É pela perseguição e depois pela vingança de um fugitivo que se inicia esta colectânea de narrativas, e é com o enigma de um crime inexplicado que termina. Como se uma parte da verdade do mundo—a mais desumana, a que estigmatiza a história íntima ou colectiva—devesse desafiar para sempre a nossa razão. Em todos os tempos e lugares, incluindo Lisboa, as personagens deste livro partilham esta mesma experiência, que assumem ao aproximarem-se da morte. Desesperadas ou lúcidas, passam em revista as suas ilusões, admitem os seus erros ou retêm por mais uns instantes as derradeiras alegrias da existência.