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Identificação de um País book cover
Identificação de um País
1985
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«Este livro nasce de uma insatisfação: a de não encontrar na historiografia portuguesa respostas para muitas interrogações que a moderna ciência histórica não pode deixar de colocar. Tentei dar as minhas e coordená-las num conjunto que constituísse uma visão global da História de Portugal durante os seus dois primeiros séculos. A minha curiosidade orientou-se especialmente para os homens concretos, a sua maneira de viver e de pensar. As instituições, as estruturas, as formações sociais e económicas interessaram-me sobretudo na medida em que os podem revelar. Mas o que mais me atrai no passado medieval é a mentalidade: como é que os homens viam o mundo e se organizavam para tentarem dominar a realidade, nessa época tão diferente da nossa? A mentalidade parece-me, por sua vez, uma das chaves mais decisivas para a compreensão das estruturas. [...] Mais do que exaltar a Pátria, interessa-me o relacionamento dos Portugueses uns com os outros. Acabado o trabalho, pergunto a mim próprio se o tema escolhido e a maneira como o tratei não são fruto das minhas interrogações acerca das divergências políticas e de todo o género que atualmente dividem o povo português, e que parece estarem longe de se resolverem. A resposta do passado medieval, pelo menos a que ouvi, foi esta: Portugal é irredutível e simultaneamente uno e múltiplo. A História convida-nos a viver com as incomodidades daí decorrentes e a tentar tirar delas algum partido.» Identificação de Um País de José Mattoso

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Author

Jose Mattoso
Jose Mattoso
Author · 6 books
JOSÉ MATTOSO nasceu em Leiria, a 22 de Janeiro de 1933. Professor catedrático jubilado, doutorou-se em História Medieval pela Universidade de Lovaina (Bélgica), em 1966, quando era monge beneditino do Mosteiro de Singeverga, onde permaneceu até 1969. Pediu a redução ao estado laical em 1970, iniciando então uma carreira universitária. Leccionou na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, entre 1971 e 1977, e, daí até 1990, na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, Universidade de que foi também vice-reitor (1991-1995). Foi presidente do Instituto Português de Arquivos (1988-1990), director do Instituto de Arquivos Nacionais / Torre do Tombo (1996-1998) e Presidente do Conselho Científico das Ciências Sociais e Humanidades da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (2010-2012). Recebeu o Prémio Pessoa (1987) e o Prémio Internacional de Genealogia Bohüs Szögyeny (1991), Foi condecorado, pela Presidência da República, com o Grande-Oficialato da Ordem de Sant'Iago da Espada (1992). Faleceu a 8 de Julho de 2023, em Torres Vedras.
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