Um dia, inesperadamente, ela me disse como era bom o tempo em que eu vivia. Pensando na frase, deduzo que a velhice extrema é uma morte que não para de se renovar. A pessoa suporta porque não para de se renovar. A pessoa suporta porque não tem memória... só lampejos de memória. Repito que por nada eu quero isso. Uma coisa é suportar o que a gente não pode evitar. Outra é recusar o que pode ser evitado, como a decadência e o medo de ser surpreendido pela morte.