
Da experiência do Distrito de Évora às Farpas, a crónica queirosiana tornou-se num modelo textual cuja unidade e coesão advêm da progressiva combinatória de processos retóricos elementares. Ao longo deste estudo, reconhece-se a incontornável centralidade da cronística na obra do autor, encarada oir ele como «laboratório» da sua ficção. Esclarecem-se e evidenciam-se mecanismos deste discurso cronístico e, por extensão, os da obra queirosiana e os da Escola Realista, ao mesmo tempo que se pondera o contraste entre os projectos realista e iluminista. Dedicado à génese desta cronística entre Jornalismo e Literatura, o livro de Annabela Rita é também um contributo para uma reflexão sobre toda a Cronística portuguesa dos séculos XIX-XX.