O assassínio de uma jovem é o ponto de partida para mais uma investigação do inspector Jaime Ramos e da sua equipa. Mas o que parece ser um simples caso de vingança ou de ajuste de contas no mundo da noite portuense, puramente policial, acaba por transformar-se num trabalho à medida de Jaime Ramos, envolvendo famílias do Douro, ingleses no Porto, episódios sentimentais, personagens diabólicas e, até um bisavô germanófilo que lutou em França ao lado dos alemães durante a I Guerra. O ritmo ora é suave ou tem canções dos Buraka, ora respira ironia ou se aproxima da melancolia habitual dos livros do autor.