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Já Não me Deito em Pose de Morrer book cover
Já Não me Deito em Pose de Morrer
Poemas Escolhidos
2020
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«Penso na poesia de Cláudia R. Sampaio como no discurso furioso que apenas alguém de profunda ternura poderia fazer. Sua tragédia, explícita, frontal, é a da saber a delicadeza quando tudo em seu redor propende para o grotesco e sua cabeça desafia para duvidar continuamente. Magnífica poeta, seu impasse é constante: "Quem sabe se não é agora que / possuo toda a loucura / e me faço mulher // Eu que da cintura para cima sou triste / e daí para baixo uma praia / a quem explodiram o mar / para depois o transformarem em / homem e em assombro também". A expressão de Cláudia R. Sampaio é das mais contundentes da contemporaneidade. Não se ergue panfletária, ergue-se numa urgência íntima que não teme expôr, usando sua vulnerabilidade para força, como alguém que mapeia as feridas procurando cicatrizá-las, e também glorificá-las, com o verso. Toda a poesia abeira a terapêutica, e aqui a terapêutica é fundamental, inclusive como forma de classificar cada detalhe do mundo, como protesto e como alegria do possível. A loucura e a terapia são íntimas e fertilizam, a um tempo, o pensamento e a sabedoria. Que maravilha o desabrido desta poesia. Que maravilha que não seja demasiado limpa, demasiado educada, e se coloque sobretudo enquanto necessidade além da razão e de qualquer etiqueta. Uma poesia que redime tanta coisa mas que também gratamente infecta: "desta vida à outra / castigaram-nos com abraços / afogando o adeus corcunda / adiantado pelas colisões das / palavras / veneno abençoado / do nosso lar.".» Valter Hugo Mãe

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Cláudia R. Sampaio
Cláudia R. Sampaio
Author · 5 books
Cláudia R. Sampaio é uma poeta e artista plástica nascida em Lisboa (1981). Estudou escrita de argumento na escola Superior de Teatro e Cinema, escreveu para cinema, televisão e teatro. Publicou os livros de poesia: Os dias da Corja, A primeira urina da manhã, Ver no escuro, 1025mg, Outro nome para a solidão, a antologia Já não me deito em pose de morrer e Uma mulher aparentemente viva. Está também publicada no Brasil com a trilogia Inteira como um coice do Universo (Edições Macondo). Tem desenvolvido, em parceria, um trabalho musical a partir dos seus poemas e já integrou vários grupos como diseuse. Em 2019 juntou-se ao colectivo artístico MANICÓMIO. No âmbito do trabalho desenvolvido neste projeto, integrou em Janeiro de 2020 a primeira delegação portuguesa a ser convidada pela Outsider Art Fair, a maior feira de arte informal do mundo, em Nova Iorque, para expor a sua obra. Vive em Lisboa com as suas duas gatas: Polly Jean e Aurora.
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