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Histoire de la Poule et de l'Oeuf book cover
Histoire de la Poule et de l'Oeuf
2002
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Chaque fois qu'il s'agit de poules et d'œufs, on a tendance à se poser toujours les mêmes questions : qui était là en premier ? Est-ce que la poule a pondu l'œuf ? Ou est-ce que l'œuf a donné la poule ? Ici, pas du tout. Dans cette histoire qui se passe dans un musseque, un misérable bidonville de Luanda, capitale de l'Angola, la question est : à qui appartient vraiment Cabiri, la poule, et à qui le bel neuf tout chaud qu'elle vient de pondre en chantant ? Et la réponse ne va pas de soi. Car si Cabiri est à dame Zefa, elle a néanmoins pondu dans le jardin de dame Bina. Et c'est Monsieur Zé, le marchand blanc, qui a vendu le grain pour la nourrir. Et de toute façon, c'est Monsieur Vitalino qui possède toutes les cases et tous les terrains du musseque, donc tout ce qui naît dessus. Pendant que les deux commères se crêpent le chignon, tout le monde se mêle de leur querelle : le curé, la prostituée, le propriétaire, le vieux juriste, le premier de la classe, les enfants du quartier... Qui tranchera ? La loi ? La justice ? L'armée ? Et si c'étaient plutôt la malice et l'humour ?
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Author

Jose Luandino Vieira
Jose Luandino Vieira
Author · 8 books

Passou toda a infância e juventude em Luanda, onde fez o ensino secundário. Exerceu diversas profissões até ser preso em 1959, sendo depois libertado. Posteriormente, em 1961, foi de novo preso e condenado a 14 anos de prisão e medidas de segurança. Transferido, em 1964, para o campo de concentração do Tarrafal, onde passou oito anos, foi libertado em 1972, em regime de residência vigiada em Lisboa. Iniciou então a publicação da sua obra, escrita, na grande maioria, nas diversas prisões por onde passou. Depois da independência angolana, foi nomeado para diversos cargos: organizou e dirigiu a Televisão Popular de Angola de 1975 a 1978; dirigiu o Departamento de Orientação Revolucionária do MPLA até 1979; organizou e dirigiu o Instituto Angolano de Cinema de 1979 a 1984. No domínio da literatura, foi um dos fundadores da União de Escritores Angolanos, em 1975, sendo seu secretário-geral desde então até finais de 1980. Foi também secretário-geral adjunto da Associação dos Escritores Afro-asiáticos, de 1979 a 1984, tornando-se depois secretário-geral da mesma até Dezembro de 1989. Pertenceu à geração angolana da "Cultura" entre 1957 e 1963. A sua escrita é original, usa o falar crioulo e subversivo da linguagem para dar um retrato mais realista às suas personagens, enriquecendo-as e conferindo-lhes a expressão viva e colorida das gentes o dos lugares pobres que retrata. Do seu trabalho destacam-se as seguintes obras: A Cidade e a Infância (1960); A Vida Verdadeira de Domingos Xavier (traduzido para várias línguas, constituindo também a base do filme Sambizanga, realizado por Sarah Maldoror); Luuanda (traduzido também para várias línguas, recebeu o Prémio Literário angolano Mota Veiga em 1964 e o Grande Prémio de Novelística da Sociedade Portuguesa de Escritores em 1965, o que causou violenta reacção da parte do Estado Novo); Vidas Novas (narrativas escritas em 1962 no Pavilhão Prisional da PIDE em Luanda, e apresentadas ao concurso literário da Casa dos Estudantes do Império, em Lisboa, tendo sido distinguidas com o Prémio João Dias, em 1962); Velhas Estórias e João Vêncio: Os Seus Amores.

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