


Books in series

Modernismos, pós-modernismos, anacronismos
para uma história da poesia portuguesa recente
1993

Matéria negra
uma teoria da literatura e da crítica literária
1995
Diálogos da casa e do sobrado
ensaios luso-brasileiros e outros
1994

A legitimação em literatura
1994

A Lua, A Literatura e o Mundo
1995

Voos da Fénix Crítica - volume I
1995

A ciberliteratura
criação literária e computador
1995

Lírica camoniana
estudos diversos
1996

William Shakespeare
a sedução dos sentidos
1996

Apocalipse e regeneração
o Ultimatum e a mitologia da Pátria na literatura finissecular
1996

O ladrão cristalino
aspectos do imaginário barroco
1997

Sylvia Plath
o rosto oculto do poeta
2025

Épica. Épicas. Épica Camoniana
2000

Vieira Escritor
1997
Os sentidos e o sentido
homenageando Jacinto do Prado Coelho
1998

Graciliano Ramos
estrutura e valores de um modo de narrar
1998

Em busca do autor perdido
história, concepções, teorias
1998

Estilo e preconceito
a língua literária em Portugal na época de Castilho
1998

Salomé e outros mitos
o feminino perverso em poetas portugueses entre o fim-de-século e Orpheu
2001

O Teatro do Absurdo em Portugal
1998

Ezra Pound
escrita inovadora em «The Cantos»
1998

Voos da Fénix Crítica - volume II
1998

Eça de Queirós cronista
do «Distrito de Évora» (1867) às «Farpas»
1998

Jules Verne
o espaço africano nas aventuras da travessia
2000

O ensino de Camões
práticas e propostas
1998
Condicionantes culturais da literatura de viagens
1999

Do esplendor na relva
elites e cultura comum de expressão inglesa
2000
Authors

MARIA VITALINA LEAL DE MATOS é professora catedrática jubilada da Faculdade de Letras de Lisboa, onde, além de outras cadeiras, leccionou Estudos Camonianos. Licenciou-se com uma tese sobre Fernando Pessoa, e doutorou-se com uma dissertação sobre a poesia de Camões. Fez parte da Comissão Nacional da UNESCO e do Conselho Superior da Universidade Católica. De 1988 a 1990 desempenhou o cargo de Conselheira para o ensino do Português junto da Embaixada de Portugal em Paris. É autora de numerosos artigos e de diversos livros de conteúdo camoniano. Foi condecorada, pela Presidência da República, com a Grã-Cruz da Ordem de Camões (2024).


TERESA PINTO-COELHO é licenciada em Filologia Germânica pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (1980) e Mestre em Estudos Anglo-Portugueses pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa (1989), onde é Professora Catedrática, desde 2012, leccionando, desde 1984, Literatura Inglesa, Estudos-Pós-Coloniais e Estudos Anglo-Portugueses. Doutorou-se na Universidade de Oxford em 1994 e tem vindo a desenvolver investigação sobre relações culturais e políticas luso-britânicas no século XIX, com destaque para a Geração de 70 e para aspectos do colonialismo anglo-luso em África. Publicou Apocalipse e Regeneração. O Ultimatum e a Mitologia da Pátria na Literatura Finissecular (Lisboa, Cosmos, 1996) e A Agulha de Cleópatra. Jaime Batalha Reis e as Relações Diplomáticas e Culturais Luso-Britânicas (Lisboa, Cosmos, 2000), assim como vários artigos em revistas nacionais e estrangeiras sobre relações luso-britânicas. Entre 2004 e 2007 desempenhou as funções de directora do Centro de Língua Portuguesa Instituto Camões / Instituto Camões Centre for Portuguese Language da Universidade de Oxford. É Investigadora Integrada do Instituto de História Contemporânea da FCSH.

ANA HATHERLY nasceu no Porto, a 15 de Maio de 1929. Licenciou-se em Filologia Germânica na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, fez estudos cinematográficos na London Film School e doutorou-se em Literaturas Hispânicas na Universidade de Berkeley, com a tese “A Preciosa”, de Sóror Maria do Céu. Edição Crítica e Comentada do Códice 3773 da Biblioteca Nacional de Lisboa. Foi professora na escola de artes visuais Ar.Co, na Escola Superior de Cinema e no departamento de Literatura Portuguesa da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa (FCSH-UNL) e investigadora integrada do grupo «Cultura e Literatura» do Centro de História d’Aquém e d’Além-Mar (CHAM). Destacou-se com investigadora do barroco, como ensaísta e escritora, mas talvez seja sobretudo reconhecida como artista plástica, carreira iniciada nos anos 60, com um extenso número de exposições individuais e colectivas em Portugal e no estrangeiro. Foi ainda uma das fundadoras do PEN Clube Português (de que foi vice-presidente durante 10 anos e presidente entre 1992-1994), e tem o nome inscrito na criação das revistas “Claro-Escuro” e “Incidências”. Nas artes visuais, tem obra presente em várias colecções, nomeadamente na Fundação Calouste Gulbenkian e no Museu de Arte Contemporânea de Serralves, Museu do Chiado, Colecção Berardo e Cinemateca Portuguesa. Em 2009 foi condecorada com o Grande-Oficialato da Ordem do Infante D. Henrique. Faleceu em Lisboa, a 5 de Agosto de 2015.

Doutorada em Literatura Portuguesa Moderna e Contemporânea e Agregada em Literatura. Professora na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Diretora do CLEPUL (Centro de Literaturas e Culturas Lusófonas e Europeias), Presidente da APT (Associação Portuguesa de Tradutores) e Administradora do OLP (Observatório da Língua Portuguesa). É, ainda, membro de outras instituições científicas e culturais nacionais e estrangeiras. Autora de diversos livros, nomeadamente: Eça de Queirós Cronista. Do Distrito de Évora (1867) às Farpas (1871-72) (1998), Labirinto Sensível (2003), No Fundo dos Espelhos (2003-07), Breves & Longas no País das Maravilhas (2004), Emergências Estéticas (2006), Itinerário (2009). Coordenou, também, dentre outras obras: Teolinda Gersão: Retratos Provisórios (2006), De tempos a tempos. Júlio Conrado (2008), Homem de Palavra. Padre Sena Freitas (2008), Rui Nunes. Antologia Crítica e Pessoal (2009).


FERNANDO VENÂNCIO nasceu em Mértola, em 1944. É docente de Língua Portuguesa na Universidade de Amesterdão. Licenciou-se nessa mesma Universidade em Linguística Geral, em 1976, e aí se doutorou, em 1995. Escreve na revistas Ler e Colóquio-Letras, e nos jornais Expresso e JL. Publicou ensaio na Vértice e nos Cadernos de Literatura. Traduções suas de poesia e prosa do neerlandês foram editadas entre nós. Em revistas literárias da Holanda e da Flandres têm sido publicados trabalhos seus de divulgação da literatura portuguesa.

MARIA LEONOR CARVALHÃO BUESCU,, nasceu em Monsanto (Idanha-a-Nova), a 24 de Junho de 1932. Licenciada em Filologia Clássica pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, tendo apresentado a dissertação Monsanto, Etnografia e Linguagem. Leccionou em vários Liceus de Lisboa entre 1955 e 1970. Fez o estágio de Professorado Liceal no Liceu Normal de Pedro Nunes. Em 1971 iniciou a carreira docente universitária como Assistente na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, regendo as disciplinas de História da Cultura Clássica, História da Civilização Romana, História da Cultura Portuguesa, entre outras. Entre 1975 e 1978, leccionou a cadeira de Técnicas de Expressão do Português, no Instituto Superior de Línguas e Administração, em regime de acumulação. Dirigiu cursos de Português para estrangeiros. Em 1978 iniciou funções docentes na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas (FCSH) da Universidade Nova de Lisboa, tendo apresentado, em 1981, provas de Doutoramento, na área da Cultura e Literatura Portuguesas, com a dissertação Babel ou a Ruptura do Signo: Gramática e Gramáticos Portugueses do Século XVI. Apresentou provas de agregação ano ano de 1983, com a lição A Peregrinação de Fernão Mendes Pinto: Espaço de Múltipla Comunicação. Professora associada em 1985, ano em que exerce, também, funções de Visiting Professor na Universidade de Bristol (Reino Unido), e Professora Catedrática de Literatura e Cultura Portuguesas a partir de 1986. Paralelamente às actividades de docência e de investigação, assume funções de administração e direcção, tendo sido coordenadora do Departamento de Estudos Anglo-Portugueses (1985-1986) e Subdirectora da FCSH (1987-1990), entre outras. No âmbito da actividade de pesquisa, diversificada e intensiva, colaborou em projectos de âmbito europeu com o Instituto di Studi Rinascimentali (Ferrara, Itália), com a Universidade de Pisa (Itália) e, entre 1981 e 1982, na elaboração de um guião subordinado ao tema «O Discurso Didáctico no Século XVI», da XVIIª Exposição de Arte, Ciência e Cultura, realizada em Lisboa. Na Biblioteca Nacional, sob a égide da Comissão Nacional para as Comemorações dos Descobrimentos Portugueses, realizou a exposição «A Galáxia das Línguas na Época da Expansão», cujo catálogo se tornou leitura obrigatória para quem trabalha nessa área. Orientou diversas teses de Mestrado e de Doutoramento e vários trabalhos científicos. Foi responsável por acções de formação em diversas localidades do País. A sua formação de raiz clássica permitiu-lhe o aprofundamento de temas sobre o Humanismo e Renascimento, a que se juntaram estudos especializados sobre Camões, Gil Vicente, Padre António Vieira e Eça de Queirós. Tem colaboração dispersa em publicações especializadas, designadamente Studia Lusitanica, de que também foi fundadora, Revista da Faculdade de Letras, Revista da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Revista de História Económica e Social, Vértice, entre muitas outras. Participou em diversos Congressos, reuniões científicas e acções de divulgação da Cultura Portuguesa, dentro e fora do País, tendo sido responsável pela organização de algumas dessas acções. Participou em Júris Literários, nomeadamente para o Prémio de Ensaio «Jacinto do Prado Coelho», da Associação Portuguesa de Críticos Literários. Foi membro de várias Associações portuguesas e estrangeiras, a saber: Associação Portuguesa de Críticos Literários, Associação Portuguesa de Literatura Comparada, Gabinete de Estudos de Simbologia, Société d’Histoire et d’Epistémologie des Sciences du Langage (Paris), John Gower of Hispanists of Great Britain and Ireland, International Arthurian Society, Comissão Nacional de Língua Portuguesa (1987-1989), entre outras. Proferiu numerosas conferências e palestras, tanto em Portugal como no estrangeiro, sendo de salientar as realizadas nas Universidades de Oxford (1985) e de Londres (1985) e na Sociedade de Geografia de Lisboa (



JUSTINO MENDES DE ALMEIDA nasceu em 1924, em Benavente. Licenciou-se e doutorou-se (1961) em Filologia Clássica, pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Foi Director-Geral da Educação do Ministério do Ultramar (1961-1968), Subsecretário de Estado da Administração Escolar (1968-1971) e Procurador à Câmara Corporativa (1969-1974). Presidiu à Junta de Investigações do Ultramar (1972-1974) e do Instituto Português de Arqueologia, História e Etnografia, além de ter sido presidente da secção de Linguística da Sociedade de Geografia de Lisboa e vice-presidente da Academia Portuguesa de História. Leccionou na Universidade de Lisboa, no Instituto Superior de Ciências Sociais e Política Ultramarina, na Universidade Livre e na Universidade Autónoma, da qual foi reitor entre 1992 e 2012. Publicou diversos trabalhos sobre linguística, literatura e história. Faleceu em 2012, em Lisboa.

JOSÉ VITORINO DE PINA MARTINS nasceu em Penalva de Alva, Oliveira do Hospital, em 1920. Grande estudioso da História do Livro e do Humanismo renascentista, licenciou-se em Filologia Românica pela Universidade de Coimbra (1947) e doutorou-se em Paris (1974), cidade onde dirigiu o Centro Cultural da Fundação Calouste Gulbenkian. Sócio efectivo da Classe de Letras da Academia das Ciências de Lisboa, foi eleito seu presidente, em vários mandatos. É membro também de várias agremiações estrangeiras, entre elas a Academia Nazionale dei Lincei (Roma) e a Academia della Crusca (Florença). Foi leitor de Língua e Literatura Portuguesa entre 1948 e 1955, na Universidade de Roma «La Sapienza». Em Itália, Pina Martins iniciou-se nos grandes questões da História do Livro e começou a formar a sua biblioteca recheada de preciosidades. Em 1965, anunciou o descobrimento do primeiro incunábulo português, o Tratado de Confisson, impresso em Chaves, em Agosto de 1489. Recebeu em 1963 a Medalha de Mérito Cultural de Ouro, concedida pelo governo italiano, pelos seus estudos sobre o cabalista Pico della Mirandola. Em 2008, recebeu o Prémio Pedro Hispano.
