção de palácios reais, edifícios civis e religiosos, e de patrocínio das artes, a que associou os seus símbolos pessoais, e que deixou marcas perenes; foi, por isso, o único rei que deu nome a um estilo artístico—o manuelino. O seu destino singular fê-lo crer que Deus o escolhera para iniciar uma nova era. Nascera em 1469, quando a Europa só espreitava o Oceano por via dos Portugueses; morreu em 1521, num novo mundo em que a humanidade ganhava consciência da sua pluralidade. Deixou seis filhos varões legítimos—a continuidade da dinastia de Avis parecia assegurada por muito tempo...
D. João III book cover
#15

D. João III

2005

«Figura esquiva e sem grande irradiação, até por comparação com outros monarcas, desde logo com seu pai, o venturoso Manuel, D. João III é um dos reis “mal-amados” da história portuguesa, cuja persona, enquanto homem e rei, havia de ficar irremediavelmente marcada com o acto que estabeleceu o Tribunal da Inquisição no reino, em 1536.»
D. Sebastião book cover
#16

D. Sebastião

2006

O dramático contexto político em que nasceu valeu-lhe o cognome de o Desejado, uma vez que, antes mesmo de vir ao mundo, representava já a última esperança de quantos temiam ver Portugal governado, a breve prazo, por um rei castelhano. D. Sebastião foi o décimo sexto monarca português e o sétimo e penúltimo da dinastia de Avis. Nasceu em Lisboa, a 20 de Janeiro de 1554, poucos dias depois da prematura morte de seu pai, o príncipe D. João, último sobrevivente dos nove filhos de D. João III e de D. Catarina de Áustria. Ainda não completara quatro meses de vida, quando sua mãe, D. Joana de Áustria, chamada à regência de Castela, de onde era natural, se viu obrigada a deixá-lo ao cuidado dos avós paternos. Aclamado rei aos 3 anos de idade, após a morte de D. João III, D. Sebastião só viria a governar efectivamente a partir dos 14 anos. Até lá, a regência do reino foi assegurada, primeiro, pela sua avó, a rainha viúva D. Catarina, e mais tarde pelo seu tio-avô, o cardeal D. Henrique, avesso a uma sujeição aos ditames de Filipe II de Espanha. O seu reinado cessou brutalmente a 4 de Agosto de 1578 com a Batalha de Alcácer Quibir.
D. Henrique book cover
#17

D. Henrique

2005

D. Henrique: um monarca incompetente e incapaz, «que deixou em testamento Portugal aos castelhanos», ou um homem rigoroso, que procurou pela via jurídica e pela negociação dinástica a solução para um problema sucessório de extrema complexidade? Oitavo filho da vasta prole de D. Manuel, nasceu a 31 de Janeiro de 1512 e morreu no mesmo dia e mês do ano de 1580 como 17.º rei de Portugal e último representante da dinastia de Avis. Votado à carreira sacerdotal, não só alcança posições cimeiras na hierarquia da Igreja, como ascende à realeza. Morto D. João III, assume, após D. Catarina, a regência do reino na menoridade de D. Sebastião, a quem sucede como monarca, suportando os destinos políticos de uma sociedade em crise. Rei por incongruência do destino, D. Henrique sobraçou as sequelas imediatas do desastre de Alcácer Quibir e foi alvo de juízos severos, que em muito têm minimizado a sua actuação histórica.
D. Filipe I book cover
#18

D. Filipe I

2005

Filho de Carlos V, imperador do Sacro Império Romano-Germânico, e de D. Isabel de Portugal, Filipe I assume o trono português no ano de 1580. «Personalidade controversa, D. Filipe I foi um grande coleccionador de arte, amante da arquitectura, mecenas de grandes empreendimentos culturais e científicos, e ainda um príncipe renascentista apreciador de divertimentos, que, além disso, se ocupava pessoalmente e com solicitude das tarefas de governação.»
D. Filipe II book cover
#19

D. Filipe II

2006

Nesta biografia de Filipe II de Portugal (1578-1621) procura-se deslindar as principais etapas da vida deste monarca, sem esquecer o seu contexto de governante da Monarquia Católica. Quarto príncipe jurado em vida de seu pai, doentio na infância e adolescência, marcado por um pai dominador e pouco crente no filho, são tudo aspectos que a partida não seriam de esperar no sucessor da mais poderosa monarquia do seu tempo. Apesar das promessas, D. Filipe em Portugal só apareceu de visita durante alguns meses de 1619. Fez entradas régias em várias localidades que tiveram marcas de singularidade em relação ao que a tradição ditava. Que traços singularizaram de facto este soberano, em particular na sua qualidade de rei de Portugal? Como se diferenciou de outros governantes contemporâneos? Por que motivos? Eis as difíceis perguntas a que este livro procura responder.
D. Filipe III book cover
#20

D. Filipe III

2005

«Pessoa sensível, com gosto pelas artes e letras, não foi feliz quanto aos projectos políticos que o governo lhe foi apresentando. Respeitador das decisões dos conselhos e imbuído de uma fé religiosa que cristãmente o levava a aceitar como desígnios de Deus tanto as vitórias como as derrotas, “foi praia de resignação constante perante o embate das ondas”.» Coroado em 1621 perdeu o trono português em 1640.
D. João IV book cover
#21

D. João IV

2006

D. João IV, da autoria de Leonor Freire Costa e Mafalda Soares da Cunha, dá muita atenção à Restauração e à explicação deste complexo movimento, marcado por uma forte memória simbólica, por vezes mítica, dificultadora da observação do historiador. Sublinhou-se, bem, que não foi um caso único na política europeia seiscentista, mas que constituiu uma «linha efectiva de demarcação de alteridade», transformando-se «num importante factor de formação de uma identidade colectiva politicamente enquadrada num Estado» (p. 272). Neste âmbito releve-se a excelente caracterização dos revoltosos que prepararam e participaram no golpe (p. 27 e seguintes); o esforço para desconstruir a memória de alguns factos; a importância conferida à oposição ao par Diogo Soares / Miguel de Vasconcelos como um dos factores agregadores dos restauradores; ou, em capítulo dedicado às formas jurídicas e parenéticas de legitimação da nova dinastia, o enquadramento ideológico dominante sobre a Restauração, que foi equiparada à libertação do cativeiro babilónico descrita no Antigo Testamento, o que identificava os portugueses com o povo eleito de Deus (p. 155).
D. Afonso VI book cover
#22

D. Afonso VI

2005

O reinado durante o qual se venceram as mais importantes batalhas com a monarquia hispânica. Nascido em Lisboa, em 1643, e falecido em Sintra, em 1683, D. Afonso VI recebeu o cognome de Vitorioso por ter sido durante o seu reinado que se venceram as batalhas mais importantes da guerra que opôs o reino de Portugal à Monarquia Hispânica desde o movimento separatista de 1640. Contudo, na memória colectiva a sua reputação é bem menos elogiosa, sendo lembrado, sobretudo, pela sua alegada incapacidade em gerar filhos, pela sua menoridade intelectual e pelo desregramento comportamental. Entre memória e história, a sua vida decorreu num período conturbado do passado europeu, no qual não só externamente mas também internamente se configuravam variadas alternativas para os destinos da monarquia portuguesa. Primando pelo excesso de presença ou por uma avassaladora ausência, o rei D. Afonso não deixou de participar em nenhum destes cenários, a ele associando a figura emblemática do conde de Castelo Melhor, Luís de Vasconcelos e Sousa, da enigmática Maria Francisca Isabel de Sabóia, mas também do seu ambivalente irmão D. Pedro e do incontornável padre António Vieira. OU ainda, a maior distância, de Luís XIV e de Carlos II de Inglaterra.
D. Pedro II book cover
#23

D. Pedro II

2007

D. Pedro II nasceu em Lisboa, em 1648, e faleceu na mesma cidade, em 1706. Apesar da relevância do período em que viveu, D. Pedro permaneceu, na historiografia portuguesa, aprisionado entre as contingências fatídicas da governação do Vitorioso e a magnificência do reinado de D. João V. Defraudado por uns e glorificado por outros, D. Pedro II continuou a ser o eterno esquecido, votado, salvo raras excepções, a um verdadeiro ostracismo historiográfico. Afigura-se quase inexplicável este «abandono» se pensarmos que entre a regência (1668-1683) e o reinado de D. Pedro (1683-1706) decorreram trinta e oito anos, correspondendo, por um lado, a um dos períodos decisórios no quadro da política externa, com o final das Guerras da Restauração e o início da guerra da sucessão de Espanha e, por outro, a uma fase de crescente acalmia entre grupos de poder desavindos, que permitiu o reforço da monarquia absoluta e a consolidação da dinastia de Bragança. Procura-se, ao longo deste livro, desmistificar a imagem do Pacífico, tentando reconstruir, na possibilidade da escrita efémera do historiador, o quotidiano de D. Pedro II, que, tendo vivido em tempos de controvérsia, soube pacificar uma nação.
D. João V book cover
#24

D. João V

2006

Nascido em 1689, assumiu o trono em Janeiro de 1707, em plena guerra da sucessão da Coroa espanhola. Casou no ano seguinte com a arquiduquesa D. Maria Ana, irmã do arquiduque Carlos, pretendente ao trono de Espanha e apoiado por Portugal. Tão logo assinou o Tratado de Utreque, D. João V tudo fez para não participar em mais nenhuma guerra europeia e a política colonial adquiriu então uma relevância que não tinha tido no reinado de seu pai. Preocupou-se com a difícil manutenção do Estado da Índia e procurou que os direitos régios fossem efectivamente cobrados nas áreas de mineração do ouro e de extracção dos diamantes no Brasil. A Inquisição trabalhou activamente neste reinado e o rei fazia questão de estar sempre presente nos autos-de-fé públicos. D. João V morreu em Julho de 1750, depois de um longo reinado de 43 anos.
D. José book cover
#25

D. José

2008

No cenário político do reinado, cuja ribalta foi exuberantemente ocupada por Pombal, qual o lugar, então, que cabe ao rei? Nas relações entre o rei e o ministro \[marquês de Pombal\] se centraram boa parte das páginas deste livro.
D. Maria I book cover
#26

D. Maria I

2005

A existência de D. Maria principiou no fausto pação e devoto de seu avô, D. João V, atravessou o período das grandes reformas e crueldades de Pombal, que criticou, viveu num clima familiar de afecto e cultura com os pais e as irmãs. Quando subiu ao trono, há muito casara com seu tio D. Pedro. Amava a paz entre as nações, a instrução, a ciência, os mais desfavorecidos e repudiava os castigos extremos. A sociedade do tempo começa a fruir de uma atmosfera de debate crítico que a repressão policial e a Inquisição decadente de forma alguma controlam. A rainha suporta tal ambiência com um espírito de justiça e com uma genuína catolicidade que ao castigo prefere a reeducação, quando do exterior sopram já fortes ventos de Revolução. O repúdio desta, somado aos desgostos de família e sobretudo à questão dos bens dos fidalgos absolvidos da conspiração contra D. José I, estariam na origem da loucura que a afastou do poder em 1792.
D. João VI book cover
#27

D. João VI

2006

Filho segundo, nascido em 1767, D. João assumiu o governo do reino em consequência da morte do irmão D. José (1788) e da demência da mãe. Governou numa época tumultuosa, marcada pela Revolução Francesa e pela guerra. Procurou manter a neutralidade, mas acabou por ceder ao ultimato francês, quando era já tarde, não evitando a invasão de Portugal (1807). Irresoluto, adiou até ao último instante a retirada para o Brasil, que elevaria a reino. Em 1820, triunfava em Portugal uma revolução liberal, que o forçou a regressar, deixando o filho D. Pedro na regência. Em Lisboa, aceitou as limitações que as Cortes lhe impunham, mas nada fez para evitar a independência do Brasil. Entretanto, a mulher e o filho mais novo, D. Miguel, puseram-se à cabeça da contrarevolução, que o restituiu às prerrogativas de rei absoluto (1823). Moderado, preferiu porém prometer uma carta constitucional. Diz-se que por isso terá sido envenenado. A sua morte, em 1826, abriu uma profunda crise sucessória.
D. Pedro IV book cover
#28

D. Pedro IV

2006

Um rei que a morte transformou num herói romântico quase paradigmático, a que não faltou a entrega do seu coração à Cidade Invicta. D. Pedro de Alcântara, quarto filho de D. João VI e de D. Carlota Joaquina de Bourbon, nasceu em 12 de Outubro de 1798, no palácio de Queluz, aonde voltaria 35 anos mais tarde, agora para morrer, após a vitória na guerra civil que o opusera a seu irmão D. Miguel. Quando embarcou para o Brasil, acompanhando a comitiva régia, Pedro não guardava boas recordações da sua meninice. Envolvido pela liberdade comportamental fluminense a partir dos 10 anos, deixou-se ir contaminando por tudo o que a sua natureza exuberante, rica e apaixonada lhe pudesse proporcionar. A partir de 1822, com o «Fico», tornou-se brasileiro, encabeçando o movimento da independência e liderando a construção e unificação de um dos grandes impérios contemporâneos, cuja arquitectura institucional ajudou a definir. Devem-se à sua iniciativa a inspiração de duas constituições: a brasileira de 1824 e a portuguesa, de 1826.
D. Miguel book cover
#29

D. Miguel

2006

D. Miguel nasceu em Lisboa em 26 de Outubro de 1802 e morreu em Bronnbach (Alemanha) em 14 de Novembro de 1866. Reinou durante pouquíssimo tempo (1828 -1834), e os dois últimos anos em guerra civil. Vencido, foi expulso do país e proibido de aqui regressar. Casou e morreu no estrangeiro, já idoso. Por junto, não chegou a viver catorze anos na pátria de cujos valores se afirmou defensor. O seu nome é indissociável do movimento de recusa do liberalismo que em Portugal ficou conhecido como miguelismo e a sua imagem está indelevelmente ligada às acções contrarevolucionárias, sobretudo na sua dimensão violenta e popular. Poucos reis foram tão amados e tão odiados como D. Miguel e poucos deram origem a imagens tão contrastadas: rei portuguesíssimo, devoto, último rei amado pelo povo, para uns; rei bronco e cruel, súmula dos vícios e dos defeitos portugueses, segundo outros. Não se pretende com este livro tomar posição em relação a essas imagens. Pretendese tão só situá-las e alargar o ângulo de visão que as formou de modo a compreender um pouco melhor os vários contextos da História de Portugal que D. Miguel percorreu e o modo como os terá vivido e neles actuado.
D. Maria II book cover
#30

D. Maria II

2005

D. Maria II nasceu no Rio de Janeiro, em 1819, e morreu em Lisboa, em 1853. Do seu casamento com D. Fernando de Saxe-Coburgo-Gotha resultaram onze filhos, dos quais sete sobreviveram, tendo o parto do último ocasionado a morte da rainha. Subiu ao trono em Setembro de 1834, no final da guerra civil entre liberais e absolutistas. Tinha apenas quinze anos, e do mundo apenas conhecia os palácios dos reis e dos príncipes. O seu reinado ficou indelevelmente marcado pela controversa figura de António Bernardo da Costa Cabral, um indivíduo humilde e ambicioso, mas enérgico e audaz, a quem ela fez primeiro-ministro e conde de Tomar. No dia em que morreu, D. Fernando, devastado pelo desgosto, recordou-a como «a melhor das mães e o modelo das esposas».
D. Pedro V book cover
#31

D. Pedro V

2005

Lindo, fúnebre e solitário, D. Pedro V foi um cometa que iluminou a quarta dinastia. Filho de D. Maria II de Bragança e de D. Fernando de Saxe Coburgo, nasceu em Lisboa, no Palácio das Necessidades, a 16 de Setembro de 1837. Foi uma criança prodígio, mais afeiçoada aos estudos do que aos brinquedos. Após a morte de sua mãe, e por ter de esperar dois anos até atingir a maioridade, viajou pela Europa. Seria coroado a 16 de Setembro de 1855. Três anos depois, casava-se com um membro da casa real da Prússia, D. Estefânia de Hohenzollern Sigmaringen, com quem manteve uma relação platónica. Morreu aos 24 anos, a 11 de Novembro de 1861. Existiam, na sua natureza, contrastes surpreendentes. Era severo e gentil; modesto e sarcástico; tinha carências afectivas e era de uma frieza que podia ferir. Para o bem e para o mal, não teve tempo de mostrar aquilo de que era capaz. Morreu, como afirmou desejar, na flor da idade. Passou à história sob o cognome de o Esperançoso.
D. Luís book cover
#32

D. Luís

2006

D. Luís, um rei de convicções cujo momento da morte coincidiu com um momento de viragem na história da monarquia constitucional.
D. Carlos book cover
#33

D. Carlos

2006

«A melhor maneira de celebrar \[a data do regicídio\] é tentar compreender quem foi, de facto, esse monarca reformista. Isso pode (e deve) ser feito lendo a biografia que Rui Ramos escreveu, uma biografia que, e passo a citar Vasco Pulido Valente,"não é só uma biografia, é a história de uma época ou, mais precisamente, da decadência e queda do regime monárquico. Há muito tempo que não se escrevia nada de comparável. Céptico, penetrante, minucioso, D. Carlos diz mais sobre o país pobre a patético que somos do que toda a 'análise política' por aí à venda." Nem mais. \[...\] As 512 páginas de texto incluem vários anexos, uma cronologia detalhada, genealogias dos reis de Portugal (a da IV Dinastia inclui as ramificações até à actualidade), fontes, bibliografia e um utilíssimo índice remissivo. Também há portfolio fotográfico. O indispensável ponto de partida para um debate sério.» Eduardo Pitta, daliteratura.blogspot.com
D. Manuel II book cover
#34

D. Manuel II

2006

Sossegado, estudioso e amante da música, teve de interromper os estudos, aos dezoito anos, para assumir o trono no resultado da tragédia que ceifou as vidas de seu pai e irmão... A sua cultura e erudição e o imenso amor pelos livros e por tudo o que era português são a marca inconfundível da sua actividade de bibliógrafo e investigador.

Authors

Hermenegildo Fernandes
Hermenegildo Fernandes
Author · 1 book
HERMENEGILDO FERNANDES nasceu a 9 de Junho de 1964. É licenciado em História na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, onde obteve o mestrado em História Medieval com a tese Organização do espaço e sistema social no Alentejo Medievo. O caso de Beja. Doutorou-se em 2001 na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa com a tese Entre Mouros e Cristãos. A sociedade de fronteira no Sudoeste Peninsular Interior (séculos XII-XIII) desde então tem-se concentrado nos problemas da transição entre a sociedade islâmica e os reinos cristãos num contexto ibérico e mediterrânico. Actualmente, é Director da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, onde é Professor Catedrático e lecciona desde 1987. Tem-se dedicado ao ensino da História Medieval, da História do al-Andalus e da História do Islão Medieval e foi, entre 2010 e 2013, Subdirector da FLUL. É membro da Sociedade Portuguesa de Estudos Medievais, da Sociedade de Geografia de Lisboa, investigador do Centro de História da FLUL e Professor Visitante na Universidade Muhammad V al-Agdal de Rabat. Colaborou na História de Portugal dirigida por João Medina (1992 e na Nova História de Portugal, dirigida por A.H de Oliveira Marques (1996). Entre as publicações destaca: Sancho II. Tragédia (2006), Nação e Identidades. Portugal, os Portugueses e os Outros (com Isabel Castro Henriques, José da Silva Horta e Sérgio Campos Matos (2009) e Olhares sobre a História. Estudos oferecidos a Iria Gonçalves (com Amélia Aguiar Andrade e João Luís Fontes) (2009).
Rita Costa Gomes
Rita Costa Gomes
Author · 1 book

RITA MARIA FERNANDES DA COSTA GOMES nasceu em Lisboa, em 1959. É licenciada em História (1981) e doutorada em História Medieval (1994), pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, onde exerceu funções docentes entre 1982 e 2003, leccionando História Medieval dos séculos V-XI, História Medieval dos séculos XII-XV e História da Religião na Idade Média. Foi ainda membro do Núcleo Científico de Estudos Medievais da FCSH/UNL. Actualmente é, desde 2005, professora no departamento de História da Universidade de Townson (EUA), tendo como área de investigação a antropologia histórica; a história ibérica e mediterrânica na época medieval e a história da realeza e da corte medieval e renascentista em Portugal e em Espanha.

Leontina Ventura
Leontina Ventura
Author · 2 books

LEONTINA VENTURA é professora associada da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra e membro do Centro de História da Sociedade e Cultura. Doutorou-se em 1993 com uma tese intitulada A Nobreza de Corte de Afonso III, premiada pela Confédération Internacionale de Généalogie et d’Héraldique Scientifiques. Desde então a sua atividade de investigação tem-se concentrado no estudo da nobreza e das aristocracias locais. Entre os trabalhos publicados, contam-se vários estudos sobre famílias da nobreza ou das aristocracias locais, nomeadamente sobre os Aboim/Portel, os Briteiros (co-autoria), os Portocarreiros e os Rabaldes. Colaborou na Nova História de Portugal (dir. Joel Serrão e A. H. de Oliveira Marques), vol. 3, Lisboa, 1996; em As comunicações na Idade Média, coord. de Maria Helena da Cruz Coelho, Lisboa, 2002; no Inventário do Museu Nacional de Machado de Castro. Colecção de ourivesaria medieval, séculos XII-XV, Lisboa, 2003. O seu último trabalho é a biografia de D. Afonso III, recentemente publicada pelo Círculo de Leitores (2006). Tem-se dedicado também à história da Coimbra medieval e à publicação de fontes, merecendo destaque o Livro Preto da Sé de Coimbra (1978-1980) e o Livro Santo de Santa Cruz (1990).

Ângela Barreto Xavier
Ângela Barreto Xavier
Author · 3 books
ÂNGELA BARRETO XAVIER nasceu em Goa, a 27 de Janeiro de 1968. É licenciada em História, variante História da Arte pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, mestre em História e Política e Social Moderna pela mesma faculdade e doutorada em História e Civilização pelo Instituto Universitário Europeu, de Florença. Leccionou na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, no Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa, e foi Maître de Conférences Invitée na École des Hautes Études en Sciences Sociales. É ainda Investigadora Auxiliar do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa. Tem desenvolvido trabalhos no âmbito da história das ideias e da cultura em Portugal, nos séculos XVI e XVII.
Maria Beatriz Nizza da Silva
Maria Beatriz Nizza da Silva
Author · 1 book

MARIA BEATRIZ MARQUES NIZZA DA SILVA nasceu em 1938. Formou-se em Ciências Históricas e Filosóficas pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, em 1961. Foi professora titular de Teoria e Metodologia da História da Universidade de São Paulo, pela qual se aposentou em 1990, de História do Brasil na Universidade Portucalense Infante D. Henrique e na Universidade Aberta de Lisboa. É Presidente da Sociedade Brasileira de Pesquisa Histórica (SBPH), sócia correspondente da Academia Portuguesa da História e membro da Comissão Internacional de História da Historiografia e da Federação Internacional de Pesquisa em História da Mulher, além de outras associações cientificas no Brasil. Orientou diversas dissertações e teses e é autora de vários livros e artigos, entre eles, Cultura no Brasil Colônia (1981); Sistema de casamento no Brasil colonial (1984); Dicionário da História da Colonização Portuguesa no Brasil (1994); História da família no Brasil colonial (1998); A cultura luso-brasileira: da reforma da Universidade à Independência do Brasil (1999); Donas e plebéias na sociedade colonial (2002); D. João V (2005); Ser nobre no Brasil (2005); e A Gazeta do Rio de Janeiro, 1808-1822: cultura e sociedade (2007).

Maria João Violante Branco
Maria João Violante Branco
Author · 1 book

MARIA JOÃO VIOLANTE BRANCO nasceu em Lisboa, a 2 de Fevereiro de 1961. Licenciou-se em História pela Universidade Livre (1983), e concluiu o seu Mestrado em História Medieval na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa (1990) e doutorou-se na mesma área (2000), na Universidade Aberta, com a tese Poder real e eclesiásticos: a evolução do conceito de soberania régia e a sua relação com a praxis política de Sancho I e Afonso II. É actualmente, desde Agosto de 2011, professora auxiliar de História Medieval na FCSH/UNL. Anteriomente, entre 1991 e 2011, foi docente, na mesma área, da Universidade Aberta. De 2001 a 2003 esteve na Universidade de Oxford, como directora do Centro de Língua Portuguesa do Instituto Camões, Supernumerary Fellow do St. John's College e docente (lecturer & tutor) do Departamento de História dessa Universidade. Regressada à Universidade Aberta nesse ano, montou e co-coordenou o Mestrado em Estudos Medievais sobre o Poder e leccionou unidades curriculares e seminários de 1º e 2º ciclo nessa mesma universidade. Foi directora do Departamento de Ciências Humanas e Sociais dessa Universidade entre 2006 e 2008. As suas áreas de investigação pessoal são a construção do poder real e as elites eclesiásticas ligadas ao poder político, as relações entre o Papado e Portugal até meados do século XIII, a criação de identidades e processos de institucionalização de poderes e a influência que as redes clientelares dos círculos próximos dos monarcas, especialmente as dos eclesiásticos, desempenharam nesse processo. É académica correspondente da Academia Portuguesa da História, membro da Sociedade Portuguesa de Estudos Medievais, da qual é vogal fiscal, e foi membro fundador. Pertence ainda, como membro integrado, ao Instituto de Estudos Medievais, da FCSH da Universidade Nova, do qual é presidente, desde Maio de 2016, e ao Centro de Estudos de História Religiosa da Universidade Católica, onde é membro colaborador desde 2010, tendo sido, até essa data, membro Integrado do CEHR. Coordenou, entre 2015 e 2019, o projecto Testemunho, Memória e Identidade: os Annales Portugalenses Veteres e a construção da mais antiga tradição historiográfica do território portucalense, financiado pela Fundação Calouste Gulbenkian e pela Fundação para a Ciência e Tecnologia. Entre as suas publicações contam-se D. Sancho I, o Filho do Fundador (Lisboa: Círculo de Leitores, 2006) e os artigos ”The Nobility of Medieval Portugal (XI-XIV centuries): A General Overview,” in Anne Duggan (ed.), Nobles and Nobility in Medieval Europe. Concepts, Origins, Transformations (London: Boydell and Brewer, 2000) e ”The King’s Councellors’ Two Faces: A Portuguese Perspective,”in Peter Linehan and Janet Nelson (eds.), The Medieval World (London and New York: Routledge, 2001).

Mafalda Soares da Cunha
Mafalda Soares da Cunha
Author · 2 books
MAFALDA SOARES DA CUNHA nasceu em Lisboa, a 4 de Agosto de 1960. É licenciada em História pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa (1982), doutorada em História Moderna pela Universidade de Évora (1997) e Agregada na mesma área e pela mesma universidade (2007). É actualmente professora associada com agregação do Departamento de História da Universidade de Évora e coordenadora desde 2018 do projeto europeu RESISTANCE: Rebellion and Resistance in the Iberian Empires, 16th-19th centuries. Foi directora do Centro de Estudos Interdisciplinares de História, Culturas e Sociedade (2001-2013), onde é investigadora. Foi ainda vogal da Comissão Executiva da Comissão Nacional para a Comemoração dos Descobrimentos Portugueses (1998-1999) e vogal da direcção da Associação Portuguesa de História Económica e Social (2015-2017). As suas áreas científica de interesse são a História Moderna; a história da nobreza e das elites sociais; a história das elites coloniais, redes sociais e mobilidade social, sobre os quais publicou numerosos textos.
Paulo Jorge Fernandes
Paulo Jorge Fernandes
Author · 2 books

PAULO JORGE CHALANTE AZEVEDO FERNANDES nasceu em Lisboa, a 7 de Janeiro de 1966. Frequentou o Liceu Camões (1978-1985). Fez a licenciatura em História na Universidade Autónoma de Lisboa (1987-1991) e concluiu o mestrado em História dos Séculos XIX-XX (secção do Século XIX) na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa (1997). Doutorado em História Institucional e Política Contemporânea pela FCSH/NOVA (2007) é actualmente professor auxiliar nesta instituição onde tem leccionado História de Portugal Contemporâneo (Século XIX), História do Brasil Contemporâneo, História de Espanha, História Comparada do Colonialismo Europeu no Século XIX e História Política do Liberalismo em Portugal. Colaborou em diferentes projectos de investigação no Instituto de Sociologia Histórica da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, no Centro de Estudos de História Contemporânea Portuguesa do ISCTE-IUL e no Instituto de Investigação Pluridisciplinar da Universidade Autónoma de Lisboa. É investigador e vogal da direcção do Instituto de História Contemporânea da FCSH da Universidade Nova de Lisboa, membro da Settler Colonial Studies Network e membro da Rede Portuguesa de História Ambiental. Foi secretário da Penélope - Revista de História e Ciências Sociais (2001-07) e membro do Conselho de Redacção da revista Anais (2005-08). Os seus interesses de investigação estão, igualmente, voltados para o tema da violência política numa perspectiva comparada. Publicou mais recentemente: Mariano Cirilo de Carvalho: o «Poder Oculto» do liberalismo português, 1876-1892 (2010) e Mouzinho de Albuquerque: um soldado ao serviço do Império (2010). Tem, igualmente, participado em obras colectivas, de que se destacam mais recentemente as publicações de “O papel político e o funcionamento do Parlamento em Portugal”, in ALMEIDA, Pedro Tavares de e LUZÓN, Javier Moreno (ed.), Das Urnas ao Hemiciclo: eleições e parlamento em Portugal (1878-1926) e Espanha (1875-1923) (2012) e “O Sistema Político na Monarquia Constitucional (1834-1910)”, in FREIRE, André (dir.), O Sistema Político Português, Séculos XIX-XXI: continuidades e ruturas (2012). Tem actualmente em preparação um livro sobre as campanhas africanas de 1890 a 1918 que será publicado pela Imprensa Nacional-Casa da Moeda.

António de Oliveira
António de Oliveira
Author · 4 books

ANTÓNIO DE OLIVEIRA nasceu em Mosteiro de Fráguas, concelho de Tondela, em 1931. É licenciado em Ciências Históricas e Filosóficas (1959) e doutorado em História Moderna (1972), pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. Nesta instituição iniciou e prosseguiu a carreira académica, sendo actualmente professor catedrático jubilado. Depois do período de formação como assistente, centrou a sua investigação e ensino em problemáticas dos séculos XVI e XVII referentes à economia, demografia, sociedade, cultura e poder político. Desempenhou, entre outros cargos, o de Director do Arquivo da Universidade de Coimbra (1976/80) e fez parte de conselhos científicos sediados em espaços universitários e outras instituições de investigação e cultura como a Comissão Nacional para as Comemorações dos Descobrimentos Portugueses, o Instituto Camões e a Escola Superior de Educação de Viseu. Entre os múltiplos trabalhos de índole histórica que publicou encontram-­ se a dissertação de doutoramento, intitulada A Vida Económica e Social de Coimbra de 1537 a 1640 (Coimbra: Instituto de Estudos Históricos Doutor António de Vasconcelos, 1971-1972, 2 vols., Prémio Nacional de História de 1973); Poder e Oposição Política em Portugal no Período Filipino (1580-1640) (Lisboa: Difel, 1991); Movimentos Sociais e Poder em Portugal no Século XVII (Coimbra: Instituto de História Económica e Social / Faculdade de Letras, 2002); D. Filipe III (Lisboa: Círculo de Leitores / Temas & Debates, 2005 e 2008); Antiquarismo e História. (Coimbra: Palimage, 2013); Capítulos de História de Portugal,(Coimbra: Palimage, 2015, 3 vols.). Faleceu a 1 de Janeiro de 2021.

Maria Paula Marçal Lourenço
Maria Paula Marçal Lourenço
Author · 1 book

MARIA PAULA MARÇAL LOURENÇO nasceu em Lisboa a 12 de Setembro de 1961. É Licenciada em História (1985), Mestre (1988) e Doutora (2000) em História Moderna, pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, onde é Professora Auxiliar do Departamento de História. É investigadora do Centro de História da Universidade de Lisboa e membro da Associação Portuguesa de História Económica e Social, académica de número da Academia Portuguesa da História e de outras academias. Para além da participação em vários projectos de investigação nacionais e estrangeiros, recebeu, em Julho de 2005, o Prémio Fundação Calouste Gulbenkian de História Moderna e Contemporânea atribuído à obra A Casa das Rainhas de Portugal (1640-1754) instituído na Academia Portuguesa da História (no prelo). Entre as publicações de maior destaque, citem-se A Casa do Infantado [1654-1706] (Lisboa, Junta Nacional de Investigação Científica/Centro de História da Universidade de Lisboa, 1995), D. Pedro II: o Pacífico (Lisboa, Círculo de Leitores/CEPCEP, 2006) e Rainhas no Portugal Moderno (Lisboa, Colibri, 2013).

Leonor Freire Costa
Leonor Freire Costa
Author · 2 books
MARIA LEONOR FREIRE COSTA nasceu em Lisboa, a 4 de Novembro de 1961. É licenciada em História, pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa (1983) e doutorada em História Económica e Social, pelo Instituto Superior de Economia e Gestão da Universidade Técnica de Lisboa (2001), onde fez a agregação em História Económica e Social (2009). Actualmente, é Professora Auxiliar com Agregação do Departamento de Ciências Sociais do ISEG e Investigadora Associada do Instituto de Ciências Sociais (ICS-UL). Coordena o projecto Dívida Soberana e Crédito Privado em Portugal (1668-1797). Foi vice-presidente da Associação Portuguesa de História Económica e Social (APHES).
Ana Isabel Buescu
Ana Isabel Buescu
Author · 1 book

ANA ISABEL DE LEMOS CARVALHÃO BUESCU DE VASCONCELOS E SOUSA nasceu em Lisboa, a 25 de Agosto de 1957. É licenciada em História (1981) e doutorada em História Cultural e das Mentalidades Moderna (1996) pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, onde é professora auxiliar com agregação no departamento de História. É investigadora integrada no Centro de História d'Além Mar (CHAM-FCSH/UNL-UAç) e foi secretária da redacção da Revista da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas (1989-1995) e Presidente do Instituto Pluridisciplinar de História das Ideias (1995-1999) da mesma faculdade. Pertence ao projecto DIAITA: património alimentar da Lusofonia (2013-) e foi membro da equipa de investigação do projecto -Books of Hours in Royal Libraries (2015-2018). Tem-se interessado por temas relativos à cultura de corte; livro e livrarias, história da infância e da educação; história das mulheres e ainda por aspectos da cultura medieval. Para além da participação e organização de várias reuniões científicas e da publicação de artigos e ensaios em revistas e actas de colóquios, publicou vários livros: O Milagre de Ourique e a História de Portugal de Alexandre Herculano. Uma Polémica Oitocentista (1987), Imagens do Príncipe. Discurso Normativo e Representação (1525-1549) (1996), Memória e Poder. Ensaios de História Cultural (séculos XV-XVIII) (2000), D. João III (1502-1557) (2005), Catarina de Áustria. Infanta de Tordesilhas, Rainha de Portugal (2007), Na Corte dos Reis de Portugal. Saberes, ritos e memórias. Estudos sobre o séc. XVI (2010), A livraria renascentista de D. Teodósio I, duque de Bragança (2016), D. Beatriz de Portugal (1504-1538): a infanta esquecida (2019), e em colaboração, coordenou a edição O Corpo e o Gesto na Civilização Medieval (2006), História e Ciência da Catástrofe - 250.º Aniversário do terramoto de 1755 (2007) e A Mesa dos Reis de Portugal (2011).

Luís Adão da Fonseca
Luís Adão da Fonseca
Author · 1 book

LUÍS ADÃO DA FONSECA nasceu em Lisboa, a 6 de Junho de 1945. Licenciado em História pela Faculdade de Letras do Porto (1968) e doutorado em História Medieval pela Universidade de Navarra (1975). Foi professor de História Medieval na Faculdade de Letras da Universidade do Porto, entre 1968 e 2003. Foi professor visitante em Espanha (1975-1981), na Ecole des Hautes Etudes en Sciences Sociales de Paris (1991), na Universidade de São Paulo (1997) e na Johns Hopkins University em Baltimore, EUA (1998). Foi Presidente do Instituto Camões (1992-95) e vice-reitor da Universidade Lusíada do Porto. É autor das seguintes obras: O Tratado de Tordesilhas e a diplomacia luso-castelhana no século XV (Lisboa, Edições Inapa, 1991); Vasco da Gama. O homem, a viagem, a época (Lisboa, Expo'98, 1997); Pedro Álvares Cabral. Uma viagem (Lisboa, Edições INAPA, 1999); Dal Mediterraneo all’Atlantico. Le scoperte e la formazione del Mare Oceano nel secoli XIV-XIV (Pisa-Cagliari, Edizioni ETS-Istituto di Storia dell’Europa Mediterranea, 2004) e D. João II (Lisboa, Círculo de Leitores, 2005).

Amélia Polónia
Amélia Polónia
Author · 1 book
AMÉLIA MARIA POLÓNIA DA SILVA nasceu no Porto, em 1962. Licenciou-se em História na Faculdade de Letras do Porto (1984), onde também se doutorou (2000), sendo Professora Catedrática desta instituição no Departamento de História, Estudos Políticos e Internacionais. Investigadora do CITCEM - Centro de Investigação Transdisciplinar «Cultura, Espaço e Memória», foi Vogal do Conselho Diretivo da Fundação para a Ciência e Tecnologia (2022-2023), Presidente da Associação Portuguesa de História Económica e Social (2021-2022), e Vice-Presidente da International Maritime History Economic Association (IMEHA), além de pertencer ao conselho editorial de revistas de especialidade, nomeadamente do IJMH-International Journal of Maritime History; Revista da Faculdade de Letras – História e da revista Locus – Revista de História da Universidade de Juiz de Fora. Coordenadora de vários projectos de investigação interdisciplinares, tem como principais áreas de docência a metodologia do trabalho científico, a história da expansão portuguesa e a história da colonização europeia, as quais intercepta com investigação em áreas como as das identidades socioprofissionais, o estudo de redes auto-organizadas e a análise social de comunidades marítimas.
Maria Helena da Cruz Coelho
Maria Helena da Cruz Coelho
Author · 4 books

MARIA HELENA DA CRUZ COELHO nasceu no Porto, a 15 de Maio de 1948. Licenciada (1971) e doutorada (1983) em História, é Professora Catedrática jubilada da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. Actualmente é professora na Universidade Autónoma, na qual dirige o Centro de Investigação em Ciências Históricas, membro da Associação Portuguesa de História Económica e Social, de que foi membro da direcção (1987-1991); académica correspondente da Academia das Ciências de Lisboa, da Academia de Marinha e da Real Academia de la Historia; académica de número da Academia Portuguesa da História; Presidente do Conselho Directivo da Sociedade Portuguesa de Estudos Medievais e membro do conselho editorial da Imprensa Nacional-Casa da Moeda. Foi Directora da Revista Portuguesa de História, entre 2003 e 2017. Foi agraciada, em 2011, pelo Presidente da República, com o Grande-Oficialato da Ordem do Infante D. Henrique. A sua investigação, divulgada em mais de trezentas e cinquenta reuniões científicas no país e no estrangeiro, e em mais de duzentos artigos e obras, incide sobre as mais diversas temáticas do período medieval, com destaque para a história religiosa, institucional, económico-social, o mundo rural e o poder local. Recebeu o Prémio Ciência da Fundação Calouste Gulbenkian, sete prémios da Academia Portuguesa da História e a medalha de mérito, Grau Ouro, da Câmara Municipal de Arouca.

Bernardo Vasconcelos e Sousa
Bernardo Vasconcelos e Sousa
Author · 4 books

BERNARDO VASCONCELOS E SOUSA nasceu em Lisboa, a 21 de Fevereiro de 1957. É licenciado em História, pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (1980) e doutorado em História Económica e Social da Idade Média, pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa (1995), onde é professor associado no departamento de História, coordenador do Mestrado em História (desde 2010) e co-fundador e co-coordenador do Mestrado em Ciências da Informação e da Documentação (2004-2010). É investigador integrado do Instituto de Estudos Medievais, de que foi presidente (2006-2008). É membro titular da Académie Internationale de Généalogie, desde 2004; membro dos corpos gerentes da Sociedade Portuguesa de Estudos Medievais, desde 2003; vice-presidente do Conselho Superior de Arquivos, entre 2001 e 2003; director do Instituto dos Arquivos Nacionais/Torre do Tombo (IAN/TT), entre 1998 e 2001; subdirector do IAN/TT, entre 1996 e 1998 e membro correspondente da Academia Portuguesa da História e da Academia de Marinha. Entre as suas publicações contam-se Os Pimentéis. Percursos de uma Linhagem da Nobreza Medieval Portuguesa (Séculos XIII-XIV), 2000 (Prémio Júlio de Melo Fogaça, da Academia das Ciências de Lisboa); D. Afonso IV (1291-1357), 2005, e a parte sobre Idade Média da História de Portugal dirigida por Rui Ramos, 2012 (Prémio D. Dinis 2009, da Fundação Casa de Mateus). Coordenou a obra Ordens Religiosas em Portugal. Das Origens a Trento – Guia Histórico, 2006 (Prémio A. de Almeida Fernandes de História Medieval Portuguesa) e o volume sobre a Idade Média da História da Vida Privada em Portugal, dir. por José Mattoso, 2010. Co-editou o livro The Historiography of Medieval Portugal (c. 1950-2010), dir. por José Mattoso, 2012.

Luís A. de Oliveira Ramos
Luís A. de Oliveira Ramos
Author · 1 book

LUÍS ANTÓNIO DE OLIVEIRA RAMOS nasceu a 27 de Maio de 1939, em Braga. Licenciado em Ciências Histórico-Filosóficas, pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (1961) e doutorado em História Moderna e Contemporânea, pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto (1972), onde foi professor catedrático, presidente do Instituto de História Moderna (1998-1999) Durante o Estado Novo, foi Procurador à Câmara Corporativa e deputado à Assembleia Nacional nas X e XI legislaturas (1969-1974). Foi Reitor da Universidade do Porto (1982-1985) e Vogal da Direcção da CRE - Conselho de Reitores Europeus (1984-1989). Presidiu ao Conselho Científico de Ciências Humanas do Instituto Nacional de Investigação Científica (1984-1992), tendo sido ainda Presidente de Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (1983-1985) e Presidente do Conselho Científico da Comissão Nacional para as Comemorações dos Descobrimentos Portugueses (1999) Para além destes cargos, desempenha, desde 1980, o lugar de Director do Centro de Estudos Norte de Portugal - Aquitânia. Em 1987 exerceu a função de Director de Estudos associado da École Pratique des Hautes Études en Sciences Sociales, da Sorbonne. Dedica-se à investigação sobre a Ilustração e o Liberalismo, bem como à História do Brasil Colonial, áreas onde publicou inúmeros artigos. Participou em numerosos congressos internacionais, tendo proferido conferências em universidades da Europa e da América Latina, nomeadamente no Brasil, na Argentina, na França, na Alemanha, na Espanha. Foi condecorado, pela Presidência da República, com a Grã-Cruz da Ordem da Instrução Pública (1988) e com a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique (1994).

Maria Cândida Proença
Maria Cândida Proença
Author · 4 books

MARIA CÂNDIDA ALES MOURÃO DIAS BARROSO PROENÇA nasceu em Viana do Castelo, a 20 de Outubro de 1938. É licenciada em História pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (1978), mestre em História dos séculos XIX e XX [secção do século XIX] (1987) e doutorada em História Cultural e das Mentalidades Contemporânea pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa (1993), onde leccionou entre 1983 e 2008. É ainda investigadora integrada do Instituto de História Contemporânea (IHC-FCSH/UNL) e foi comissária da exposição «Educar – Educação para todos: o ensino na I República» (2010). Tem-se dedicado ao estudo e investigação de temas de História Política e da Cultural dos Séculos XIX e XX, História da Educação na época contemporânea, História Local e Ensino da História nas suas perspectivas histórica e didáctica. É autora de mais de duas dezenas de livros sobre temáticas de História Cultural e Política, História Local, História da Educação e Didáctica da História. Tem participado em numerosos congressos e colóquios no país e no estrangeiro e colaborado com artigos em jornais e revistas da especialidade. Tem coordenado vários projectos de investigação sobre História Local, História Cultural e das Mentalidades.

Maria Filomena Monica
Maria Filomena Monica
Author · 10 books

MARIA FILOMENA MÓNICA nasceu em Lisboa, a 30 de Janeiro de 1943. Licenciou-se em Filosofia na Universidade de Lisboa, em 1969, e doutorou-se em Sociologia na Universidade de Oxford, em 1978. Colabora regularmente na imprensa. Entre outros livros publicados, é autora de «Eça de Queirós» (Quetzal, 2001), «Bilhete de Identidade» (Alêtheia, 2005) e «Cesário Verde» (Alêtheia, 2007). É investigadora-coordenadora do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa.

Maria Augusta Lima Cruz
Maria Augusta Lima Cruz
Author · 1 book

MARIA AUGUSTA LIMA CRUZ nasceu em Lisboa, a 2 de Agosto de 1944. Licenciou-se em História pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (1967) e doutorou-se em História Moderna pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa (1987). Exerceu funções docentes na FCSH, entre 1984 e 1999 e no ICS da Universidade do Minho, entre 1999 e 2010. Centrada na expansão portuguesa na Ásia e no Norte de África (Marrocos), séculos XV a XVII, a investigação que tenho vindo a desenvolver estrutura-se preferencialmente em torno dos seguintes eixos: edição de obras, reflexão sobre os discursos letrados da época e estudo de certos percursos e comportamentos sociais, colectivos e individuais.

Fernando Bouza Álvarez
Fernando Bouza Álvarez
Author · 2 books

FERNANDO BOUZA ÁLVAREZ nació en Madrid, en 1960. Es Profesor Catedrático de Historia Moderna en la Universidad Complutense de Madrid, universidad por la que se doctoró con una tesis sobre el Portugal de Felipe II. Ha sido profesor visitante en EHESS, París (1996); The Johns Hopkins University, Baltimore (1998); University of California at Berkeley (2007); Collège de France, Paris (2008); y Universidade de São Paulo (2013). Ha colaborado en actividades de evaluación y seguimiento de programas y convocatorias de I + D en España, Francia y Portugal. Entre sus líneas de investigación se encuentran la historia cultural ibérica del Siglo de Oro y la historia de la comunicación política en la alta Edad Moderna europea. Entre sus libros se encuentran Imagen y propaganda. Capítulos de historia cultural del reinado de Felipe II. Madrid, 1998; Cartas para duas infantas meninas. Portugal na correspondência de D. Filipe I para as suas filhas (1581-1583). Lisboa, 1999 ; Portugal no tempo dos Filipes. Política, cultura, representações (1580-1668), Lisboa, 2000; Corre manuscrito. Una historia cultural del Siglo de Oro. Madrid, 2001; Palabra e imagen en la corte. Cultura oral y visual de la nobleza en el Siglo de Oro. Madrid, 2003; Communication, knowledge, and memory in early modern Spain. Philadelphia, 2004; D. Filipe I, Lisboa, 2008; Papeles y opinión. Políticas de publicación en el Siglo de Oro. Madrid, 2008; Hétérographies. Formes de l´écrit au Siècle d´Or espagnol. Madrid, 2010; Dásele licencia y privilegio. Don Quijote y la aprobación de libros en el Siglo de Oro. Madrid, 2012.

Maria de Fátima Bonifácio
Maria de Fátima Bonifácio
Author · 3 books
MARIA DE FÁTIMA OLIVEIRA DA SILVA BONIFÁCIO nasceu em Lisboa, a 16 de Agosto de 1948. Estudou no Colégio Alemão de Lisboa e Porto. Durante três anos frequentou a Universidade de Genebra. Licenciou-se em História na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (1978) e doutorou-se na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa (1990), onde também fez a agregação em 1998 e leccionou no Departamento de História entre 1980 e 2006. Em simultâneo com a carreira docente, fez a carreira de investigação no Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa (ICS-UL), onde é actualmente investigadora jubilada, desde 2012. Foi membro do conselho científico da Fundação Francisco Manuel dos Santos entre 2009 e 2013. Recebeu vários prémios pela sua obra historiográfica, de onde se destaca o Prémio Máxima de Ensaio (2010) e o Prémio Grémio Literário (2013). Foi colunista da revista Atlântico e colabora frequentemente na imprensa, nomeadamente no diário Público e no jornal on-line Observador.
Eugénio Francisco dos Santos
Eugénio Francisco dos Santos
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EUGÉNIO FRANCISCO DOS SANTOS nasceu em Santa Maria da Feira, em Março de 1937. Doutorado em História Moderna e Contemporânea pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto (1977), onde foi professor catedrático desde 1980, encontrando-se jubilado a partir de 2007. Foi presidente do Conselho Científico da sua Faculdade durante dois mandatos, do seu Conselho Pedagógico e também dirigente do Centro de História. Pertenceu a numerosas agremiações científicas como a Academia Portuguesa da História, o Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, o Instituto de Filosofia da Universidade do Porto, a Associação de Historiadores Latino-Americanistas Europeus, da qual foi presidente internacional entre 1995 e 1998, além de outras mais. Teve oportunidade de lecionar, como professor convidado, em Espanha (Santiago de Compostela) e na Holanda (Leiden), além do Brasil. Entre as suas publicações contam-se: Oratório no Norte de Portugal. Contributo para o estudo da história religiosa e social (Instituto Nacional de Investigação Científica, 1982); D. Pedro IV. Liberdade, Paixões, Honra (Círculo de Leitores, 2006, reed. 2008); «Les missions des Temps Modernes au Portugal», in Histoire Vécue du Peuple Chrétien (dir. de Jean Delumeau). Privat, Toulouse, 1979; «A sociedade madeirense da época moderna : alguns indicadores», em Colóquio Internacional de História da Madeira (Secretaria Regional de Turismo, Cultura e Emigração, 1989, I vol); «A Igreja em Portugal sob a monarquia absoluta», em História de Portugal (dir. de João Medina, Ediclube, 1993, vol. VII); «O monacato feminino no Brasil durante a Época Moderna», em I Congresso Internacional del Monacato Feminino en España, Portugal y América (Salamanca, 1992); «Las transformaciones de Portugal en el marco europeo e sus politicas coloniales», em Historia General de América Latina (UNESCO, 1997, vol. IV); «Proclamações, Decretos, Ordens, Editais, Instruções», em O Porto e as Invasões Francesas, 1809-2009. C.M.P., 2009, II vol ; «La Formation de Dom Pedro - IV du Portugal, I.er du Brésil – jusqu’au retour de la famille royale à Lisbonne», em Rio de Janeiro, capitale de L’empire portugais (1808-1821) (Chandaigne,20 10); «Fruta fina em casca grossa» em Revista de história da Biblioteca NacionaI, n.º 74, 2011. Faleceu a 5 de Março de 2022.

Saul António Gomes
Saul António Gomes
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SAUL ANTÓNIO GOMES nasceu em Leiria, a 23 de Junho de 1963. Licenciou-se em História, pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, em 1985. Em 1989 obteve o título de Mestre em História Medieval pela mesma faculdade com a tese O Mosteiro de Santa Maria da Vitória no Século XV. Doutorou-se em 2000, na especialidade de História Medieval, pela Universidade de Coimbra, onde realizou as suas provas públicas, defendendo a dissertação intitulada In Limine Conscriptionis. Documentos, Chancelaria e Cultura no Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra (Séculos XII a XIV). Lecciona, desde 1987, na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, onde, desde 2007, é Professor Auxiliar com agregação. É membro correspondente da Academia Portuguesa da História, colaborador do Centro de Estudos de História Religiosa da Universidade Católica Portuguesa, investigador do Centro de História da Sociedade e da Cultura da Universidade de Coimbra e membro da Rede Portuguesa de História Ambiental. Foi Prémio Gulbenkian de Ciência, em 1999, pela sua obra, em co-autoria com Cristina Pina e Sousa, Intimidade e Encanto. O Mosteiro Cisterciense de Santa Maria de Cós (Alcobaça). Recebeu, em 2005, a Medalha de Honra (grau ouro) atribuída pelo Município da Batalha. Sobre a região alto-estremenha publicou, entre outras obras, O Mosteiro de Santa Maria da Vitória no Século XV, Vésperas Batalhinas. Estudos de História e Arte, Introdução à História do Castelo de Leiria, Porto de Mós. Colectânea Documental e Histórica. Séculos XII a XIV e In Limine Conscriptionis. Documentos, Chancelaria e Cultura no Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra.

Pedro Cardim
Pedro Cardim
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PEDRO ANTÓNIO ALBUQUERQUE CASTRO ALMEIDA CARDIM nasceu em Lisboa, a 13 de Abril de 1967. Licenciado em História (1989), doutorado em História Cultural e das Mentalidades Moderna, com a tese O poder dos afectos: ordem amorosa e dinâmica política no Portugal do Antigo Regime (2000) e agregado em História Moderna (2013) pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, onde é professor no departamento de História, desde 1989. É investigador associado do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa e do laboratório de Investigação «Companhia das Índias» da Universidade Federal Fluminense (Brasil) e investigador integrado do Centro de História de Além-Mar (CHAM-FCHS/UNL-UAç), do Centro de História Religiosa da Universidade Católica Portuguesa. Foi Maître de Conférences Associé do Centre de Recherches Historiques da École des Hautes Études en Sciences Sociales – Paris (1996), Visiting Scholar do Departamento de História da New York University (1999) e Gastprofessor, Institut fur Geschichte, Universitat Wien (2000). É especialista em História da Época Moderna, História Política, História da Cultura Política, História do Direito e História do Brasil Colonial (sécs. XVI-XVIII).

Luís Miguel Duarte
Luís Miguel Duarte
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LUÍS MIGUEL DUARTE nasceu em Viana do Castelo, a 24 de Julho de 1956. Licenciado em História (1979) e Doutor em História da Idade Média (1994), pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto onde lecciona desde 1981 e é, desde 2008, Professor Catedrático no Departamento de História e de Estudos Políticos e Internacionais. É investigador do Centro de Investigação Transdisciplinar Cultura, Espaço e Memória (CITCEM) e membro correspondente da Academia Portuguesa da História. É autor de vários artigos e capítulos em obras colectivas, além dos livros Justiça e Criminalidade no Portugal Medievo (1998); D. Duarte. Requiem por um Rei Triste (2005), Aljubarrota: Crónica dos Anos de Brasa (2007), Ceuta 1415: seiscentos anos depois (2015), entre outras. Colaborou na Nova História de Portugal (1995), na Nova História Militar de Portugal(2003) e na História da Vida Privada em Portugal (2011). Tem como áreas de investigação a história do Porto; a história urbana; a história da justiça e da criminalidade e a história militar.
Nuno Gonçalo Monteiro
Nuno Gonçalo Monteiro
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NUNO GONÇALO MONTEIRO nasceu em Lisboa, em 1955. É licenciado em História, pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (1982), pós-graduado em História Contemporânea, pelo Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa (1986) e doutorou-se em História Moderna, pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa (1995). Foi Assistente na Universidade de Évora e no ISCTE-IUL, antes de se tornar Professor Auxiliar Convidado da segunda instituição (1982) e actualmente é Investigador Coordenador do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa e Professor convidado do ISCTE (Lisboa). Realizou conferências e comunicações em vários países, tendo sido professor visitante em universidades espanholas, francesas e brasileiras. Coordenou vários projectos de investigação internacionais e organizou diversos colóquios e reuniões científicas. Publicou mais de uma centena de títulos.

Jose Mattoso
Jose Mattoso
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JOSÉ MATTOSO nasceu em Leiria, a 22 de Janeiro de 1933. Professor catedrático jubilado, doutorou-se em História Medieval pela Universidade de Lovaina (Bélgica), em 1966, quando era monge beneditino do Mosteiro de Singeverga, onde permaneceu até 1969. Pediu a redução ao estado laical em 1970, iniciando então uma carreira universitária. Leccionou na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, entre 1971 e 1977, e, daí até 1990, na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, Universidade de que foi também vice-reitor (1991-1995). Foi presidente do Instituto Português de Arquivos (1988-1990), director do Instituto de Arquivos Nacionais / Torre do Tombo (1996-1998) e Presidente do Conselho Científico das Ciências Sociais e Humanidades da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (2010-2012). Recebeu o Prémio Pessoa (1987) e o Prémio Internacional de Genealogia Bohüs Szögyeny (1991), Foi condecorado, pela Presidência da República, com o Grande-Oficialato da Ordem de Sant'Iago da Espada (1992). Faleceu a 8 de Julho de 2023, em Torres Vedras.
Maria de Fátima Sá e Melo Ferreira
Maria de Fátima Sá e Melo Ferreira
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MARIA FÁTIMA SÁ E MELO FERREIRA nasceu em Lisboa, a 22 de Agosto de 1950. É licenciada em História, pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e doutorada em História Moderna e Contemporânea, pela Université Panthéon-Sorbonne-Paris I (1995), com a tese Résistances populaires au libéralisme au Portugal (1834-1844). É professora no ISCTE‑IUL, investigadora do Centro de Investigação e Estudos de Sociologia e do Instituto de História Contemporânea (IHC-FCSH/UNL) e membro da Associação Portuguesa de História Económica e Social e da redacção da revista Ler História, da qual foi directora (2014-2016). Integra o projecto Iberconceptos – Por una Historia Conceptual Comparada del Mundo Iberoamericano 1770- 1870 e foi co‑editora do Diccionario político y social del mundo iberoamericano, (Javier Fernández Sebastián, Director), Madrid, Fundación Carolina, 2009. Estuda o século XIX português nas suas dimensões políticas e culturais e, em particular pela história da contra-revolução e história dos movimentos sociais. Trabalha actualmente também sobre a história dos conceitos políticos em perspectiva comparada. Publicou Rebeldes e Insubmissos: resistências populares ao Liberalismo (1834-1844) (Porto: Afrontamento, 2002), e D. Miguel (Lisboa: Círculo de Leitores, 2006, com Maria Alexandre Lousada), além de diversos artigos em revistas nacionais e estrangeiras.

Fernando Dores Costa
Fernando Dores Costa
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FERNANDO DORES COSTA nasceu em Lisboa, a 25 de Julho de 1955. Licenciado em História (1988), mestre (1993) e doutorado (2007) em Sociologia e Economia Históricas pela Universidade Nova de Lisboa, investiga temas de história social portuguesa dos séculos XVII, XVIII e XIX há mais de vinte anos. Dedicou-se nos últimos dez à pesquisa sobre a história social do exército, das práticas de recrutamento, das resistências ao estilo militar e sobre o modo de governo dos homens desde 1640 até ao início do século XIX, área na qual efetuou o seu projecto de pós-doutoramento intitulado Guerra Peninsular – 1808-1814: violência, patriotismo e nacionalismo em anos de convulsão. Actualmente, é investigador do Instituto de História Contemporânea (IHC-NOVA/FCSH) e foi, entre Dezembro de 1995 e Janeiro de 1999, membro da Comissão Nacional para as Comemorações dos Descobrimentos Portugueses (CNCDP). Colaborador do 2º volume da Nova História Militar de Portugal (direcção de António M. Hespanha, Círculo de Leitores, 2004), publicou os seguintes livros e artigos A Guerra da Restauração 1641-1668 (Livros Horizonte, 2004), D. João Carlos de Bragança, 2º duque de Lafões–uma vida singular no Século das Luzes (Edições Inapa, Lisboa, 2006) e D. João VI (Círculo de Leitores, 2006; edição brasileira, São Paulo, 2008), ambos em parceria, e Insubmissão. A aversão ao serviço militar em Portugal no século XVIII (Lisboa: Imprensa de Ciências Sociais, 2010); “A invasão de Masséna em 1810 e as linhas de Torres Vedras: uma paradoxal confluência de objectivos?”, Ler História, nº 58 (2010), 115-135; “Conflictos entre Wellington y los gobernadores de Portugal durante da campaña de 1810-1811 contra Masséna”, Cuadernos de Historia Moderna. Anejo IX, 2010 – La Guerra de la Independencia. Una aportación al bicentenário. Enrique Martínez Ruíz (coord.), Universidad Complutense, Madrid, 123-145; “Beresford e D. João VI – uma inesperada confluência”, Lustosa da Costa a F. Zamut (orgs.) Brasil: 200 anos de Estado 200 anos de administração, Rio de Janeiro: Fundação Getúlio Vargas, 2010, 121-149.; “A Guerra Peninsular vista a partir da Intendência Geral da Polícia”, O «Saque de Évora, Colibri- CIDHEUS-Universidade de Évora, 2010; “Political Paradoxes in Napoleonic Europe. The Portuguese Case.”, Michael Broers, Agustín Guimerá y Peter Hicks (dirs.), El imperio napoleónico y la nueva cultura política europea, Madrid: Centro de Estudios Políticos y Constitucionales, 2011; “O Alentejo como região militar no início do século XIX”, Actas do Iº Colóquio de História do Alentejo – Montemor-o-Novo, Maio de 2009 – Colibri-CIDEUS-Universidade de Évora, 2011; «Oficiais superiores do exército nascidos em Portugal que permanecem no Brasil depois da separação política», J. Murilo de Carvalho et alii (eds.), Linguagens e Fronteiras do Poder, Rio de Janeiro: Fundação Getúlio Vargas, 2011

Rui Ramos
Rui Ramos
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RUI MANUEL MONTEIRO RAMOS nasceu a 22 de Maio de 1962, em Torres Vedras. É licenciado em História pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa (1985) e doutorado em Ciência Política pela Universidade de Oxford (1997). Ensinou na Faculdade de Letras de Lisboa (1985-1986), na Faculdade de Direito da Universidade Nova de Lisboa (1998-2001), e na Universidade de Évora (2000). Actualmente, dirige seminários no Mestrado em Ciências Políticas da Universidade Católica (desde 2002) e no Mestrado em Política Comparada do Instituto de Ciências Sociais (desde 2003). É ainda Professor Convidado do Instituto de Estudos Políticos da Universidade Católica Portuguesa e Membro do Conselho de Curadores da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento (desde 2012). Enquanto historiador, especializou-se na história de Portugal dos séculos XIX e XX, estudando sobretudo os aspectos políticos e culturais. Tem-se dedicado em particular à investigação da época do final da monarquia constitucional e da I República. Foi um dos fundadores e membro do conselho de redacção da revista Penélope - Revista de História e Ciências Sociais (1988-2006) e um dos organizadores dos dois congressos de História Social das Elites (1991 e 2003). Foi condecorado pela Presidência da República com o Grande-Oficialato da Ordem do Infante D. Henrique, em Junho de 2013 e foi vogal do Conselho das Ordens Nacionais da Presidência da República (2014-2016). Em Outubro de 2002, a Academia Europaea outorgou-lhe a distinção de Burgen Scholar “in recognition of excellent academic achievement”. Na imprensa, teve uma coluna semanal no Diário Económico (2005), e depois no Público (2006-2009), Correio da Manhã (2009) e Expresso (2010-2013). Colaborou em programas de debate semanal na RTP-N, TVI-24, SIC-Notícias e Canal Q, e fui autor da série de 12 episódios “Portugal de...”, da RTP-1 (2006-2007).

Jorge Pedreira
Jorge Pedreira
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JORGE MIGUEL VIANA PEDREIRA nasceu em Lisboa, a 26 de Abril de 1958. Estudou em Lisboa, tendo concluído o ensino secundário no Liceu Camões (1975). É licenciado em História, pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (1981), mestre em Sociologia e Economia Históricas (1986), com a tese Indústria e atraso económico em Portugal (1800-1825) e doutorado em Sociologia Histórica (1996), com a tese Os homens de negócio da praça de Lisboa de Pombal ao vintismo (1755-1822): diferenciação, reprodução e identificação de um grupo social, pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Actualmente é professor auxiliar com agregação nos departamentos de História e Sociologia da FCSH/NOVA, sendo também investigador integrado do CESNOVA e do Instituto de História Contemporânea na mesma instituição. Além das funções docentes, exerceu diversos cargos de gestão na Faculdade (coordenador do Departamento de Sociologia, vogal do Conselho Directivo, Presidente do Conselho Pedagógico) e na Universidade (membro da Assembleia e do Senado). Foi ainda membro do conselho de redacção da revista Penélope, Fazer e Desfazer a História (1997-2004) e professor visitante da Universidade de Brown (em Providence, nos Estados Unidos) e da Universidade de São Paulo. A sua área de estudo centra-se, sobretudo, nas elites portuguesas na época moderna e contemporânea (séculos XVII - XIX). Foi fundador do Sindicato Nacional do Ensino Superior (SNESup) (1989), de que foi depois Vice-Presidente (1990-1996) e Presidente da Direcção (1996-1998). Exerceu funções governativas como Director-Geral do Ensino Superior (2001-2002), Secretário de Estado Adjunto e da Educação do XVII Governo Constitucional de Portugal (2005/2009) e perito da OCDE para aconselhamento da reforma educativa da Grécia (2011). Entre 2004 e 2005 colaborou com o suplemento Universidades do jornal Diário Económico. Na mesma altura foi consultor do Conselho Coordenador dos Institutos Politécnicos para o Processo de Bolonha e assessor para o desenvolvimento da estratégia do Instituto Politécnico de Setúbal.

Maria Cristina Pimenta
Maria Cristina Pimenta
Author · 1 book

MARIA CRISTINA PIMENTA nasceu no Porto, a 13 de Junho de 1962. Licenciou-se (1989) e doutorou-se em História (1999) pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto, especializou-se em História Medieval de Portugal, com destaque para a História das Ordens Militares. Foi Professora Associada da Universidade Portucalense entre 1987 e 2004 e Professora Auxiliar com Agregação da Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Membro da Linha de Estudos Medievais e do Renascimento (Unidade I&D - FCT), do Centro de Estudos da População, Economia e Sociedade (CEPESE) do Porto. É autora, entre outros títulos, de “A Ordem de Avis durante o Mestrado de D. Fernão Rodrigues de Sequeira”, Militarium Ordinum Analecta – As Ordens Militares no Reinado de D. João I -, vol. I, Porto: Fundação Engenheiro António de Almeida, 1997; “As Ordens de Avis e de Santiago na Baixa Idade Média: O Governo de D. Jorge”, Militarium Ordinum Analecta, vol. V, Porto: Fundação Engenheiro António de Almeida, 2001; D. Pedro I, Lisboa: Círculo de Leitores, 2005; Guerras no Tempo da Reconquista 1128-1249, Lisboa/Matosinhos: QuidNovi, 2006.

João Paulo Oliveira e Costa
João Paulo Oliveira e Costa
Author · 7 books

JOÃO PAULO AZEVEDO OLIVEIRA E COSTA nasceu em Lisboa, a 1 de Abril de 1962. Licenciado em História pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (1984), Mestre (1989) e Doutor em História da Expansão Portuguesa (1998), pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, com as teses A descoberta da civilização japonesa pelos portugueses e O Cristianismo no Japão e o Episcopado de D. Luís Cerqueira, respectivamente. É Professor Catedrático no departamento de História da FCSH/UNL e foi Director do Centro de História d’Aquém e d’Além-Mar, entre 2002 e 2020. É membro correspondente da Academia Portuguesa da História, membro do Comité Internacional do Seminário Internacional de História Indo-Portuguesa, membro da Direcção do Centro de Estudos de Povos e Culturas de Expressão Portuguesa da Universidade Católica Portuguesa, fundador do Bulletin of Portuguese Japanese Studies e director dos Anais de História de Além-Mar, ambos editados pelo CHAM. Coordenador da Enciclopédia Virtual da Expansão Portuguesa, foi um dos coordenadores científicos das Biografias dos Reis de Portugal e autor de D. Manuel I, publicado nessa colecção. Foi ainda Presidente da Associação de Amizade Portugal-Japão, entre 2001 e 2005, tendo sido condecorado, pelo Imperador do Japão, com a Ordem do Sol Nascente, Raios de Ouro com Roseta, em 2015. Dentre a sua obra científica destacam-se: A descoberta da civilização japonesa pelos Portugueses (Macau, 1995); O Japão e o Cristianismo no Século XVI. Ensaios de História Luso-Nipónica (Lisboa, 1999), D. Manuel I, um príncipe do Renascimento (Lisboa, 2005); A Interculturalidade na Expansão Portuguesa (Lisboa, 2007, com Teresa Lacerda); Henrique, o Infante (Lisboa, 2009), Episódios da Monarquia Portuguesa (2013); Mare Nostrum: em busca de honra e riqueza (2013); História da Expansão e do Império Português (coordenador e coautor) (2014); Os Descobrimentos Portugueses. O início da globalização (2018) e The Cape Route and the Silk Roads (coeditor, com Carmen Amado Mendes) (no prelo). Iniciou-se na escrita de ficção com o romance O Império dos Pardais (2008), a que se seguiu O Fio do Tempo (2011), O Cavaleiro de Olivença (2012), O Samurai Negro (2016), Xogum - O Senhor do Japão (2018), A Dama do Quimono Branco (2019) e A Estreia do Auto da Índia (2021).

José Augusto de Sotto Mayor Pizarro
José Augusto de Sotto Mayor Pizarro
Author · 2 books

JOSÉ AUGUSTO DE SOTTO MAYOR PIZARRO nasceu no Porto, a 14 de Abril de 1958. Doutor em História Medieval pela Universidade do Porto (1998), especializou-se em História da Nobreza Portuguesa, e das Relações Diplomáticas Peninsulares na Idade Média. Professor Associado, com Agregação, da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, é responsável pelas cadeiras de História Política na Época Medieval, História Medieval Peninsular e Genealogia e Heráldica, e de um seminário de pós-graduação sobre Nobreza Medieval Portuguesa. Entre 1999 e 2002 foi responsável pela Cátedra Sánchez Albornoz de História Medieval de Espanha, sedeada na Faculdade de Letras do Porto ao abrigo de um protocolo de colaboração com a Universidade Autónoma de Madrid.

Fernanda Olival
Fernanda Olival
Author · 2 books
FERNANDA OLIVAL nasceu no Funchal, a 25 de Abril de 1960. É licenciada em História (1984) e mestre em História Moderna (1989), pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, e doutorada em História Moderna, pela Universidade de Évora (2000), onde lecciona desde 1991. É investigadora integrada do CIDEHUS e foi presidente da Associação Portuguesa de História Económica e Social. Trabalha em torno dos processos de mobilidade e distinção social no Antigo Regime, sobretudo a partir das Ordens Militares e da Inquisição. Actualmente, é membro da equipa do projecto RESISTANCE: Rebellion and Resistance in the Iberian Empires, 16th-19th centuries, liderado por Mafalda Soares da Cunha. Coordenou os projectos Gazetas manuscritas: informação e sociedade (1729-1754) (2007-11) e Grupos intermédios em Portugal e no Império Português: as familiaturas do Santo Ofício (c. 1570-1773) (2010-15).
Luís Nuno Espinha da Silveira
Luís Nuno Espinha da Silveira
Author · 1 book

LUÍS NUNO ESPINHA DA SILVEIRA nasceu em Lisboa, a 14 de Dezembro de 1954. Licenciado em História pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (1977) e Doutor em História Institucional e Política Contemporânea pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa (1989), com a tese Revolução Liberal e Propriedade: a venda dos Bens Nacionais no Distrito de Évora (1834-1852). Professor Associado com Agregação do Departamento de História da FCSH/UNL, investigador integrado no IHC-FCSH, responsável pelo grupo de investigação “História, Território e Ambiente”, membro colaborador no IELT-FCSH e membro da Rede Portuguesa de História Ambiental. Foi fundador e membro da direcção da Associação Portuguesa de História e Informática (1988-1992), Subdirector da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas (2005-2008) e Pró-Reitor da Universidade Nova de Lisboa (2007-2011). Em 1990, foi bolseiro do British Council na Universidade de Edinburgh e, em 1991, foi Senior Associate Member do St Antony's College da Universidade de Oxford. Entre as suas publicações incluem-se: “«We made the barons, and we shall die by them». The Evolution of Garrett’s Conceptions on Society”, Portuguese Literary and Cultural Studies, 21-22, 2012; “Population and Railways in Portugal (1801-1930)”, Journal of Interdisciplinary History, 42(1), 2011, pp. 29-52, co-autores: Daniel Alves, Nuno Miguel Lima, Ana Alcântara e Josep Puig-Farré; D. Luís (Círculo de Leitores, 2006, co-autor: Paulo Jorge Fernandes, 2ª edição, 2009); Território e Poder. Nas Origens do Estado Contemporâneo em Portugal (Patrimonia, 1998); «Espaço, Relações de Poder e Elites na Construção do Estado Liberal. Portugal no Contexto Ibérico» in Casmirri, Silvana and Suárez Cortina, Manuel (eds.), La Europa del Sur en la Época Liberal. España, Italia y Portugal: una perspectiva comparada, Santander, Universidad de Cantabria/Università di Cassino, 1998, pp. 105-129; Poder Central, Poder Regional, Poder Local : uma perspectiva histórica (Edições Cosmos, 1997); "Revolução Liberal e Pariato (1834-1842)", Análise Social, 116-117, 1992, pp. 329-353 e "Para um Índice da Produtividade do Trabalho Agrícola em Portugal na Segunda Metade do Século XIX", in Revista de História Económica e Social, 17, 1986, pp. 55-70. Faleceu a 10 de Janeiro de 2021.

Maria Alexandre Lousada
Maria Alexandre Lousada
Author · 2 books

MARIA ALEXANDRE LOPES CAMPANHÃ LOUSADA nasceu em Lisboa, a 8 de Novembro de 1956. Licenciada em História pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (1981) e doutorada em Geografia Histórica (1996) pela mesma instituição com a tese Espaços de sociabilidade em Lisboa: finais do século XVIII- 1834. É Professora Auxiliar no Departamento de História da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e investigadora do Centro de Investigação de Estudos de Sociologia do Instituto Universitário de Lisboa e do Centro de Estudos Geográficos da Universidade de Lisboa. Foi coordenadora do projecto Vida Cultural em cidades de província: espaço público, sociabilidades e representações (1840-1926) (PTDC/CS-GEO/100726/2008) e investigadora do projecto Movimento social crítico e alternativo: memória e referências (PTDC/CPJ-CPO/098500/2008). A sua investigação centra-se no Miguelismo e a contra-revolução em Portugal e, mais recentemente, na História do Turismo, culturas urbanas e sociabilidade e associativismo nos séculos XIX-XX.

Hermínia Vasconcelos Vilar
Author · 1 book
HERMÍNIA MARIA DE VASCONCELOS ALVES VILAR nasceu em Lisboa, a 26 de Abril de 1962. Licenciada em História, pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (1984), Mestre em História Medieval, pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa (1990) e Doutora em História Medieval, pela Universidade de Évora (1998), onde actualmente é professora auxiliar com agregação. Na mesma instituição foi Vice-Reitora para o Ensino e Formação (2010-2014), Membro do Conselho Geral (2016-2022) e é, presentemente, Reitora da Universidade de Évora (2022-). Investigadora e diretora do CIDEHUS – Centro Interdisciplinar de História, Cultura e Sociedades (2019-2022), foi ainda Vice-Presidente da Sociedade Portuguesa de Estudos Medievais (2014-2017) e é membro de outras associações científicas nacionais, como a Associação Portuguesa de História Económica e Social. A sua área de investigação privilegia as temáticas ligadas à História da Igreja e a História Social das Instituições.
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