
SALVAR A DEMOCRACIA CONTRA O AUTORITARISMO Portugal pode fazer muito melhor na defesa do lado certo da história. Este ensaio procura tirar uma fotografia panorâmica ao momento político que vivemos e encontrar um posicionamento para Portugal que maximize os seus atributos de pequeno Estado numa globalização competitiva e o preserve como democracia liberal madura no meio do alastramento populista e autoritário que nos rodeia. É analítico, opinativo e defende convictamente um modelo de sociedade aberta e de país cosmopolita. Recusa acomodar uma ideia de declínio inexorável das democracias e de ascensão fatal dos nacionalismos. Reconhece o momento‑fronteira que atravessamos e as evidentes tentações partidárias por correntes radicais, à direita e à esquerda. Recusa‑as frontalmente, favorecendo uma proposta moderada em prol de uma social‑democracia contemporânea. Mas, para que ela saia vencedora, é preciso dizer «presente», defendê‑la sem hesitações, quer em Portugal quer nas suas redes de alinhamentos externos. Porque toda a política é internacional. «Não vivemos apenas na era da ansiedade, mas na da testosterona política, a das vitórias dos homens fortes, o que não quer dizer preparados, qualificados ou com uma especial autoridade democrática incorruptível. Bem longe disso. A ascensão pistoleira de Bolsonaro, a miserável durabilidade de Maduro, a tentacular corte de Orbán, Kaczyns…