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O Crânio de Castelao
2013
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Romance policial cuja ação se desenvolve em torno ao roubo da caveira de Castelao do Panteão de Galegos Ilustres e que leva o protagonista a uma viagem por quatro continentes na procura da “relíquia” desaparecida. Projeto que nasceu no encontro internacional Galego no Mundo. Latim em pó que decorreu em Santiago de Compostela inserido na programação da Capital Europeia da Cultura no ano 2000. Depois de o Catedrático de Medicina, o Professor F., envolver o seu discípulo na procura do crânio de Castelao roubado do Panteão de Galegos Ilustres em Compostela, começam uma série de peripécias escritas por Carlos Quiroga (Galiza), Miguel Miranda (Portugal), Antón Lopo (Galiza), Bernardo Ajzenberg (Brasil), Suso de Toro (Galiza), Germano Almeida (Cabo Verde), Quico Cadaval (Galiza), Possidónio Cachapa (Portugal), Xavier Queipo (Galiza), Luís Cardoso (Timor) e Xurxo Souto (Galiza), que levaram o protagonista aos lugares mais inesperados. Na tarde do 13 de Maio Santiago de Compostela estava já primaveril. Para o lado do Centro de Arte Contemporânea o Parque de Bonaval irradiava a calma do fim de semana, com isolados e vagarosos visitantes. Pelas vidraças baixas do edifício de Álvaro Siza entrava uma luz nimbada que deixava na atmosfera do bar um sossego quente. Na mesa do canto estava sentado P. desde as 17:00 h., com alguma ansiedade mal dissimulada. Aguardava alguém. O Catedrático de Medicina, o Professor F., “orientador” da sua tese de doutoramento, tinha deixado para ele uma mensagem para encontrar-se naquele lugar. E P. consumira um café com impaciência, tratando de imaginar que podia querer o velho catedrático, sem alcançar uma explicação para o motivo da cita nem para a escolha precisamente do Museu.

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Miguel Miranda
Miguel Miranda
Author · 2 books

Escritor e médico português nascido no Porto em 1956. Formou-se em Medicina Familiar em 1979 e, desde então, tem exercido a profissão de médico, tanto a nível particular como em hospitais do Estado. Em termos de carreira tornou-se chefe de serviço de Medicina Geral e Familiar. Paralelamente à carreira de médico, dedicou-se também à escrita a partir dos 35 anos. Embora antes já escrevesse regularmente alguns textos que nunca publicou, só em 1991 assumiu a sua vocação de escritor. No verão desse ano teve um hiato na sua carreira de médico e chegou às férias demitido de funções. Sentiu um vazio dentro de si e para preenchê-lo começou a escrever mais a sério e com regularidade. Ao fim de duas semanas já tinha meio romance escrito. O livro viria a ser editado no ano seguinte com o título O Complexo do Sotavento. A partir daí, Miguel Miranda dividiu-se entre a medicina e a literatura, exercendo a atividade de médico durante o dia e a de escritor à noite. A sua atividade literária repartiu-se pelo romance, com especial incidência nos policiais, contos e literatura infanto-juvenil. Assim, lançou Contos à Moda do Porto e Caçadores de Sonhos, ambos em 1996, Bailado das Sombras, em 1997, O Estranho Caso do Cadáver Sorridente, em 1998, Livrai-nos do Mal, em 1999, A Mulher que Usava o Gato Enrolado ao Pescoço, em 2000, A Maldição do Louva-a-Deus, em 2001, Dois Urubus Pregados no Céu, em 2002, A Princesa Voadora, que marcou a estreia na literatura infantil em 2003, e Como se Fosse o Último, em 2004. Em 2005 lançou o romance O Silêncio das Carpideiras, para chamar a atenção para as povoações que no passado foram deslocalizadas devido à construção de barragens, lembrando que este não é um problema exclusivo do Alqueva. Todas estas obras valeram a Miguel Miranda diversas distinções, a primeira das quais o Grande Prémio do Conto APE (Associação Portuguesa de Escritores) de 1996. Depois recebeu o Prémio Caminho de Literatura Policial em 1997 e o Prémio Fialho de Almeida da SOPEAM em 2001. Em 2002 foi-lhe atribuída a Medalha de Ouro de Mérito Cultural e Científico de Vila Nova de Gaia. Miguel Miranda tornou-se membro da APE, da Associação de Escritores de Gaia, da Associação de Jornalistas e Homens de Letras do Porto e do PEN Club Português. Recebeu o Grande Prémio de Conto da APE pelo livro Contos à Moda do Porto (1996); o Prémio Caminho de Literatura Policial pelo livro O Estranho Caso do Cadáver Sorridente (1977); e o Prémio Fialho de Almeida pelo livro A Maldição do Louva-a-Deus (2001).

Germano Almeida
Germano Almeida
Author · 10 books
Germano de Almeida nasceu na ilha da Boavista, Cabo Verde, em 1945. Licenciou-se em Direito em Lisboa e exerce actualmente advocacia na cidade do Mindelo. Estreou-se como contista no início da década de 80, colaborando na revista Ponto & Vírgula. A sua obra de ficção representa uma nova etapa na rica história literária de Cabo Verde. Está publicada em Portugal pela Caminho e começa a despertar interesse no estrangeiro, nomeadamente o romance O Testamento do Senhor Napumoceno da Silva Araújo, do qual vários países compraram os direitos, encontrando-se já publicado no Brasil, na Itália e França. O filme de baseado nesta obra (O Testamento do Senhor Napumoceno) foi recentemente galardoado com o 1º Prémio do Festival de Cinema Latino-Americano de Gramado, no Brasil; foi igualmente distinguido com os prémios para o melhor filme e melhor actor no 8º Festival Internacional Cinematográfico de Assunción, no Paraguai.
Xavier Queipo
Xavier Queipo
Author · 4 books

Francisco Xavier Vázquez Álvarez, coñecido como Xavier Queipo, nado en Santiago de Compostela o 9 de decembro de 1957, é un biólogo e escritor galego. Licenciado en Bioloxía (1979) e Medicina e Cirurxía (1982) pola Universidade de Santiago de Compostela. Desde 1989 vive e traballa en Bruxelas. Colaborou no portal web Vieiros, na Revista das Letras e no semanario A Nosa Terra, e, na actualidade, na revista Grial. Mantivo unha columna de opinión semanal no programa da Radio Galega Diario Cultural. En 2011 gañou o Premio Xerais coa novela Extramunde e en 2015 o Premio Blanco Amor con Os kowa.

Carlos Quiroga Díaz
Carlos Quiroga Díaz
Author · 2 books

Carlos Quiroga é professor na Universidade de Santiago de Compostela. Fundou e dirigiu várias revistas, como O Mono da Tinta, e foi Bolseiro de investigação da Gulbenkian (1991-92), do ICALP (1992-93) e da Universittà Italiana per Stranieri (1983). Doutorado com distinção e louvor, para além da actividade académica tem publicação dispersa de textos e fotografias em revistas e jornais de Portugal, Galiza, Brasil, Espanha e Alemanha, colaborando na intervenção de artistas plásticos, em antologias, livros colectivos, etc. Publicou em livro G.O.N.G. - mais de vinte poemas globais e um prefácio esperançado (1999); Periferias (1999, Prémio Carvalho Calero de narrativa, publicado no Brasil em 2006); A Espera Crepuscular (2002, primeira parte da trilogia Viagem ao Cabo Nom, que reúne poesia, fotografia e narrativa); Il castello nello stagno di Antela/ O castelo da lagoa de Antela (2004, prémio de Teatro infantil na Mostra de Ferrol-terra em 1988, publicado na Itália em galego e italiano pela Collana editoriale); O Regresso a Arder (2005, terceira parte da Viagem ao Cabo Nom); Venezianas (2007). Inxalá foi já prémio Carvalho Calero de narrativa e editado na Galiza em

Xurxo Souto
Xurxo Souto
Author · 2 books

Xurxo Manuel Souto Eiroa, máis coñecido como Xurxo Souto, nado na Coruña o 25 de xullo de 1966, é escritor, músico, locutor galego. Licenciado en Filoloxía Clásica. Foi o líder e vocalista da banda de rock Os Diplomáticos de Monte-Alto entre 1990 e 2001, e gran difusor da música galega de agora e sempre. Outra das súas facetas a destacar é a de escritor. Ademais de ter sete libros publicados, ten colaborado con artigos en diferentes publicacións, como a revista Bravú. Dende 1986 comezou a traballar en diversos programas de radio en galego, sendo o máis coñecido e lonxevo A tropa da tralla, xunto a Aberto por reformas e Mil ribeiras, na Radio Galega. Desde outubro de 2005 até abril de 2009 foi Director de Programas desta emisora. No eido audiovisual dirixiu a serie de programas Repichoca, sobre música popular, para a TVE en Galicia; a película documental Pucho Boedo, un crooner na fin do mundo, e o documental Dos gaiteiros do mar. Alén de Os Diplomáticos de Monte-Alto, tocou -voz e acordeón- no conxunto "Os Tres Trebóns". Actualmente forma parte da "Banda Xangai". En outubro de 2003 participou, xunto con Manuel Rivas, na reinauguración da emisora comunitaria Cuac FM (A Coruña), da que ambos se converteron en padriños e socios de honra. Tamén traballou como actor en producións galegas como a serie de éxito Mareas vivas ou o telefilme Entre bateas, de Jorge Coira.

Possidónio Cachapa
Possidónio Cachapa
Author · 9 books

Escritor português, Possidónio Cachapa nasceu em em Évora. Após 15 anos de vivência em terras alentejanas, foi para os Açores onde concluiu o ensino liceal. Regressou a Lisboa e licenciou-se em Estudos Portugueses pela Universidade Nova de Lisboa. Partiu para a Suíça, onde viveu durante 6 anos, e aí, paralelamente com a docência da disciplina de Literatura Portuguesa, foi trabalhando as sementes que germinariam nas suas primeiras obras literárias: "O Nylon da Minha Aldeia" e "A Voz Terrível" (não publicado por decisão do autor) De regresso a Portugal, empenha-se na escrita de argumentos e na realização, sendo-lhe atribuída, em 1996, uma bolsa do Ministério da Cultura. Escreve, então, em 1998, o romance "A Materna Doçura", obra dividida em três partes como forma de sugerir as etapas da vida de uma criança (a personagem principal) que ficou órfã de mãe muito cedo. Como assistente de realização, assina um documentário intitulado Sete Mares que o levou a percorrer vários países, nomeadamente o Egipto, Israel e a Jordânia. Com um curso da Escola Técnica de Imagem e Comunicação (ETIC), Possidónio Cachapa concretizou, assim, outro dos seus sonhos, enquanto homem que gosta de olhar o mundo por trás das câmaras. Exerceu a docência da disciplina de Português no Colégio Moderno, tendo depois enveredado pelas aulas de formação para formadores. Publicou "Viagem ao Coração dos Pássaros", "O Mar por Cima", "Rio da Glória", "O Mundo Branco do Rapaz-Coelho" e o livro de contos "Segura-te ao Meu Peito em Chamas", além de diversos contos publicados em Portugal e no estrangeiro e do livro de crónicas "O Meu Querido Titanic". No teatro é autor das peças "Shalom", "Hipnotizando Helena" e "A Cibernética" (que co-encenou em 2005). Argumentista de curtas e longas metragens, trabalhou ainda como realizador em vários filmes, com destaque para o documentário "Adeus à Brisa", sobre a vida e obra do escritor Urbano Tavares Rodrigues. A sua obra foi adaptada ao teatro, ao cinema e está traduzida em vários países. Obras NYLON DA MINHA ALDEIA (novela) 1997 MATERNA DOÇURA (romance)1998VIAGEM AO CORAÇÃO DOS PÁSSAROS (romance) 2000 HALOM (teatro) 2001 O MAR POR CIMA (romance) 2002 SEGURA-TE AO MEU PEITO EM CHAMAS (contos) 2004 O MEU QUERIDO TITANIC (crónicas) 2005 RIO DA GLÓRIA (2007) O MUNDO BRANCO DO RAPAZ-COELHO (romance) 2009 EU SOU A ÁRVORE (romance) 2016

Suso de Toro
Suso de Toro
Author · 13 books

Xesús Miguel de Toro Santos, máis coñecido como Suso de Toro, nado en Santiago de Compostela o 10 de xaneiro de 1956, é un escritor galego. O seu pai é de Formariz (provincia de Zamora) e a súa nai de Falapaso (Camboño, Lousame). Seu irmán, Xelís de Toro, tamén é escritor. É Licenciado en Arte Moderna e Contemporánea pola Universidade de Santiago de Compostela. É guionista para televisión e colaborador habitual na prensa e na radio, publicou en galego máis de vinte libros de narrativa, teatro e ensaio. A súa obra, ademais de ser traducida a varias linguas, foi obxecto de estudo en diversas universidades europeas. En abril de 2010 anunciou a súa retirada como escritor profesional, retomando a súa carreira de profesor de secundaria. Nas Eleccións ao Parlamento Europeo de 2014 concorreu na lista Os Pobos Deciden. En abril de 2014 foille concedida a Creu de Sant Jordi.

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