
Atual e necessária, esta adaptação da obra mais famosa de João Cabral de Melo Neto descortina dramas cruciais da humanidade—de ontem e de hoje. De modo realista, texto e imagens se combinam para recriar a universalidade da árdua caminhada de tantos e tantos severinos. O auto de Natal Morte e vida severina, desde sua primeira publicação, em 1956, ganhou mais de cem edições, sem contar as inúmeras adaptações para a televisão, o cinema, o teatro, entre outros. Extremamente popular, a obra-prima de João Cabral de Melo Neto alia a força de sua poesia ao engajamento social, explorando com surpreendente harmonia a tensão entre o erudito e popular. Para o poeta Armando Freitas Filho, "violência e ternura nunca foram tão bem trançadas como neste poema". Esta combinação ganha agora forma e cor no traço de Odyr. Ilustrada, a jornada de Severino transcende e ressignifica este que é um dos grandes clássicos de nossa literatura.
Author

João Cabral de Melo Neto was born in the state of Pernambuco, Brazil, and is considered one of the greatest Brazilian poets of all time. He is often quoted saying "I try not to perfume the flower". His works are said to be dry, devoid of exaggerated emotions that are usually associated with poetry, sticking usually to images and actions and physical descriptions rather than feelings. The image of an engineer designing a building is often used to describe his poetry. It usually follows a strict meter and assonant rhymes. He worked as a diplomat for most of his life. In 1990, he won the Camões Prize, the greatest prize in literature of the Portuguese language. In 1992, João Cabral received the Neustadt International Prize for Literature, which some consider to be almost as prestigious as the Nobel Prize.