Margins
Cosmos Literatura book cover 1
Cosmos Literatura book cover 2
Cosmos Literatura book cover 3
Cosmos Literatura
Series · 27
books · 1993-2025

Books in series

Modernismos, pós-modernismos, anacronismos book cover
#2

Modernismos, pós-modernismos, anacronismos

para uma história da poesia portuguesa recente

1993

Matéria negra book cover
#3

Matéria negra

uma teoria da literatura e da crítica literária

1995

#4

Diálogos da casa e do sobrado

ensaios luso-brasileiros e outros

1994

Portugese
A legitimação em literatura book cover
#5

A legitimação em literatura

1994

Tomando como objecto o problema da legitimação, em literatura o presente estudo põe em relevo a condição difícil da própria teoria da literatura. Com efeito, o fenómeno literário, ao supor a paradoxalidade de uma instituição que o legitima ao mesmo tempo que afirma a sua presença ao campo do injustificável, dá a pensar a dimensão fundadora do discurso, da qual decorre um movimento de estabilização/instabilização que sustenta e define o estatuto da teoria. A irredutibilidade do campo literário a uma pluralidade de retóricas surge assim como consequência do excesso pelo qual qualquer obra literária perturba os critérios de reconhecimento e apela a uma resposta não determinável previamente.
A Lua, A Literatura e o Mundo book cover
#6

A Lua, A Literatura e o Mundo

1995

Voos da Fénix Crítica - volume I book cover
#7

Voos da Fénix Crítica - volume I

1995

A ciberliteratura book cover
#9

A ciberliteratura

criação literária e computador

1995

Lírica camoniana book cover
#11

Lírica camoniana

estudos diversos

1996

William Shakespeare book cover
#12

William Shakespeare

a sedução dos sentidos

1996

Apocalipse e regeneração book cover
#13

Apocalipse e regeneração

o Ultimatum e a mitologia da Pátria na literatura finissecular

1996

Este estudo analisa de que forma o Ultimatum britânico de 1890 foi transformado numa catástrofe nacional e até que ponto a literatura da época é reflexo desta visão. Embora se tenha procurado reconstituir brevemente o momento histórico, foi sobretudo com base em textos literários, entre os quais se incluem a Pátria de Junqueiro e o polémico romance queirosiano A Ilustre Casa de Ramires, assim como inúmeros poemas espalhados pelos jornais e revistas da época, que procurámos ver as construções míticas que se lhes encontram subjacentes. Para além de focarem a questão africana, todos estes textos se afirmam como variantes de um modelo apocalíptico, cuja matriz se encontra no Apocalipse joanino, o último Livro do Novo Testamento. É assim que o mundo em queda (o Portugal decadente finissecular) será, depois da hecatombe (o Ultimatum), substituído por um «Novo Céu e uma Nova Terra». Para alguns, como Gomes Leal e Junqueiro, o mundo vindouro toma a forma de uma nova ordem política, a República. Para outros, como Eça, a forte reacção nacional ao Ultimatum é encarada como a oportunidade de levar a cabo o programa de regeneração nacional anunciado nas Conferências do Casino. É esta a mensagem de A Ilustre Casa. Contudo, qualquer que seja a filiação literária ou política dos autores estudados, todos partilham a crença num novo e eterno Portugal devolvido à perfeição do Jardim primordial.
O ladrão cristalino book cover
#14

O ladrão cristalino

aspectos do imaginário barroco

1997

1ª Edição
Sylvia Plath book cover
#15

Sylvia Plath

o rosto oculto do poeta

2025

Épica. Épicas. Épica Camoniana book cover
#17

Épica. Épicas. Épica Camoniana

2000

Vieira Escritor book cover
#19

Vieira Escritor

1997

#20

Os sentidos e o sentido

homenageando Jacinto do Prado Coelho

1998

Graciliano Ramos book cover
#21

Graciliano Ramos

estrutura e valores de um modo de narrar

1998

Em busca do autor perdido book cover
#22

Em busca do autor perdido

história, concepções, teorias

1998

Estilo e preconceito book cover
#23

Estilo e preconceito

a língua literária em Portugal na época de Castilho

1998

A língua, os seus modos de utilização, os conseguimentos nela obtidos, foram um objecto constante de preocupação no período a que nos reportamos. A atenção ao que se escrevia – tratasse-se da própria escrita ou da dos outros – era patente, não raro assumindo formas de obsessão. Sendo de todos os tempos, essa atenção atingiu no período aqui estudado um paroxismo. (…) Na "luta surda" que se travou entre a linha genealógica castiliana e a herculiana jogaram factores múltiplos. Alguns tão chãos como as opções políticas (…) alguns tão culturais como o paganismo, a libertinagem, a ruralidade de Castilho, ou o cristianismo, o ascetismo, a intelectualidade de Herculano. Mas a confrontação foi também de concepções literárias: Herculano desacreditando o culto dos clássicos antigos e a apetência francesa, Castilho pondo a ridículo tendências "góticas" e as nebelusidades do Norte. A Questão Coimbrã foi ou não uma «questão literária»? Foi-o, deveras. Mas de modo radicalmente complexo. Reagindo a simplificações, este livro vai ao fundo da grande polémica de 1865.
Salomé e outros mitos book cover
#24

Salomé e outros mitos

o feminino perverso em poetas portugueses entre o fim-de-século e Orpheu

2001

O Teatro do Absurdo em Portugal book cover
#25

O Teatro do Absurdo em Portugal

1998

Ezra Pound book cover
#26

Ezra Pound

escrita inovadora em «The Cantos»

1998

Ezra Pound inicia The Cantos sem um plano rígido, mas consegue criar uma estratégia discursiva de permanente abertura no poema. Com base na centralidade da figura do Poeta como «herói» e numa «epopeização» do lirismo, a fragmentação do discurso, as técnicas de acumulação, colagem e citação permitem-lhe escrever um poema cuja unidade é atingida de modo inovador. Este trabalho tem como objectivo responder criticamente às seguintes interrogações: Como se articulam os fundamentos de Ezra Pound para um projecto de epopeia e a tradição da poesia norte-americana? Quais os aspectos mais relevantes da produção teórica de Pound e da sua anterior obra poética com influência em The Cantos? Como e porque é renovador o mecanismo de construção do poema?
Voos da Fénix Crítica - volume II book cover
#27

Voos da Fénix Crítica - volume II

1998

Este livro reúne textos da mais diversa índole desde ensaios, conferências, prefácios, resenhas, apresentações de livros, artigos de crítica e de opinião. O mais antigo é de 1981 e o mais recente é de 1997. Tematicamente são também muito diversos, indo desde a poesia portuguesa e espanhola à consideração sociológica do nosso presente-futuro, passando pela ficção e pela pesquisa de algumas relações literárias luso-brasileiras, que embora datem dos anos 60 serão desconhecidas mesmo dos leitores mais informados. Mas nun nível profundo o leque é simultaneamente mais rico tematicamente e mais coeso, o que de forma alguma penso ser uma contradição, pois o que se manifesta, se propõe e se diz ao leitor, provém de uma atitude ensística e especulativa em relação à literatura e aos fenómenos culturais, que venho desenvolvendo autónoma e heterodoxamente aos longo de muitos anos, sem autorização prévia nem o subsídio de ninguém e que tem como fim último uma auto-reflexão sobre a minha próprio actividade como criador, já que desde muito novo elegi a literatura como o meu específico campo de trabalho. Por isso estes textos aqui ficam como mais um testemunho desse meu trabalho, mas também à espera que eles possam provocar nos leitores algum prazer e, de algum modo, uma vez resgatados do esquecimento das intervenções momentâneas, adquiram o estatuto mais duradouro e coerente do livro que se guarda e se relê. Assim, este novo livro, tal com o anteriormente publicado em 1995 por estas mesmas Edições Cosmos, Voos da Fénix Crítica (dedicado principalmente à poesia portuguesa), constituem uma escolha que desejo preservar e repropor à releitura pública, de uma vasta e dispersa actividade ensaística desenvolvida durante os últimos vinte anos e que não estava ainda fixada em livros anteriores. Às Edições Cosmos agradeço vivamente a possibilidade de publicação destes dois livros. São Paulo, Maio de 1998 E. M. de Melo e Castro
Eça de Queirós cronista book cover
#28

Eça de Queirós cronista

do «Distrito de Évora» (1867) às «Farpas»

1998

Da experiência do Distrito de Évora às Farpas, a crónica queirosiana tornou-se num modelo textual cuja unidade e coesão advêm da progressiva combinatória de processos retóricos elementares. Ao longo deste estudo, reconhece-se a incontornável centralidade da cronística na obra do autor, encarada oir ele como «laboratório» da sua ficção. Esclarecem-se e evidenciam-se mecanismos deste discurso cronístico e, por extensão, os da obra queirosiana e os da Escola Realista, ao mesmo tempo que se pondera o contraste entre os projectos realista e iluminista. Dedicado à génese desta cronística entre Jornalismo e Literatura, o livro de Annabela Rita é também um contributo para uma reflexão sobre toda a Cronística portuguesa dos séculos XIX-XX.
Jules Verne book cover
#29

Jules Verne

o espaço africano nas aventuras da travessia

2000

O ensino de Camões book cover
#30

O ensino de Camões

práticas e propostas

1998

#35

Condicionantes culturais da literatura de viagens

1999

Do esplendor na relva book cover
#37

Do esplendor na relva

elites e cultura comum de expressão inglesa

2000

Authors

Maria Vitalina Leal de Matos
Maria Vitalina Leal de Matos
Author · 2 books

MARIA VITALINA LEAL DE MATOS é professora catedrática jubilada da Faculdade de Letras de Lisboa, onde, além de outras cadeiras, leccionou Estudos Camonianos. Licenciou-se com uma tese sobre Fernando Pessoa, e doutorou-se com uma dissertação sobre a poesia de Camões. Fez parte da Comissão Nacional da UNESCO e do Conselho Superior da Universidade Católica. De 1988 a 1990 desempenhou o cargo de Conselheira para o ensino do Português junto da Embaixada de Portugal em Paris. É autora de numerosos artigos e de diversos livros de conteúdo camoniano. Foi condecorada, pela Presidência da República, com a Grã-Cruz da Ordem de Camões (2024).

Helena Carvalhão Buescu
Helena Carvalhão Buescu
Author · 3 books
HELENA CARVALHÃO BUESCU nasceu em Lisboa, a 29 de Setembro de 1956. É Professora Catedrática na Faculdade de Letras de Lisboa, onde lecciona desde 1978 e onde se doutorou em Literatura Comparada. As suas áreas de interesse abrangem sobretudo os séculos XIX e XX e ainda a problemática teórica da literatura. Tem inúmeros artigos e ensaios nas áreas de investigação a que se dedica, bem como vários livros de carácter ensaístico, entre os quais Incidências do Olhar (1990), A Lua, a Literatura e o Mundo (1995), Em Busca do Autor Perdido (1998) e Chiaroscuro: Modernidade e Literatura (2001, Prémio Jacinto Prado Coelho), O Grande Terramoto de Lisboa: ficar diferente (2005), Cristalizações. Fronteiras da Modernidade (2005) e Cesário Verde: visões de artista (organização em co-autoria, Campo das Letras, 2007). Coordenou ainda o Dicionário do Romantismo Literário Português (1997). Colabora regularmente com universidades estrangeiras (Europa, Estados Unidos, Brasil), onde tem sido professora ou investigadora. É membro da Academia Europaea. Escreve poesia desde muito cedo e tem poemas publicados em várias revistas.
Teresa Pinto-Coelho
Teresa Pinto-Coelho
Author · 1 book

TERESA PINTO-COELHO é licenciada em Filologia Germânica pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (1980) e Mestre em Estudos Anglo-Portugueses pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa (1989), onde é Professora Catedrática, desde 2012, leccionando, desde 1984, Literatura Inglesa, Estudos-Pós-Coloniais e Estudos Anglo-Portugueses. Doutorou-se na Universidade de Oxford em 1994 e tem vindo a desenvolver investigação sobre relações culturais e políticas luso-britânicas no século XIX, com destaque para a Geração de 70 e para aspectos do colonialismo anglo-luso em África. Publicou Apocalipse e Regeneração. O Ultimatum e a Mitologia da Pátria na Literatura Finissecular (Lisboa, Cosmos, 1996) e A Agulha de Cleópatra. Jaime Batalha Reis e as Relações Diplomáticas e Culturais Luso-Britânicas (Lisboa, Cosmos, 2000), assim como vários artigos em revistas nacionais e estrangeiras sobre relações luso-britânicas. Entre 2004 e 2007 desempenhou as funções de directora do Centro de Língua Portuguesa Instituto Camões / Instituto Camões Centre for Portuguese Language da Universidade de Oxford. É Investigadora Integrada do Instituto de História Contemporânea da FCSH.

Ana Hatherly
Ana Hatherly
Author · 3 books

ANA HATHERLY nasceu no Porto, a 15 de Maio de 1929. Licenciou-se em Filologia Germânica na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, fez estudos cinematográficos na London Film School e doutorou-se em Literaturas Hispânicas na Universidade de Berkeley, com a tese “A Preciosa”, de Sóror Maria do Céu. Edição Crítica e Comentada do Códice 3773 da Biblioteca Nacional de Lisboa. Foi professora na escola de artes visuais Ar.Co, na Escola Superior de Cinema e no departamento de Literatura Portuguesa da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa (FCSH-UNL) e investigadora integrada do grupo «Cultura e Literatura» do Centro de História d’Aquém e d’Além-Mar (CHAM). Destacou-se com investigadora do barroco, como ensaísta e escritora, mas talvez seja sobretudo reconhecida como artista plástica, carreira iniciada nos anos 60, com um extenso número de exposições individuais e colectivas em Portugal e no estrangeiro. Foi ainda uma das fundadoras do PEN Clube Português (de que foi vice-presidente durante 10 anos e presidente entre 1992-1994), e tem o nome inscrito na criação das revistas “Claro-Escuro” e “Incidências”. Nas artes visuais, tem obra presente em várias colecções, nomeadamente na Fundação Calouste Gulbenkian e no Museu de Arte Contemporânea de Serralves, Museu do Chiado, Colecção Berardo e Cinemateca Portuguesa. Em 2009 foi condecorada com o Grande-Oficialato da Ordem do Infante D. Henrique. Faleceu em Lisboa, a 5 de Agosto de 2015.

Annabela Rita
Annabela Rita
Author · 1 book

Doutorada em Literatura Portuguesa Moderna e Contemporânea e Agregada em Literatura. Professora na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Diretora do CLEPUL (Centro de Literaturas e Culturas Lusófonas e Europeias), Presidente da APT (Associação Portuguesa de Tradutores) e Administradora do OLP (Observatório da Língua Portuguesa). É, ainda, membro de outras instituições científicas e culturais nacionais e estrangeiras. Autora de diversos livros, nomeadamente: Eça de Queirós Cronista. Do Distrito de Évora (1867) às Farpas (1871-72) (1998), Labirinto Sensível (2003), No Fundo dos Espelhos (2003-07), Breves & Longas no País das Maravilhas (2004), Emergências Estéticas (2006), Itinerário (2009). Coordenou, também, dentre outras obras: Teolinda Gersão: Retratos Provisórios (2006), De tempos a tempos. Júlio Conrado (2008), Homem de Palavra. Padre Sena Freitas (2008), Rui Nunes. Antologia Crítica e Pessoal (2009).

Silvina Rodrigues Lopes
Silvina Rodrigues Lopes
Author · 1 book
SILVINA RODRIGUES LOPES é Professora de Teoria da Literatura na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Lisboa, desde 1982. Obteve o grau de agregação em 1996, na Universidade Nova de Lisboa. É autora de diversos livros, entre os quais: Tão Simples como Isso; E se-pára; Sobretudo as Vozes; A Legitimação em Literatura; Aprendizagem do Incerto; Teoria da Despossessão; A Alegria da Comunicação; Agustina Bessa-Luís. As Hipóteses do Romance; Literatura Defesa do Atrito; A Anomalia Poética; Exercícios de aproximação; A inocência do Devir. Foi investigadora do Instituto de História de Arte e do Centro de Estudos sobre o Imaginário Literário. Actualmente, no IELT – Instituto de Estudos de Literatura e Tradição, coordena o Projeto Dobra.
Fernando Venâncio
Fernando Venâncio
Author · 2 books

FERNANDO VENÂNCIO nasceu em Mértola, em 1944. É docente de Língua Portuguesa na Universidade de Amesterdão. Licenciou-se nessa mesma Universidade em Linguística Geral, em 1976, e aí se doutorou, em 1995. Escreve na revistas Ler e Colóquio-Letras, e nos jornais Expresso e JL. Publicou ensaio na Vértice e nos Cadernos de Literatura. Traduções suas de poesia e prosa do neerlandês foram editadas entre nós. Em revistas literárias da Holanda e da Flandres têm sido publicados trabalhos seus de divulgação da literatura portuguesa.

Maria Leonor Carvalhão Buescu
Maria Leonor Carvalhão Buescu
Author · 1 book

MARIA LEONOR CARVALHÃO BUESCU,, nasceu em Monsanto (Idanha-a-Nova), a 24 de Junho de 1932. Licenciada em Filologia Clássica pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, tendo apresentado a dissertação Monsanto, Etnografia e Linguagem. Leccionou em vários Liceus de Lisboa entre 1955 e 1970. Fez o estágio de Professorado Liceal no Liceu Normal de Pedro Nunes. Em 1971 iniciou a carreira docente universitária como Assistente na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, regendo as disciplinas de História da Cultura Clássica, História da Civilização Romana, História da Cultura Portuguesa, entre outras. Entre 1975 e 1978, leccionou a cadeira de Técnicas de Expressão do Português, no Instituto Superior de Línguas e Administração, em regime de acumulação. Dirigiu cursos de Português para estrangeiros. Em 1978 iniciou funções docentes na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas (FCSH) da Universidade Nova de Lisboa, tendo apresentado, em 1981, provas de Doutoramento, na área da Cultura e Literatura Portuguesas, com a dissertação Babel ou a Ruptura do Signo: Gramática e Gramáticos Portugueses do Século XVI. Apresentou provas de agregação ano ano de 1983, com a lição A Peregrinação de Fernão Mendes Pinto: Espaço de Múltipla Comunicação. Professora associada em 1985, ano em que exerce, também, funções de Visiting Professor na Universidade de Bristol (Reino Unido), e Professora Catedrática de Literatura e Cultura Portuguesas a partir de 1986. Paralelamente às actividades de docência e de investigação, assume funções de administração e direcção, tendo sido coordenadora do Departamento de Estudos Anglo-Portugueses (1985-1986) e Subdirectora da FCSH (1987-1990), entre outras. No âmbito da actividade de pesquisa, diversificada e intensiva, colaborou em projectos de âmbito europeu com o Instituto di Studi Rinascimentali (Ferrara, Itália), com a Universidade de Pisa (Itália) e, entre 1981 e 1982, na elaboração de um guião subordinado ao tema «O Discurso Didáctico no Século XVI», da XVIIª Exposição de Arte, Ciência e Cultura, realizada em Lisboa. Na Biblioteca Nacional, sob a égide da Comissão Nacional para as Comemorações dos Descobrimentos Portugueses, realizou a exposição «A Galáxia das Línguas na Época da Expansão», cujo catálogo se tornou leitura obrigatória para quem trabalha nessa área. Orientou diversas teses de Mestrado e de Doutoramento e vários trabalhos científicos. Foi responsável por acções de formação em diversas localidades do País. A sua formação de raiz clássica permitiu-lhe o aprofundamento de temas sobre o Humanismo e Renascimento, a que se juntaram estudos especializados sobre Camões, Gil Vicente, Padre António Vieira e Eça de Queirós. Tem colaboração dispersa em publicações especializadas, designadamente Studia Lusitanica, de que também foi fundadora, Revista da Faculdade de Letras, Revista da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Revista de História Económica e Social, Vértice, entre muitas outras. Participou em diversos Congressos, reuniões científicas e acções de divulgação da Cultura Portuguesa, dentro e fora do País, tendo sido responsável pela organização de algumas dessas acções. Participou em Júris Literários, nomeadamente para o Prémio de Ensaio «Jacinto do Prado Coelho», da Associação Portuguesa de Críticos Literários. Foi membro de várias Associações portuguesas e estrangeiras, a saber: Associação Portuguesa de Críticos Literários, Associação Portuguesa de Literatura Comparada, Gabinete de Estudos de Simbologia, Société d’Histoire et d’Epistémologie des Sciences du Langage (Paris), John Gower of Hispanists of Great Britain and Ireland, International Arthurian Society, Comissão Nacional de Língua Portuguesa (1987-1989), entre outras. Proferiu numerosas conferências e palestras, tanto em Portugal como no estrangeiro, sendo de salientar as realizadas nas Universidades de Oxford (1985) e de Londres (1985) e na Sociedade de Geografia de Lisboa (

E.M. de Melo e Castro
E.M. de Melo e Castro
Author · 2 books
E. M. DE MELO E CASTRO, nascido a 19 de abril de 1932, na Covilhã, foi um dos iniciadores da poesia concreta em Portugal. A sua prática poética tem sido acompanhada por uma teorização sistemática sobre a linguagem e sobre as tecnologias da comunicação. Sua produção bibliográfica, que se estende por mais de cinquenta livros de poemas, prosa e ensaios, tematizou a tecnopoiesis, a cibercultura e a infopoesia e outras linguagens ainda pouco exploradas até então. Além disso, na sua obra cruzam-se múltiplas práticas, que vão da performance corporal e vocal ao poema tridimensional ou em novas mídias. A sua consciência da mediação técnica da era eletrônica refletiu-se num conjunto de obras pioneiras no uso do vídeo e do computador na produção literária.
Rita Marnoto
Rita Marnoto
Author · 1 book
RITA MARNOTO é Licenciada em Línguas e Literaturas Modernas (Português-Francês) e Doutorada em Literatura Italiana, pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, onde lecciona e dirige o Instituto de Estudos Italianos
Justino Mendes de Almeida
Justino Mendes de Almeida
Author · 2 books

JUSTINO MENDES DE ALMEIDA nasceu em 1924, em Benavente. Licenciou-se e doutorou-se (1961) em Filologia Clássica, pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Foi Director-Geral da Educação do Ministério do Ultramar (1961-1968), Subsecretário de Estado da Administração Escolar (1968-1971) e Procurador à Câmara Corporativa (1969-1974). Presidiu à Junta de Investigações do Ultramar (1972-1974) e do Instituto Português de Arqueologia, História e Etnografia, além de ter sido presidente da secção de Linguística da Sociedade de Geografia de Lisboa e vice-presidente da Academia Portuguesa de História. Leccionou na Universidade de Lisboa, no Instituto Superior de Ciências Sociais e Política Ultramarina, na Universidade Livre e na Universidade Autónoma, da qual foi reitor entre 1992 e 2012. Publicou diversos trabalhos sobre linguística, literatura e história. Faleceu em 2012, em Lisboa.

José Vitorino de Pina Martins
José Vitorino de Pina Martins
Author · 2 books

JOSÉ VITORINO DE PINA MARTINS nasceu em Penalva de Alva, Oliveira do Hospital, em 1920. Grande estudioso da História do Livro e do Humanismo renascentista, licenciou-se em Filologia Românica pela Universidade de Coimbra (1947) e doutorou-se em Paris (1974), cidade onde dirigiu o Centro Cultural da Fundação Calouste Gulbenkian. Sócio efectivo da Classe de Letras da Academia das Ciências de Lisboa, foi eleito seu presidente, em vários mandatos. É membro também de várias agremiações estrangeiras, entre elas a Academia Nazionale dei Lincei (Roma) e a Academia della Crusca (Florença). Foi leitor de Língua e Literatura Portuguesa entre 1948 e 1955, na Universidade de Roma «La Sapienza». Em Itália, Pina Martins iniciou-se nos grandes questões da História do Livro e começou a formar a sua biblioteca recheada de preciosidades. Em 1965, anunciou o descobrimento do primeiro incunábulo português, o Tratado de Confisson, impresso em Chaves, em Agosto de 1489. Recebeu em 1963 a Medalha de Mérito Cultural de Ouro, concedida pelo governo italiano, pelos seus estudos sobre o cabalista Pico della Mirandola. Em 2008, recebeu o Prémio Pedro Hispano.

548 Market St PMB 65688, San Francisco California 94104-5401 USA
© 2026 Paratext Inc. All rights reserved
Cosmos Literatura