"Fugindo a um começo de dormência, 'João Miguel' fechou a mão. E ao realizar o gesto lembrou-se do outro - o gesto inicial do crime, a mão fechada em torno do cabo de chifre da faca. Teve um estremecimento. Abriu novamente a mão, olhou-a com novos olhos, procurando-lhe a fisionomia especial de criminosa. Mas, calma, inofensiva, pesada, a mão permanecia no seu jeito pacífico de repouso e de paz. E, no entanto, aquela mão era a mesma... os dedos, agora trêmulos, tinham o mesmo aspecto dos dias antigo, das horas de trabalho ou de prazer.